O que faz um profissional técnico em Soldagem

O Técnico em Soldagem é o profissional que trabalha na área de metalmecânica, tanto de forma operacional, na função de soldador, quanto na gestão de processos e pessoas. E a metalmecânica é um mercado que há anos demanda por profissionais qualificados, mas não encontra o suficiente para preenchimento de todas as vagas.

Como consequência, surgiu uma lacuna e viu-se a oportunidade – principalmente durante a pandemia da Covid-19, onde foi necessário poupar as vidas de pessoas – para as indústrias investirem em automação e aderirem à transformação digital e à Indústria 4.0. A 2ª edição do Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) da Manufatura, estudo de 2024 da TOTVS em parceria com a H2R Insights e Trends, aponta que houve um crescimento no índice voltado ao setor Metalmecânico & Plástico, de 0,55 – em 2019 – para 0,78 – em 2024, de uma escala de 0 a 1, sendo um dos três melhores desempenhos da pesquisa, realizada com 8 setores: Bens de Consumo, Bens Duráveis, Extrativismo e Beneficiamento, Metalmecânico e Plástico, Papel e Celulose, Química e Reciclagem, Têxtil e Vestuário e Bens de Capital.

Por sua vez, a partir do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, o Observatório Nacional da Indústria estima a criação de 609 mil novas vagas no setor industrial, com destaque para cargos de nível técnico e superior, com crescimento de, respectivamente, 4,4% e 5,0%, sendo que a área de Metalmecânica consta em 4º lugar por demanda de formação profissional, com um total de 1.175.052, sendo 175.449 por formação inicial e 999.603 por treinamento e desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, especificamente, há uma demanda total por formação profissional de 957.791, sendo 147.028 por formação inicial e 810.763 por treinamento e desenvolvimento.

Desta forma, leva-se a crer que o melhor caminho para o mercado de soldagem é a formação e a qualificação de mais profissionais, de forma que haja o trabalho mútuo entre humanos e máquinas, conforme se visualiza na Indústria 5.0, uma evolução da Indústria 4.0.

O que é soldagem?

Soldagem é o processo união de partes metálicas, resultando na união entre elas. Atualmente existem mais de 50 processos de soldagem utilizados industrialmente, porém quatro deles são utilizados em maior escala, são eles: solda oxigás, solda de eletrodo revestido – também chamada de MMA -, solda MIG/MAG e solda TIG.

A oxigás, contendo oxigênio e gás combustível, é feita com auxílio de um maçarico. Diferentemente dela, que depende de uma chama para o aquecimento, quando o profissional técnico em Soldagem utiliza a solda de eletrodo revestido (ou MMA), forma um arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça capaz de unir as peças por fusão. O revestimento tem funções específicas que melhoram as propriedades da solda, além de proteger o metal de solda de contaminação e estabilizar o arco elétrico.

A solda MIG/MAG é semiautomática, utiliza um arame consumível e, assim como a técnica anterior também necessita de uma proteção para a poça de fusão, mas neste processo está proteção depende de um gás que gera uma atmosfera protetora no entorno da zona fundida. A diferença entre a MIG e a MAG é que a primeira é indicada para materiais não ferrosos e a segunda para os ferrosos. E a solda TIG também forma um arco elétrico, porém o eletrodo não consumível é de tungstênio.

Importância de um profissional capacitado no setor

Ainda que com a Indústria 4.0 tenhamos soldas robotizadas que aceleram a produção, a soldagem humana pode trazer um melhor detalhamento para certos trabalhos. Além do mais, o técnico em Soldagem é necessário para as tomadas de decisão no chão de fábrica, como a escolha da técnica correta de soldagem em determinado uso e a configuração das máquinas, atuando na gestão de processos e pessoas, na qualidade, e na preparação de projetos.

Em grande parte dos setores da indústria o técnico em Soldagem pode vir a trabalhar, como na construção civil, na automobilística, na naval, com maquinaria, na fabricação de partes e peças, como chapas, tubos e dutos, e até mesmo em nichos como a soldagem subaquática. Somente um profissional qualificado terá conhecimento e experiência para aplicar as medições e as técnicas voltadas ao trabalho técnico em soldagem, permitindo que um resultado de qualidade, forte e com durabilidade.

Formação técnica

Para iniciar na área, o indicado é a escolha de um curso que una teoria e prática, como um curso técnico, que possibilita aos alunos vivenciarem e adquirem rápido a experiência na função, além de entenderem se é o que buscam.

O curso técnico em Soldagem do SENAI-RS oferece a oportunidade de aprender as mais variadas técnicas de soldagem em diferentes materiais, como aço e alumínio, essenciais para a construção de estruturas metálicas e equipamentos. A formação é direcionada para as demandas do mercado industrial, que busca profissionais especializados e com alto nível técnico. Possibilita, ainda, que o profissional estabeleça relações entre a química, a física, a elétrica e outras áreas do conhecimento, aprendendo a respeitar os procedimentos e as normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e de segurança.

Entre as unidades curriculares que constam na grade do curso, o aluno irá aprender Processos Convencionais de Soldagem; Processos de Corte e Processos Especiais de Soldagem; Controle de Qualidade dos Processos de Corte e Solda; Suporte Técnico em Elaboração e Implementação de Projetos; entre outros. Com um currículo focado em segurança, inovação e eficiência, o profissional estará pronto para atuar em projetos de grande porte, desde a construção civil até o setor naval e aeronáutico.

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O que faz um técnico em Refrigeração e Climatização 

O Técnico em Refrigeração e Climatização é o profissional capacitado para instalar com segurança equipamentos voltados a refrigeração e climatização de diversos tipos ambientes: comerciais, industriais, em nichos específicos, entre outros. 

A Revista da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), ressalta que a demanda por tecnologias de resfriamento voltadas a data centers, chega a investimentos de R$ 350 milhões em equipamentos para esse fim. Sendo este um nicho bastante importante devido ao exponencial crescimento de data centers causado pelo armazenamento em nuvem.  

Para 2024, é previsto um faturamento de R$ 41 bilhões no setor de refrigeração e climatização, um crescimento de 12% sobre 2023, considerando fatores como as altas temperaturas, novas tecnologias, novos empreendimentos comerciais, avanço das construções e a recuperação gradual no consumo das famílias, conforme o ABRAVA de Portas Abertas, evento realizado em janeiro. O evento baseia-se em pesquisas e estudos do Departamento de Economia e Estatística da Associação e nas atividades dos comitês e departamentos nacionais da área e neste ano trouxe o tema “Perspectivas e Oportunidades para o Setor AVAC-R em 2024”. 

O setor de refrigeração e climatização também é considerado um forte aliado para a Transição Energética ao buscar tecnologias que prezem pela eficiência e pelo baixo consumo no uso de energia, com a utilização de fontes renováveis que possibilitem a redução nas emissões de dióxido de carbono, marcando uma trajetória em prol da sustentabilidade. 

Como funciona a área de refrigeração e climatização? 

Também chamado de HVAC-R (do inglês “Heating, Ventilation, Air Conditioning & Refrigeration”), o setor de refrigeração e climatização apresenta forte crescimento devido às mudanças climáticas, que têm trazido temperaturas extremas, e à presença cada vez mais frequente produtos e equipamentos que exigem refrigeração. 

Além disso, as soluções em climatização proporcionam maior conforto térmico para as pessoas presentes nos espaços, reduzindo ainda riscos de contaminação por agentes prejudiciais à saúde.   

Desta forma, a área de refrigeração e climatização pode ser bem vasta, exigindo profissionais aptos a implementar projetos variados, de acordo com as especificidades técnicas de cada ambiente, mas proporcionando boa empregabilidade.  

Importância de um profissional capacitado no setor 

O profissional em refrigeração e climatização é capacitado para fazer serviços de reparos, limpezas e manutenções dentro das normas e práticas de segurança. As manutenções preventivas e corretivas permitem maior longevidade para os próprios equipamentos de refrigeração e climatização, bem como, consequentemente, para os demais equipamentos que eles protegem, evitando superaquecimento e perdas de materiais.  

Por tais responsabilidades, é muito importante formarmos profissionais com as competências técnicas para implementações em refrigeração e climatização sem riscos e acompanhar a demanda de serviços conforme o setor vai expandido. 

Formação técnica 

O Curso Técnico em Refrigeração e Climatização do SENAI-RS prepara profissionais com sólidos conhecimentos para projetar, sob supervisão, a instalação e a manutenção de sistemas de refrigeração e climatização. O egresso do curso também poderá vir a coordenar estas execuções, realizando estudos de viabilidade técnica e financeira, seguindo legislação e as normas técnicas, ambientais, de saúde e segurança no trabalho.  

O itinerário formativo do nosso Curso Técnico em Refrigeração e Climatização conta com um total de 1200 horas, com opções de modalidade EAD ou Presencial, e algumas das unidades curriculares do curso são: Instalação, Operação e Manutenção de Sistemas de Climatização, Manutenção de compressores e Automação Aplicada à Refrigeração e à Climatização.  

O que faz um profissional da área de Calçados

A Indústria Calçadista brasileira exportou U$ 1.310 Mi em 2022, conforme o Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil 2023. Desta forma, ultrapassando, inclusive, o número de exportações ocorridas em 2019, previamente à pandemia de Covid-19, que foi de U$ 972 Mi.  

Para 2024, a indústria calçadista está otimista, prevê alcançar U$ 1.196,1 Mi e 132,4 mi de pares de calçados em exportações. E, de acordo com os dados do último BFSHOW (Brazilian Footwear Show), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), é prevista uma produção de 857,8 milhões de pares, um crescimento de 2,2% em comparação a 2023. 

Como funciona a área de calçados? 

A fabricação de calçados funciona a partir de 4 principais etapas, seguidas por processos específicos, que vão sendo feitos em diferentes setores da fábrica: 

Pesquisa & Desenvolvimento 

  1. Design: momento de idealização do calçado conforme o seu público-alvo, desde o seu estilo e formato a cores e materiais; 
  1. Desenvolvimento de Materiais e Seleção de Fornecedores: são preparados a matéria prima, o artigo e as combinações de cores, e desenvolvidos outros materiais e componentes para cada parte do calçado, conforme fase de idealização durante o design.  

Modelagem

Nesta etapa ocorre a prototipação da ideia para avaliar a viabilidade de produção em maior escala. Há a criação de moldes e um primeiro modelo.

  1. Modelagem criativa: confecção de maquete/mockup para teste de calce; 
  1. Modelagem de produção: confecção de teste de escala, relacionada à grade de numeração, e confecção de teste de cores. Produzido 1 a 2 pares de cada número, para verificação de cores. 

Preparação de materiais 

  1. Corte: após testes, ajustes e aprovação final do protótipo e seus moldes inicia-se o corte em escala industrial. Primeiro há o corte das peças separadas, como cabedal e tiras, que podem ser de couro, sintético ou tecido, e passa-se à preparação;
  1. Dublagem: a dublagem é uma técnica que une e adesiva tecidos para aumentar a durabilidade e proporcionar impermeabilização e maior conforto;
  1. Preparação: Na preparação, as peças ganham maior detalhamento, são aparadas, perfuradas e chanfradas, com rebaixamento ou afinamento nas bordas com finalidade de melhorar o aspecto visual e deixando-as prontas para a costura e a montagem;
  1. Pré-fabricação: o setor de pré-fabricado é responsável pela construção da parte inferior do calçado: solados, palmilha externa, entressola, pinturas de solado, saltos e forração do salto.  

 Montagem

  1. Costura: etapa em que o cabedal é costurado, unindo as partes anteriormente cortadas e chanfradas. Essa fase pode ser manual com auxílio de máquina de costura ou automatizada utilizando-se de máquinas específicas;
  1. Montagem: nesta fase o cabedal, o solado e a palmilha são unidos formando o calçado. Podem ser usados métodos como costura, colagem e prensagem, geralmente associado a um maquinário de montagem, como de bico (frente do calçado) enfranque (meio do calçado) e traseiro (calcanhar do calçado);
  1. Acabamento: o calçado recebe os detalhamentos finais com polimento, atacador (popularmente conhecidos como “cadarços”), palmilha de montagem, limpeza de cabedal e solado, brilho, entre outros retoques necessários;
  1. Controle de Qualidade: Durante todo o processo de acabamento vai sendo feito o controle de qualidade relativo aos detalhes de fabricação e para garantir a qualidade prevista durante o projeto inicial;
  1. Embalagem e armazenamento: momento final em que os pares são embalados em caixas que os indiquem modelo, cor, tamanho e outras características importantes para sua identificação, e armazenados para posterior transporte.  

Importância de um profissional capacitado no setor de calçados 

Devido à grande competitividade do setor de calçados, as indústrias buscam por profissionais capacitados e que se mantêm atualizados com as tendências da moda calçadista. Esses profissionais devem ser capazes de levar inovações em design e materiais que permitam destaque da marca no mercado.  

A área ainda busca profissionais engajados na redução de impactos ambientais, explorando maneiras de ampliar a sustentabilidade durante os processos de produção, ampliando a excelência dos produtos e na identificação da marca.  

Os avanços tecnológicos e investimentos na indústria calçadista, principalmente devido à perspectiva de crescimento de 2,2% na produção deste ano, demandam profissionais altamente qualificados, capazes de atuar na operação de equipamentos automatizados e tecnologias de processamento computadorizadas. 

Formação técnica em calçados

A Metodologia SENAI de Educação Profissional do Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS prepara profissionais capacitados para produzir e gerir a produção de calçados, respeitando procedimentos e normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança e de meio ambiente. 

Nossa metodologia está de acordo com as expectativas de empresários e de representantes da indústria calçadista quanto às competências profissionais necessárias para o atendimento das exigências do meio produtivo. 

O Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS possui carga horária de 1.272 horas e algumas das unidades curriculares que constam no curso são: Introdução à Qualidade e Produtividade, Desenvolvimento Digital de Calçados, Planejamento e Controle da Produção e Coordenação de Equipes.

O que faz um profissional de Química e de Petroquímica

Os profissionais de Química e Petroquímica desempenham papéis essenciais na indústria. Suas atividades contribuem para a produção e desenvolvimento de uma ampla gama de produtos químicos que impactam diretamente a nossa vida cotidiana. Apesar das classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito “petroquímica”, devido as especificidades do setor, tanto a química quanto a petroquímica possuem cursos de formações distintos. 

A Indústria Química Brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), é a 6ª maior do mundo. Fechou 2023 com um faturamento líquido de USD 167,4 bilhões, representando também o 3º maior setor industrial do PIB brasileiro. É considerada ainda a mais sustentável, pois possui uma matriz elétrica composta por 82,9% de fontes renováveis – enquanto no mundo a média é de 28,6% – e emite de 5% a 51% menos CO2, em relação às indústrias internacionais, para cada tonelada de químicos produzida. 

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há uma expectativa de crescimento na produção e na força de trabalho na indústria como um todo ao longo de 2024, visto que o indicador de expectativa sobre quantidades exportadas chegou a 53,8 pontos em janeiro, um avanço de 2,9 pontos em comparação com dezembro de 2023. E para acompanhar essa demanda, é fundamental a formação de profissionais nas áreas de química e petroquímica. 

O que são Química e Petroquímica 

A Química, como ciência, engloba o estudo das propriedades, composição e reatividade da matéria. Suas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos químicos inorgânicos, orgânicos, farmacêuticos, explosivos, defensivos agrícolas, produtos de higiene e limpeza, tintas, plásticos, entre outros.  

A Petroquímica concentra-se na transformação de matérias-primas obtidas da indústria de energia como derivadas do petróleo (Nafta) e gás natural em uma variedade de produtos (solventes, polímeros, etc). Essas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos petroquímicos básicos, intermediários de reações químicas, resinas termoplásticas, termofixas e elastômeros. Essas indústrias estão em constante preocupação com a sustentabilidade e a necessidade de reduzir a dependência de recursos não renováveis como petróleo, e investem fortemente na pesquisa e utilização de fontes alternativas de matérias-primas.  

Aliás, um dos grandes esforços atuais da indústria é a transição energética, que busca o uso de matérias-primas renováveis com foco na redução e, idealmente, neutralização das emissões de carbono na atmosfera, impactando positivamente contra o aquecimento global. Os profissionais que trabalham neste setor acabam colaborando ativamente com essas transformações. 

Importância de profissionais capacitados nos setores 

Profissionais capacitados em química e petroquímica desempenham um papel crucial na garantia da segurança, eficiência e inovação nessas áreas. Suas habilidades são essenciais para o desenvolvimento e para a operação de processos químicos, controle de qualidade, pesquisa e inovação, contribuindo para o avanço tecnológico e a sustentabilidade dessas indústrias. Além disso, a expertise desses profissionais é fundamental para lidar com desafios ambientais e de segurança, garantindo práticas responsáveis e conformidade regulatória. 

E, para quem quiser se transformar em um profissional em química ou em petroquímica, é preferencial ter alguma facilidade para aprender matérias exatas. Compreender os princípios básicos de química, física e matemática e/ou ter disponibilidade de se atualizar sobre esses conceitos é importante para aprofundar-se nas especificidades de cada formação e escalar conhecimentos ao longo de sua carreira profissional.

Formação técnica 

Com o objetivo de aliar teoria e prática, a Metodologia SENAI de Educação Profissional permite aos alunos passarem por diferentes situações de vivência, aprendizagem e trabalho que lhe conferem uma prática profissional intrínseca ao currículo de suas formações.  

O Curso Técnico em Química do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para realizar amostragens, análises químicas, físico-químicas, instrumentais e microbiológicas, operar processos químicos, atuar no desenvolvimento de produtos e serviços e realizar a gestão técnica dos processos químicos, zelando por padrões de qualidade e pela integridade de pessoas, do meio ambiente e das instalações. O curso é oferecido na modalidade presencial e semi-presencial e algumas das unidades curriculares que constam são: Análises Químicas e Química aplicada a processos químicos. 

O Curso Técnico em Petroquímica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para operar e controlar os sistemas petroquímicos, seguindo padrões técnicos, de qualidade, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. Entre suas unidades curriculares estão: Processos da Industria Petroquímica e Instrumentação e Controle Aplicados nos Processos Petroquímicos. 

Além de hard skills, nossos cursos técnicos também possibilitam o desenvolvimento de capacidades socioemocionais que se relacionam à criatividade, promoção da inovação, estudo de forças e fragilidades, capacidade de análise, engajamento em equipe, ética, comportamento social e cidadania. Habilidades, essas, que são fundamentais para a formação de profissionais com os perfis desejados pelo mercado. 

O que faz um profissional de Telecomunicações  

As Telecomunicações conectam, literalmente, muitas de nossas interações sociais, obrigações e lazer. Somos tão acostumados com elas que, por vezes, não paramos para pensar como funcionam os sistemas que permitem interagirmos em redes sociais e conversas instantâneas, assistir um programa na televisão, entre outras atividades on e offline por meios eletrônicos. 

Para termos percepção da imensidão do uso das Telecomunicações no Brasil, conforme a ANATEL, órgão que controla as Telecomunicações nacionais, em dezembro de 2023 havia 340.680.456 contratos fechados no setor. No entanto, é preciso ainda popularizar novas tecnologias, como o sinal 5G de Telefonia Móvel, até então utilizado somente em 8% dos acessos versus 75,8% por sinal 4G.  

O que são Telecomunicações?

Chamadas também de Telecom, as Telecomunicações tratam de um conjunto de tecnologias que permitem a comunicação à distância a partir de meios eletrônicos. Inicialmente estavam relacionadas ao rádio, à televisão e ao telefone fixo, e, com o tempo e as inovações tecnológicas, passou à internet, abrindo uma extensão de possibilidades comunicativas. Assim, todo o sistema de hardwares utilizados com a finalidade prover comunicação por meios eletrônicos faz parte das Telecomunicações, desde os cabos (como fibra ótica), que percorrem as ruas até as propriedades, aos satélites, que do espaço repassam os sinais com os dados transmitidos. 

Porém, para que se possa ampliar o acesso da população às mais recentes tecnologias, como o sinal 5G, também é preciso suprir a carência de profissionais capacitados para implementação de redes neste mercado. Um estudo da Brascom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, em 2022, apontou 331 mil empregados de Telecom no Brasil, sendo 35,7% de nível técnico. 

Importância de um profissional capacitado no setor 

Com a própria rapidez da comunicação, as informações chegam e se transformam mais rápido, por isso é muito importante manter-se atualizado, principalmente em nossa área de trabalho.  

Da mesma forma, as constantes inovações do setor de Telecomunicações demandam que os profissionais não somente qualifiquem-se, mas estejam em constantes capacitações para acompanhá-las.  

Assim, para alcançar a demanda por profissionais, torna-se fundamental entender quais são as habilidades e os diferenciais destes profissionais para a área. 

Formação técnica 

Um profissional de Telecomunicações, seja Técnico ou Tecnólogo, apresenta as competências necessárias para implantar e operar equipamentos de redes e sistemas de telecomunicações, mantendo-os em funcionamento de acordo com o projeto, adotando normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança do trabalho e preservação ambiental.  

O curso Técnico do SENAI-RS possui um total de 1.200 horas e é subdividido em 3 módulos, que contam com Unidades Curriculares, como: Configuração e Manutenção de Equipamentos de Redes e Sistemas de Telecomunicações, Monitoração de Redes e Metodologia de Análise e Resolução de Problemas.  

Diferencia-se o Tecnólogo por estar apto também a gerenciar operações, coordenar equipes, emitir certificações com laudos técnicos e desenvolver soluções, desde a concepção do projeto, com o estabelecimento de logísticas e plano de ação, à execução. Com um total de 2.590 horas, algumas das Unidades Obrigatórias que constam no currículo de graduação do SENAI-RS são: Análise de Circuitos, Liderança e Gestão Organizacional e Empreendedorismo.

Ensino técnico é um dos pontos fortes da educação brasileira

O ensino técnico tem se mostrado cada vez mais eficaz na qualificação de novos profissionais, oferecendo a formação focada em uma área de atuação, com uma metodologia voltada à prática e duração de aproximadamente dois anos de curso.  

A partir de uma entrevista realizada com 1.001 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias sobre a educação no país, realizada pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI) em 2023, o ensino técnico recebeu avaliações positivas e foi reconhecido como um importante caminho para o futuro profissional do Brasil. 

Conheça os principais resultados da pesquisa: 

  • O ensino técnico foi apontado como o principal ponto forte da educação pública; 
  • Avaliado pelos empresários com 55% de bom e ótimo; 
  • Citado como a segunda prioridade para educação nos próximos anos, com 21%. A primeira foi o ensino fundamental, com 33%. 

Mais do que analisar os aspectos gerais da educação brasileira, a pesquisa também traz avaliações específicas da modalidade. Vejas os principais pontos: 

  • 45% dos entrevistados consideram que a formação técnica prepara melhor para o mercado de trabalho; 
  • 28% acreditam que os cursos são mais focados; 
  • 22% avaliam como cursos mais práticos; 
  • 18% entendem que há uma boa aceitação no mercado de trabalho. 

Além disso, 9 em cada 10 executivos entendem que os cursos técnicos permitem um ingresso mais rápido no mercado de trabalho e também concordam que é mais fácil conseguir um emprego com um curso técnico: 

  • 85% acreditam que os cursos técnicos permitem concorrer a uma oferta maior de vagas de emprego; 
  • 92% concordam que os cursos técnicos permitem um ingresso mais rápido no mercado de trabalho; 
  • 75% avaliam que os cursos técnicos estão mais ligados às necessidades do mercado do que o ensino superior. 

O objetivo da pesquisa foi de entender a percepção da indústria sobre a educação brasileira, avaliando todas as modalidades do ensino público e privado. Consulte a pesquisa completa aqui.

Uma oportunidade profissional 

O SENAI conta com diversos cursos técnicos voltados para o setor industrial, contemplando as principais áreas para o desenvolvimento de uma indústria tecnológica e mais competitiva. Além de um ensino de excelência e de oferecer uma metodologia reconhecida, possui uma avaliação positiva da comunidade conforme a Pesquisa SAPES F2 – Egressos 2021-2023

  • 98% dos ex-alunos dos cursos técnicos indicam o SENAI; 
  • 8 em cada 10 ex-alunos dos cursos técnicos fariam um segundo curso no SENAI; 
  • 9 em cada 10 empresas dão preferência às pessoas que fizeram curso no SENAI;
  • 84% dos estudantes do SENAI estão empregados em até um ano após concluírem o ensino técnico.

Clique aqui, conheça os cursos disponíveis e qualifique-se com o SENAI. 

Como a inteligência artificial facilita a busca por vagas de emprego

E se na hora de buscar por um emprego você já fosse direcionado para as vagas que mais se conectam ao seu perfil e experiência profissional? Essa jornada pode ser mais fácil e assertiva se você apostar na ferramenta certa. 

Hoje, mais do que um bom currículo profissional, o mercado de trabalho também observa traços pessoais que complementam e podem fazer a diferença em uma equipe. Com essa necessidade, as plataformas de vagas estão utilizando e aperfeiçoando os mecanismos que valorizam o profissional para além do seu currículo. 

Se você tem um perfil socioemocional mais dinâmico e comunicativo, será direcionado a vagas de trabalho onde essas características sejam importantes, por exemplo. Nessa jornada, o todo conta: sua personalidade, seus conhecimentos técnicos, suas experiências profissionais… Todas as particularidades dão uma bagagem que nos diferencia. 

Mas como as particularidades são compreendidas e avaliadas por uma plataforma de vagas de emprego? 

É aqui que entra a tecnologia: inteligência artificial. Por meio de alguns questionários e dinâmicas que o usuário participar, a inteligência artificial consegue mapear os traços que identificam aptidões para determinados cargos. 

Pensando na importância dessa atualização na hora de buscar emprego, desenvolveu-se a plataforma Contrate-me do SENAI. Nela, as empresas têm acesso a currículos de todo o país, bem como os profissionais têm acesso a vagas nacionais com um grande diferencial: o match entre perfil e vaga, facilitando essa conexão e dando agilidade ao processo. 

A inteligência artificial elenca as vagas que mais têm aderência ao perfil do usuário e, a partir dessa facilitação, o usuário consegue interagir com a vaga sem a necessidade de uma longa busca. 

Contrate-me: Feira Online de Empregos

Para complementar a experiência da plataforma Contrate-me, o SENAI promove a Feira online de empregos Contrate-me, que acontece de forma virtual e tem a participação de empresas parceiras recrutando diretamente durante o evento. 

A feira ocorre em um ambiente de realidade virtual, com palestras e workshops relacionados a currículo e trabalho. Além disso, algumas empresas possuem um estande no ambiente online para receberem candidatos, conversar e orientar. 

Cadastre o seu currículo e participe da Feira de Talentos Contrate-me de 7 a 9 de agosto aqui

Graduação Tecnológica: diferenciais e vantagens

Entrar no mercado de trabalho ou evoluir na jornada profissional exige qualificação e aperfeiçoamento constante. Conhecer novas tecnologias, técnicas e experiências são diferenciais na hora de pleitear oportunidades na profissão.

Bons cargos necessitam de conhecimento e experiência na área de atuação. Também é muito importante ter seu conhecimento específico validado por instituições de ensino para evoluir em processos de seleção. Ter essa validação feita por instituições de ensino com credibilidade e reconhecidas pelo Ministério da Educação no currículo abre portas.

Crescimento na carreira

O nível de escolaridade costuma impactar em diferentes âmbitos da vida profissional: quanto mais estudo, mais chance de empregabilidade.

Além disso, o impacto também está no valor do profissional para o mercado. Para cada ano a mais de estudo, o brasileiro ganha um acréscimo de 15% no salário (Dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD). De acordo com a Pesquisa SAPES do SENAI Nacional (painel 2020-2022), comparando a renda média mensal enquanto concluinte e depois, quando egresso, um diploma de graduação tecnológica corresponde a um aumento de renda 20,2%.

Se você está pensando ou já considerou a possibilidade de optar por essa modalidade, mas ainda não entende as reais vantagens, descubra como o título de tecnólogo pode te diferenciar como profissional:

Um diferencial na jornada profissional

A graduação tecnológica é considerada uma formação de nível superior e sua abordagem acadêmica tem foco em uma determinada área de conhecimento, cumprindo uma necessidade do mercado de trabalho e titulando o formando como tecnólogo.

Então, diferente dos cursos de bacharelado ou licenciatura, as grades curriculares são enxutas e dão preferência a disciplinas mais específicas e práticas. Por conta disso, o tempo de duração é reduzido, de até três anos, possibilitando o ingresso de profissionais qualificados de forma mais rápida no mercado de trabalho.

A graduação pode ser um passo na jornada de conhecimento de um profissional com formação técnica, complementando e ampliando sua expertise na área e, também, abrindo portas em outras áreas de atuação. O ingresso na graduação tecnológica requer o certificado de conclusão do ensino médio e exige uma prova que teste os conhecimentos prévios do estudante em áreas básicas como português e matemática, por exemplo.

No mercado de trabalho, o tecnólogo é uma excelente opção para acesso a melhores oportunidades de trabalho e salários no mercado de trabalho.

O SENAI oferece cursos de graduação tecnológica voltados à área de tecnologia, como Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas Embarcados, Automação Industrial, Redes de Computadores e Telecomunicações. Todos os cursos são desenvolvidos de acordo com as necessidades do mercado de trabalho, construídos em conjunto com a indústria e são reconhecidos e conceituados pelo Ministério da Educação.