O que faz um profissional da área de Calçados

A Indústria Calçadista brasileira exportou U$ 1.310 Mi em 2022, conforme o Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil 2023. Desta forma, ultrapassando, inclusive, o número de exportações ocorridas em 2019, previamente à pandemia de Covid-19, que foi de U$ 972 Mi.  

Para 2024, a indústria calçadista está otimista, prevê alcançar U$ 1.196,1 Mi e 132,4 mi de pares de calçados em exportações. E, de acordo com os dados do último BFSHOW (Brazilian Footwear Show), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), é prevista uma produção de 857,8 milhões de pares, um crescimento de 2,2% em comparação a 2023. 

Como funciona a área de calçados? 

A fabricação de calçados funciona a partir de 4 principais etapas, seguidas por processos específicos, que vão sendo feitos em diferentes setores da fábrica: 

Pesquisa & Desenvolvimento 

  1. Design: momento de idealização do calçado conforme o seu público-alvo, desde o seu estilo e formato a cores e materiais; 
  1. Desenvolvimento de Materiais e Seleção de Fornecedores: são preparados a matéria prima, o artigo e as combinações de cores, e desenvolvidos outros materiais e componentes para cada parte do calçado, conforme fase de idealização durante o design.  

Modelagem

Nesta etapa ocorre a prototipação da ideia para avaliar a viabilidade de produção em maior escala. Há a criação de moldes e um primeiro modelo.

  1. Modelagem criativa: confecção de maquete/mockup para teste de calce; 
  1. Modelagem de produção: confecção de teste de escala, relacionada à grade de numeração, e confecção de teste de cores. Produzido 1 a 2 pares de cada número, para verificação de cores. 

Preparação de materiais 

  1. Corte: após testes, ajustes e aprovação final do protótipo e seus moldes inicia-se o corte em escala industrial. Primeiro há o corte das peças separadas, como cabedal e tiras, que podem ser de couro, sintético ou tecido, e passa-se à preparação;
  1. Dublagem: a dublagem é uma técnica que une e adesiva tecidos para aumentar a durabilidade e proporcionar impermeabilização e maior conforto;
  1. Preparação: Na preparação, as peças ganham maior detalhamento, são aparadas, perfuradas e chanfradas, com rebaixamento ou afinamento nas bordas com finalidade de melhorar o aspecto visual e deixando-as prontas para a costura e a montagem;
  1. Pré-fabricação: o setor de pré-fabricado é responsável pela construção da parte inferior do calçado: solados, palmilha externa, entressola, pinturas de solado, saltos e forração do salto.  

 Montagem

  1. Costura: etapa em que o cabedal é costurado, unindo as partes anteriormente cortadas e chanfradas. Essa fase pode ser manual com auxílio de máquina de costura ou automatizada utilizando-se de máquinas específicas;
  1. Montagem: nesta fase o cabedal, o solado e a palmilha são unidos formando o calçado. Podem ser usados métodos como costura, colagem e prensagem, geralmente associado a um maquinário de montagem, como de bico (frente do calçado) enfranque (meio do calçado) e traseiro (calcanhar do calçado);
  1. Acabamento: o calçado recebe os detalhamentos finais com polimento, atacador (popularmente conhecidos como “cadarços”), palmilha de montagem, limpeza de cabedal e solado, brilho, entre outros retoques necessários;
  1. Controle de Qualidade: Durante todo o processo de acabamento vai sendo feito o controle de qualidade relativo aos detalhes de fabricação e para garantir a qualidade prevista durante o projeto inicial;
  1. Embalagem e armazenamento: momento final em que os pares são embalados em caixas que os indiquem modelo, cor, tamanho e outras características importantes para sua identificação, e armazenados para posterior transporte.  

Importância de um profissional capacitado no setor de calçados 

Devido à grande competitividade do setor de calçados, as indústrias buscam por profissionais capacitados e que se mantêm atualizados com as tendências da moda calçadista. Esses profissionais devem ser capazes de levar inovações em design e materiais que permitam destaque da marca no mercado.  

A área ainda busca profissionais engajados na redução de impactos ambientais, explorando maneiras de ampliar a sustentabilidade durante os processos de produção, ampliando a excelência dos produtos e na identificação da marca.  

Os avanços tecnológicos e investimentos na indústria calçadista, principalmente devido à perspectiva de crescimento de 2,2% na produção deste ano, demandam profissionais altamente qualificados, capazes de atuar na operação de equipamentos automatizados e tecnologias de processamento computadorizadas. 

Formação técnica em calçados

A Metodologia SENAI de Educação Profissional do Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS prepara profissionais capacitados para produzir e gerir a produção de calçados, respeitando procedimentos e normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança e de meio ambiente. 

Nossa metodologia está de acordo com as expectativas de empresários e de representantes da indústria calçadista quanto às competências profissionais necessárias para o atendimento das exigências do meio produtivo. 

O Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS possui carga horária de 1.272 horas e algumas das unidades curriculares que constam no curso são: Introdução à Qualidade e Produtividade, Desenvolvimento Digital de Calçados, Planejamento e Controle da Produção e Coordenação de Equipes.

O que faz um profissional de Química e de Petroquímica

Os profissionais de Química e Petroquímica desempenham papéis essenciais na indústria. Suas atividades contribuem para a produção e desenvolvimento de uma ampla gama de produtos químicos que impactam diretamente a nossa vida cotidiana. Apesar das classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito “petroquímica”, devido as especificidades do setor, tanto a química quanto a petroquímica possuem cursos de formações distintos. 

A Indústria Química Brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), é a 6ª maior do mundo. Fechou 2023 com um faturamento líquido de USD 167,4 bilhões, representando também o 3º maior setor industrial do PIB brasileiro. É considerada ainda a mais sustentável, pois possui uma matriz elétrica composta por 82,9% de fontes renováveis – enquanto no mundo a média é de 28,6% – e emite de 5% a 51% menos CO2, em relação às indústrias internacionais, para cada tonelada de químicos produzida. 

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há uma expectativa de crescimento na produção e na força de trabalho na indústria como um todo ao longo de 2024, visto que o indicador de expectativa sobre quantidades exportadas chegou a 53,8 pontos em janeiro, um avanço de 2,9 pontos em comparação com dezembro de 2023. E para acompanhar essa demanda, é fundamental a formação de profissionais nas áreas de química e petroquímica. 

O que são Química e Petroquímica 

A Química, como ciência, engloba o estudo das propriedades, composição e reatividade da matéria. Suas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos químicos inorgânicos, orgânicos, farmacêuticos, explosivos, defensivos agrícolas, produtos de higiene e limpeza, tintas, plásticos, entre outros.  

A Petroquímica concentra-se na transformação de matérias-primas obtidas da indústria de energia como derivadas do petróleo (Nafta) e gás natural em uma variedade de produtos (solventes, polímeros, etc). Essas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos petroquímicos básicos, intermediários de reações químicas, resinas termoplásticas, termofixas e elastômeros. Essas indústrias estão em constante preocupação com a sustentabilidade e a necessidade de reduzir a dependência de recursos não renováveis como petróleo, e investem fortemente na pesquisa e utilização de fontes alternativas de matérias-primas.  

Aliás, um dos grandes esforços atuais da indústria é a transição energética, que busca o uso de matérias-primas renováveis com foco na redução e, idealmente, neutralização das emissões de carbono na atmosfera, impactando positivamente contra o aquecimento global. Os profissionais que trabalham neste setor acabam colaborando ativamente com essas transformações. 

Importância de profissionais capacitados nos setores 

Profissionais capacitados em química e petroquímica desempenham um papel crucial na garantia da segurança, eficiência e inovação nessas áreas. Suas habilidades são essenciais para o desenvolvimento e para a operação de processos químicos, controle de qualidade, pesquisa e inovação, contribuindo para o avanço tecnológico e a sustentabilidade dessas indústrias. Além disso, a expertise desses profissionais é fundamental para lidar com desafios ambientais e de segurança, garantindo práticas responsáveis e conformidade regulatória. 

E, para quem quiser se transformar em um profissional em química ou em petroquímica, é preferencial ter alguma facilidade para aprender matérias exatas. Compreender os princípios básicos de química, física e matemática e/ou ter disponibilidade de se atualizar sobre esses conceitos é importante para aprofundar-se nas especificidades de cada formação e escalar conhecimentos ao longo de sua carreira profissional.

Formação técnica 

Com o objetivo de aliar teoria e prática, a Metodologia SENAI de Educação Profissional permite aos alunos passarem por diferentes situações de vivência, aprendizagem e trabalho que lhe conferem uma prática profissional intrínseca ao currículo de suas formações.  

O Curso Técnico em Química do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para realizar amostragens, análises químicas, físico-químicas, instrumentais e microbiológicas, operar processos químicos, atuar no desenvolvimento de produtos e serviços e realizar a gestão técnica dos processos químicos, zelando por padrões de qualidade e pela integridade de pessoas, do meio ambiente e das instalações. O curso é oferecido na modalidade presencial e semi-presencial e algumas das unidades curriculares que constam são: Análises Químicas e Química aplicada a processos químicos. 

O Curso Técnico em Petroquímica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para operar e controlar os sistemas petroquímicos, seguindo padrões técnicos, de qualidade, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. Entre suas unidades curriculares estão: Processos da Industria Petroquímica e Instrumentação e Controle Aplicados nos Processos Petroquímicos. 

Além de hard skills, nossos cursos técnicos também possibilitam o desenvolvimento de capacidades socioemocionais que se relacionam à criatividade, promoção da inovação, estudo de forças e fragilidades, capacidade de análise, engajamento em equipe, ética, comportamento social e cidadania. Habilidades, essas, que são fundamentais para a formação de profissionais com os perfis desejados pelo mercado.