O que faz um profissional de Eletrônica

O profissional de eletrônica é uma das profissões da indústria que possui salários acima da média. Sua atuação está ligada ao planejamento, produção e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos, como no comando e controle industrial, laboratórios de desenvolvimento de equipamentos eletrônicos e eletrônica embarcada, sendo possível uma atuação ampla no mercado.

De acordo com o Relatório do Desempenho Setorial, edição Dezembro/2024[DB1] , da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a previsão de faturamento em eletroeletrônicos ao fechar 2024 será de R$ 226,7 bilhões, ultrapassando 11% acima do faturamento de 2023, uma elevação superior a projeção anterior, que previa um aumento de 7%. Por sua vez, as exportações e as importações deverão alcançar, respectivamente, US$ 7.5 bi e US$ 47.875 bi, 4% e 12% acima do último ano. A pesquisa também destaca um expressivo acréscimo de 18,7 mil postos de trabalho no setor, aumentando de 265,5 mil funcionários diretos, em dezembro de 2023, para 284,2 mil em dezembro de 2024.

Para 2025, as projeções da Abinee para o setor eletroeletrônico apontam um acréscimo ainda maior de postos de trabalho, chegando a 290 mil em dezembro. O faturamento seguirá em alta, com um crescimento de 6%, somando R$ 241 bilhões. As exportações devem elevar 3% e as importações 2%.

Assim, vê-se a necessidade de profissionais com formação em eletrônica para acompanhar o ritmo crescente do setor. Mas, você sabe o que é eletrônica e o que faz um profissional de eletrônica? Confira a seguir.

O que é Eletrônica?

Eletrônica é a área que trabalha com circuitos formados por componentes eletrônicos e elétricos para controle, manipulação, armazenamento e processamento de informações através de fluxos de baixa e alta potência.

Os circuitos eletrônicos e elétricos se diferenciam, principalmente, pelo meio e pela potência em que se propagam. Os eletrônicos circundam em baixa potência por meio de materiais semicondutores, condutores e no vácuo, enquanto os elétricos, em alta potência e apenas por condutores elétricos.

A área da eletrônica divide-se em dois ramos: eletrônica analógica e eletrônica digital. A eletrônica analógica trabalha com sinais análogos à informação que representa, considerados sinais mais complexos, e baseia-se nos princípios da Lei de Ohm. A eletrônica digital, por sua vez, trabalha com sinais digitais, considerados mais simplificados do que os analógicos, porém, com maior capacidade de transmissão de informações; funciona por linguagem binária e transforma as informações em bits.

Importância de um profissional capacitado no setor

A eletrônica é uma área vasta, oferecendo diversas possibilidades de atuação. Desta forma, o profissional de eletrônica cumpre importante papel nos processos industriais de diferentes segmentos tecnológicos. O profissional de eletrônica poderá atuar no desenvolvimento, assistência técnica, controle de qualidade, manutenção de equipamentos eletrônicos industriais, residenciais ou comerciais, empresas integradoras e prestadoras de serviço, escritórios de vendas, suporte, design e engenharia e indústria.

Alguns dos segmentos que este profissional pode atuar são empresas de telecomunicações, empresas de energia elétrica, empresas de projetos e consultoria e assistência tecnológica, empresas de manufatura e montadoras, empresas de equipamentos eletroeletrônicos, empresas que trabalham com processos contínuos, indústrias em geral, como alimentícia e têxtil, centros de desenvolvimento e pesquisa, setor de comércio e serviços, setor de saúde e instituições de ensino, entre tantos outros.

Formação técnica

O Curso Técnico em Eletrônica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para desenvolver circuitos eletrônicos e realizar a montagem e a manutenção de circuitos e sistemas eletrônicos, seguindo normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e segurança no trabalho.

O curso proporciona aos alunos a vivência de situações de aprendizagens que envolvam os princípios, normas e atitudes do Sistema de Gestão da Qualidade e gerenciamento de tarefas. São desenvolvidos projetos e atividades desafiadoras, a percepção e incorporação consciente e crítica da estética e da ética nas relações humanas envolvidas em situações profissionais. Entre as aulas previstas estão Montagem de Sistemas Eletrônicos, Desenho de Circuitos Eletrônicos e Programação de Dispositivos e Sistemas Eletrônicos.

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O que faz um profissional de Sistemas Embarcados

O profissional tecnólogo em Sistemas Embarcados é o profissional especializado em desenvolver, implementar e gerenciar sistemas que incorporam hardware e software para desempenhar funções específicas em dispositivos. É um profissional a cada dia mais procurado na Indústria 5.0, que conta com a vanguarda humana e sua capacidade cognitiva, somada às máquinas e todas as tecnologias que já envolviam a Indústria 4.0, como: Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Aprendizado de máquina, Robótica avançada, Computação de Borda (Edge Computing), entre outros.

Uma das tendências para 2025, de acordo com Marcelo João Bortolini, Gerente de Pesquisa da Selgron, empresa especializada em soluções de automação industrial, será os equipamentos virem com tecnologias embarcadas mais modernas. O tecnólogo em Sistemas Embarcados é quem projeta e instala nos equipamentos essas tecnologias, permitindo a automação da máquina e, inclusive, a conexão entre máquinas (IoT).

Conforme estudo da Frost & Sullivan, até 2027 a Internet das Coisas deve crescer em quase 20% ao ano no Brasil, prevendo chegar a 700 milhões de dispositivos vendidos e representando praticamente a metade de toda a América Latina. A projeção de Marcus Pinheiro, executivo do Gartner, vai além, e estima 20 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo até 2032, sendo o Brasil, a terceira região de maior crescimento, com uma taxa de 13,5% ao ano.

No entanto, o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), Paulo Spaccaquerche, aponta alguns fatores impedem que a IoT seja plenamente desenvolvida e consolidada no Brasil: a viabilidade de compra de equipamentos e ferramentas, o fator cultural – causado pela falta de interoperabilidade, gerenciamento de mudanças e segurança – e a falta de mão de obra qualificada. Por isso, para alavancar o Brasil no mercado de sistemas embarcados e todas as tecnologias que se relacionam, como IoT, é necessário maior investimento das empresas e profissionais que queiram convergir suas qualificações para a área.

O que são sistemas embarcados

Sistemas embarcados consistem na integração de hardware e software projetados para funcionar de maneira coordenada, desempenhando funções específicas dentro de um sistema maior. Estão presentes, ainda, em grande maioria dos equipamentos que utilizamos em nosso dia a dia, como celulares, máquinas de lavar, automóveis, sistemas de segurança, sistemas de rastreamento e de geolocalização, entre muitos outros. Esses sistemas buscam desempenhar funções dedicadas, predefinidas e limitadas, geralmente em tempo real, para controlar ou monitorar equipamentos e processos, desta forma, são bastante úteis na automação industrial, onde atuam em diferentes níveis.

Ao pensar em uma pirâmide, teríamos os sistemas em nível de campo na base, em nível de controle logo acima e em nível de informação no topo. Em nível de campo, os sistemas embarcados coletam dados – de pressão, temperatura, velocidade – para ajudar o tomador de decisão a gerenciar a fábrica, otimizando processos. Em nível de controle, são programados para manter as máquinas funcionando em sincronia e com eficiência. Em nível de informação, os sistemas embarcados são considerados de alto desempenho e monitoram todo o sistema abaixo dele, de forma a gerar relatórios de produção e medir o processo como um todo a fim de juntar dados para análise e tomadas de decisões.

Importância de um profissional capacitado no setor

Conforme as tecnologias avançam com automações, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, entre outras, há maior necessidade de profissionais especialistas em sistemas embarcados, sendo esse fundamental para a realização efetiva das integrações e implementações.

Entre as principais atividades do tecnólogo em Sistemas Embarcados, podemos destacar: o desenvolvimento tanto de software controlador de dispositivos, quanto do hardware o sustenta; a criação, testagem e validação de sistemas embarcados para garantia do funcionamento; a garantia do atendimento a padrões de qualidade e segurança; a integração de componentes eletrônicos, sensores e atuadores para operação como um sistema único; manutenção de sistemas embarcados, solucionando problemas e otimizando o desempenho dos dispositivos; estudos de viabilidade técnica e econômica para projetos de sistemas embarcados, avaliando custos e benefícios; criação e manutenção de documentações técnicas relativas ao funcionamento dos sistemas e aos processos de desenvolvimento.

O profissional em sistemas embarcados pode atuar em empresas que desenvolvam produtos como microcontroladores, placas de circuito e dispositivos eletrônicos; em projetos de sistemas embarcados para controle de processos industriais e robótica; em empresas que desenvolvem equipamentos de comunicação (modems, roteadores e dispositivos móveis); no desenvolvimento de sistemas embarcados para veículos (incluindo controles de motor, sistemas de segurança e entretenimento); na criação e manutenção de dispositivos médicos e equipamentos que utilizam sistemas embarcados (como monitores de pacientes e equipamentos de diagnóstico); no desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves, drones e equipamentos militares; em institutos e centros de pesquisa; em instituições de ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente, entre outros.

Formação técnica

O curso superior de tecnologia em Sistemas Embarcados do SENAI-RS forma profissionais capacitados para desenvolver, projetar e implementar soluções tecnológicas inovadoras voltadas a sistemas embarcados, aplicando conhecimentos avançados de engenharia de software, eletrônica e design de produtos.

A formação busca preparar o egresso para atuar de forma crítica e ética em diferentes setores da economia, capacitando-o a solucionar problemas complexos por meio de técnicas modernas de desenvolvimento e de gestão de projetos. Além disso, visa fomentar competências como inovação, empreendedorismo e responsabilidade socioambiental, formando um profissional apto a liderar equipes multidisciplinares e a contribuir para o avanço tecnológico da área. Entre seus componentes curriculares, constam: Análise de Circuitos; Sistemas Microprocessados; Programação Orientada a Objetos; Banco de Dados; Internet das coisas; Sistemas de Controle; entre outros.

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O que faz um profissional técnico em Soldagem

O Técnico em Soldagem é o profissional que trabalha na área de metalmecânica, tanto de forma operacional, na função de soldador, quanto na gestão de processos e pessoas. E a metalmecânica é um mercado que há anos demanda por profissionais qualificados, mas não encontra o suficiente para preenchimento de todas as vagas.

Como consequência, surgiu uma lacuna e viu-se a oportunidade – principalmente durante a pandemia da Covid-19, onde foi necessário poupar as vidas de pessoas – para as indústrias investirem em automação e aderirem à transformação digital e à Indústria 4.0. A 2ª edição do Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) da Manufatura, estudo de 2024 da TOTVS em parceria com a H2R Insights e Trends, aponta que houve um crescimento no índice voltado ao setor Metalmecânico & Plástico, de 0,55 – em 2019 – para 0,78 – em 2024, de uma escala de 0 a 1, sendo um dos três melhores desempenhos da pesquisa, realizada com 8 setores: Bens de Consumo, Bens Duráveis, Extrativismo e Beneficiamento, Metalmecânico e Plástico, Papel e Celulose, Química e Reciclagem, Têxtil e Vestuário e Bens de Capital.

Por sua vez, a partir do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, o Observatório Nacional da Indústria estima a criação de 609 mil novas vagas no setor industrial, com destaque para cargos de nível técnico e superior, com crescimento de, respectivamente, 4,4% e 5,0%, sendo que a área de Metalmecânica consta em 4º lugar por demanda de formação profissional, com um total de 1.175.052, sendo 175.449 por formação inicial e 999.603 por treinamento e desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, especificamente, há uma demanda total por formação profissional de 957.791, sendo 147.028 por formação inicial e 810.763 por treinamento e desenvolvimento.

Desta forma, leva-se a crer que o melhor caminho para o mercado de soldagem é a formação e a qualificação de mais profissionais, de forma que haja o trabalho mútuo entre humanos e máquinas, conforme se visualiza na Indústria 5.0, uma evolução da Indústria 4.0.

O que é soldagem?

Soldagem é o processo união de partes metálicas, resultando na união entre elas. Atualmente existem mais de 50 processos de soldagem utilizados industrialmente, porém quatro deles são utilizados em maior escala, são eles: solda oxigás, solda de eletrodo revestido – também chamada de MMA -, solda MIG/MAG e solda TIG.

A oxigás, contendo oxigênio e gás combustível, é feita com auxílio de um maçarico. Diferentemente dela, que depende de uma chama para o aquecimento, quando o profissional técnico em Soldagem utiliza a solda de eletrodo revestido (ou MMA), forma um arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça capaz de unir as peças por fusão. O revestimento tem funções específicas que melhoram as propriedades da solda, além de proteger o metal de solda de contaminação e estabilizar o arco elétrico.

A solda MIG/MAG é semiautomática, utiliza um arame consumível e, assim como a técnica anterior também necessita de uma proteção para a poça de fusão, mas neste processo está proteção depende de um gás que gera uma atmosfera protetora no entorno da zona fundida. A diferença entre a MIG e a MAG é que a primeira é indicada para materiais não ferrosos e a segunda para os ferrosos. E a solda TIG também forma um arco elétrico, porém o eletrodo não consumível é de tungstênio.

Importância de um profissional capacitado no setor

Ainda que com a Indústria 4.0 tenhamos soldas robotizadas que aceleram a produção, a soldagem humana pode trazer um melhor detalhamento para certos trabalhos. Além do mais, o técnico em Soldagem é necessário para as tomadas de decisão no chão de fábrica, como a escolha da técnica correta de soldagem em determinado uso e a configuração das máquinas, atuando na gestão de processos e pessoas, na qualidade, e na preparação de projetos.

Em grande parte dos setores da indústria o técnico em Soldagem pode vir a trabalhar, como na construção civil, na automobilística, na naval, com maquinaria, na fabricação de partes e peças, como chapas, tubos e dutos, e até mesmo em nichos como a soldagem subaquática. Somente um profissional qualificado terá conhecimento e experiência para aplicar as medições e as técnicas voltadas ao trabalho técnico em soldagem, permitindo que um resultado de qualidade, forte e com durabilidade.

Formação técnica

Para iniciar na área, o indicado é a escolha de um curso que una teoria e prática, como um curso técnico, que possibilita aos alunos vivenciarem e adquirem rápido a experiência na função, além de entenderem se é o que buscam.

O curso técnico em Soldagem do SENAI-RS oferece a oportunidade de aprender as mais variadas técnicas de soldagem em diferentes materiais, como aço e alumínio, essenciais para a construção de estruturas metálicas e equipamentos. A formação é direcionada para as demandas do mercado industrial, que busca profissionais especializados e com alto nível técnico. Possibilita, ainda, que o profissional estabeleça relações entre a química, a física, a elétrica e outras áreas do conhecimento, aprendendo a respeitar os procedimentos e as normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e de segurança.

Entre as unidades curriculares que constam na grade do curso, o aluno irá aprender Processos Convencionais de Soldagem; Processos de Corte e Processos Especiais de Soldagem; Controle de Qualidade dos Processos de Corte e Solda; Suporte Técnico em Elaboração e Implementação de Projetos; entre outros. Com um currículo focado em segurança, inovação e eficiência, o profissional estará pronto para atuar em projetos de grande porte, desde a construção civil até o setor naval e aeronáutico.

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