O que faz um profissional de Sistemas Embarcados

O profissional tecnólogo em Sistemas Embarcados é o profissional especializado em desenvolver, implementar e gerenciar sistemas que incorporam hardware e software para desempenhar funções específicas em dispositivos. É um profissional a cada dia mais procurado na Indústria 5.0, que conta com a vanguarda humana e sua capacidade cognitiva, somada às máquinas e todas as tecnologias que já envolviam a Indústria 4.0, como: Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Aprendizado de máquina, Robótica avançada, Computação de Borda (Edge Computing), entre outros.

Uma das tendências para 2025, de acordo com Marcelo João Bortolini, Gerente de Pesquisa da Selgron, empresa especializada em soluções de automação industrial, será os equipamentos virem com tecnologias embarcadas mais modernas. O tecnólogo em Sistemas Embarcados é quem projeta e instala nos equipamentos essas tecnologias, permitindo a automação da máquina e, inclusive, a conexão entre máquinas (IoT).

Conforme estudo da Frost & Sullivan, até 2027 a Internet das Coisas deve crescer em quase 20% ao ano no Brasil, prevendo chegar a 700 milhões de dispositivos vendidos e representando praticamente a metade de toda a América Latina. A projeção de Marcus Pinheiro, executivo do Gartner, vai além, e estima 20 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo até 2032, sendo o Brasil, a terceira região de maior crescimento, com uma taxa de 13,5% ao ano.

No entanto, o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), Paulo Spaccaquerche, aponta alguns fatores impedem que a IoT seja plenamente desenvolvida e consolidada no Brasil: a viabilidade de compra de equipamentos e ferramentas, o fator cultural – causado pela falta de interoperabilidade, gerenciamento de mudanças e segurança – e a falta de mão de obra qualificada. Por isso, para alavancar o Brasil no mercado de sistemas embarcados e todas as tecnologias que se relacionam, como IoT, é necessário maior investimento das empresas e profissionais que queiram convergir suas qualificações para a área.

O que são sistemas embarcados

Sistemas embarcados consistem na integração de hardware e software projetados para funcionar de maneira coordenada, desempenhando funções específicas dentro de um sistema maior. Estão presentes, ainda, em grande maioria dos equipamentos que utilizamos em nosso dia a dia, como celulares, máquinas de lavar, automóveis, sistemas de segurança, sistemas de rastreamento e de geolocalização, entre muitos outros. Esses sistemas buscam desempenhar funções dedicadas, predefinidas e limitadas, geralmente em tempo real, para controlar ou monitorar equipamentos e processos, desta forma, são bastante úteis na automação industrial, onde atuam em diferentes níveis.

Ao pensar em uma pirâmide, teríamos os sistemas em nível de campo na base, em nível de controle logo acima e em nível de informação no topo. Em nível de campo, os sistemas embarcados coletam dados – de pressão, temperatura, velocidade – para ajudar o tomador de decisão a gerenciar a fábrica, otimizando processos. Em nível de controle, são programados para manter as máquinas funcionando em sincronia e com eficiência. Em nível de informação, os sistemas embarcados são considerados de alto desempenho e monitoram todo o sistema abaixo dele, de forma a gerar relatórios de produção e medir o processo como um todo a fim de juntar dados para análise e tomadas de decisões.

Importância de um profissional capacitado no setor

Conforme as tecnologias avançam com automações, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, entre outras, há maior necessidade de profissionais especialistas em sistemas embarcados, sendo esse fundamental para a realização efetiva das integrações e implementações.

Entre as principais atividades do tecnólogo em Sistemas Embarcados, podemos destacar: o desenvolvimento tanto de software controlador de dispositivos, quanto do hardware o sustenta; a criação, testagem e validação de sistemas embarcados para garantia do funcionamento; a garantia do atendimento a padrões de qualidade e segurança; a integração de componentes eletrônicos, sensores e atuadores para operação como um sistema único; manutenção de sistemas embarcados, solucionando problemas e otimizando o desempenho dos dispositivos; estudos de viabilidade técnica e econômica para projetos de sistemas embarcados, avaliando custos e benefícios; criação e manutenção de documentações técnicas relativas ao funcionamento dos sistemas e aos processos de desenvolvimento.

O profissional em sistemas embarcados pode atuar em empresas que desenvolvam produtos como microcontroladores, placas de circuito e dispositivos eletrônicos; em projetos de sistemas embarcados para controle de processos industriais e robótica; em empresas que desenvolvem equipamentos de comunicação (modems, roteadores e dispositivos móveis); no desenvolvimento de sistemas embarcados para veículos (incluindo controles de motor, sistemas de segurança e entretenimento); na criação e manutenção de dispositivos médicos e equipamentos que utilizam sistemas embarcados (como monitores de pacientes e equipamentos de diagnóstico); no desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves, drones e equipamentos militares; em institutos e centros de pesquisa; em instituições de ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente, entre outros.

Formação técnica

O curso superior de tecnologia em Sistemas Embarcados do SENAI-RS forma profissionais capacitados para desenvolver, projetar e implementar soluções tecnológicas inovadoras voltadas a sistemas embarcados, aplicando conhecimentos avançados de engenharia de software, eletrônica e design de produtos.

A formação busca preparar o egresso para atuar de forma crítica e ética em diferentes setores da economia, capacitando-o a solucionar problemas complexos por meio de técnicas modernas de desenvolvimento e de gestão de projetos. Além disso, visa fomentar competências como inovação, empreendedorismo e responsabilidade socioambiental, formando um profissional apto a liderar equipes multidisciplinares e a contribuir para o avanço tecnológico da área. Entre seus componentes curriculares, constam: Análise de Circuitos; Sistemas Microprocessados; Programação Orientada a Objetos; Banco de Dados; Internet das coisas; Sistemas de Controle; entre outros.

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O que faz um profissional de Desenvolvimento de Sistemas

A área de desenvolvimento de sistemas é uma das que mais tem crescido e ganhado notoriedade nos últimos anos. Inclusive, o período de isolamento, causado pela pandemia, aumentou a necessidade de desenvolvedores de sistemas a partir do momento que grande parte das relações sociais e mercadológicas mundiais se voltaram para o ambiente virtual.  

Assim, algumas tecnologias que já existiam passaram a ganhar maior atenção e ter o desenvolvimento ampliado, como foi o caso do aprendizado de máquina e da inteligência artificial. De acordo com a Gartner, consultoria internacional que oferece insights e ferramentas para decisões corporativas, até 2028, devido à escassez de mão de obra, haverá mais robôs inteligentes do que trabalhadores na linha de frente em manufatura, varejo e logística, o que demonstra a rápida expansão do setor. 

Já o estudo Panorama de talentos em tecnologia, realizado e publicado em 2023 pelo Google com apoio da Abstartups e da Box1824, demonstra uma realidade brasileira que abre oportunidade para profissionais da área: um déficit de 530 mil profissionais de tecnologia, considerando a demanda das empresas e a escassez de profissionais capacitados entre 2021 e 2025.  

O que é Desenvolvimento de Sistemas 

De acordo com o próprio nome, o profissional desta função é responsável por desenvolver softwares para diferentes hardwares, como computadores, celulares, TVs e outros dispositivos inteligentes, como os vestíveis, e ainda por integrá-los, formando sistemas automatizados. 

Os profissionais formados em desenvolvimento de sistemas podem se especializar em áreas específicas da tecnologia da informação, como engenharia de software, análise e administração de banco de dados, desenvolvimento de jogos digitais, segurança da informação, entre outros. Também poderão atuar em diversos segmentos, sejam eles comerciais, industriais ou governamentais. E, conforme o site de vagas e faixas salariais Glassdoor, o salário de um desenvolvedor de sistemas pode variar, no Brasil, de R$1 mil, para estágio, a R$13 mil, para um desenvolvedor sênior (pesquisa em 2024). Com pós-graduações e experiências específicas dentro da área, a remuneração pode chegar a valores ainda maiores. 

Importância de um profissional capacitado no setor 

O perfil de profissionais de desenvolvimento de sistemas está associado a competências que demonstram maior aptidão para o aprendizado e a rotina de trabalho na área. Muitas delas são soft skills passíveis de aperfeiçoamento em cursos individuais ou ao longo da experiência de trabalho.  

Uma delas, inclusive, é a compreensão do modelo de negócio, de seus objetivos, propósitos e necessidades. Profissionais que tenham essa compreensão conseguem representar um maior valor agregado à instituição contratante e podem tornar-se de grande importância neste mercado. 

Algumas outras competências indicadas a estes profissionais são: ter visão sistêmica; planejamento, organização e administração de seu trabalho e do tempo para realização de atividades; senso de atualização contínua; postura proativa e inovadora para resolução de problemas; responsabilidade com suas entregas; saber trabalhar e comunicar-se em equipes de trabalho; e respeito aos princípios e procedimentos técnicos. 

Formação técnica 

No SENAI-RS, oferecemos duas opções de cursos relacionados ao desenvolvimento de sistemas: o Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas e o Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Ambos orientados para que o egresso atenda as normas e o padrão de qualidade, usabilidade, integridade e segurança da informação.  

O Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para desenvolver e programar sistemas computacionais. Algumas das unidades curriculares que fazem parte da formação são: Fundamentos de Eletroeletrônica Aplicada; Programação de Aplicativos; Banco de Dados; e Teste de Sistemas. 

O Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do SENAI-RS capacita o acadêmico para analisar, programar, testar e manter sistemas computacionais de informação, assim como gerenciar o processo de desenvolvimento por uma equipe. Algumas das unidades curriculares que constam na formação são: Banco de Dados Avançado; Infraestrutura Ágil e Integração Contínua; e Liderança e Gestão Organizacional.

O que faz um profissional de Redes de Computadores 

O profissional de redes de computadores é a pessoa responsável por configurar e manter as estruturas de rede de ambientes físico e virtual, para que seja possível o acesso seguro e por pessoas autorizadas. Diferencia-se do desenvolvedor de sistemas, pois este é responsável pelo desenvolvimento de softwares, isto é, programas, aplicativos, sites, entre outros. 

De acordo com o portal de infraestrutura e registros Locaweb, em 2024 o mercado de computação em nuvem deve faturar mais de US$ 700 bilhões globalmente, um crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior, com investimentos principais em segurança e backup de dados, otimização de recursos e monitoramento em tempo real.  

A Gartner, consultoria internacional que oferece insights e ferramentas para decisões corporativas, em dezembro de 2023 publicou o artigo Principais previsões estratégicas da Gartner a partir de 2024. Nele, apontou que até 2026, 30% das grandes empresas terão uma unidade de negócios dedicada ou canais de vendas para acesso a mercados de clientes-máquina de rápido crescimento, devido ao aumento de trabalhadores-máquina e clientes-máquina. E até 2027, 45% das competências do diretor de segurança da informação expandirão além da segurança cibernética devido à crescente pressão regulatória e expansão da superfície de ataque, causadas pelas mudanças trazidas na adoção de IA Generativa, e que pode ser um motivador para reconhecimento e aumento salarial do profissional da área.  

Como funciona a área de redes de computadores?  

As redes são um conjunto de computadores e outros dispositivos conectados, que permitem a comunicação entre si, a transferência de dados e a conexão com a internet local. Toda empresa que possua uma equipe trabalhando ao computador, por menor que seja essa equipe, ainda assim precisa de um profissional de redes de computadores para garantir a eficácia nos processos ao que tange às interligações de rede.  

Este profissional é responsável por calcular o fluxo de uso da rede e disponibilizar “largura de banda” o suficiente para permitir o tráfego de dados em uma velocidade que supra os tipos de uso. Por exemplo, uma empresa de contabilidade precisa de uma largura de banda muito menor do que uma empresa de desenvolvimento de jogos digitais, em que os jogos precisam ser testados, ocupando maior largura de banda.  

Importância de um profissional capacitado no setor 

Profissionais capacitados em redes de computadores e que tenham conhecimento global dos processos e fluxos que ocorrem na empresa são aqueles que permitem boas condições de trabalho em rede para os usuários. Estes profissionais projetam a arquitetura de rede necessária e acompanham o crescimento da empresa, ampliando a segurança e a capacidade da rede para comportar mais usuários e fazendo manutenções que acompanhem as inovações de mercado. Por estes motivos é muito importante tanto as empresas investirem em equipes de TI com profissionais capacitados em redes de computadores, quanto os interessados na área buscarem uma capacitação que lhes dê segurança em trabalhar no setor, assumindo as responsabilidades de sua área.  

Formação técnica 

O Curso Técnico em Redes de Computadores do SENAI-RS objetiva formar profissionais com sólidos conhecimentos para instalar e manter redes SOHO e corporativas e projetar e administrar redes de computadores, conforme normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança e de TI verde. Em suas 1.000 horas curriculares, o aluno terá aulas de: Lógica de Programação; Implementação e Integração de Redes de Computadores; Projeto de Redes de Computadores; entre outras.  

Disponibilizamos ainda o Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores, que tem como objetivo formar Tecnólogos com capacidade empreendedora, competências técnicas, socioemocionais e de gestão voltadas para o desenvolvimento da pesquisa e da inovação tecnológica, à difusão de tecnologias com foco na elaboração, implantação, gerenciamento e manutenção de sistemas lógicos e físicos de redes de comunicação de dados locais e de longa distância. 

Os profissionais formados pelo SENAI-RS como Tecnólogos em Rede de Computadores serão melhor preparados para desenvolver, coordenar, orientar e promover a integração de equipes de trabalho. O curso visa ainda instigar a organização, a produtividade, a segurança e a confiabilidade, também com respeito pelos procedimentos e normas técnicas, de qualidade, de saúde, de segurança e de meio ambiente. Algumas das unidades curriculares presentes nas 2.170 horas de curso são: Infraestrutura de Redes de Comunicação de Dados e Programação de Redes de Computadores. Além de incluir a participação nos Projetos Integradores: Gestão Financeira; Inovação, Criatividade e Gestão de Projeto; e Soluções Tecnológicas para Indústria 4.0. 

O que faz um profissional de Telecomunicações  

As Telecomunicações conectam, literalmente, muitas de nossas interações sociais, obrigações e lazer. Somos tão acostumados com elas que, por vezes, não paramos para pensar como funcionam os sistemas que permitem interagirmos em redes sociais e conversas instantâneas, assistir um programa na televisão, entre outras atividades on e offline por meios eletrônicos. 

Para termos percepção da imensidão do uso das Telecomunicações no Brasil, conforme a ANATEL, órgão que controla as Telecomunicações nacionais, em dezembro de 2023 havia 340.680.456 contratos fechados no setor. No entanto, é preciso ainda popularizar novas tecnologias, como o sinal 5G de Telefonia Móvel, até então utilizado somente em 8% dos acessos versus 75,8% por sinal 4G.  

O que são Telecomunicações?

Chamadas também de Telecom, as Telecomunicações tratam de um conjunto de tecnologias que permitem a comunicação à distância a partir de meios eletrônicos. Inicialmente estavam relacionadas ao rádio, à televisão e ao telefone fixo, e, com o tempo e as inovações tecnológicas, passou à internet, abrindo uma extensão de possibilidades comunicativas. Assim, todo o sistema de hardwares utilizados com a finalidade prover comunicação por meios eletrônicos faz parte das Telecomunicações, desde os cabos (como fibra ótica), que percorrem as ruas até as propriedades, aos satélites, que do espaço repassam os sinais com os dados transmitidos. 

Porém, para que se possa ampliar o acesso da população às mais recentes tecnologias, como o sinal 5G, também é preciso suprir a carência de profissionais capacitados para implementação de redes neste mercado. Um estudo da Brascom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, em 2022, apontou 331 mil empregados de Telecom no Brasil, sendo 35,7% de nível técnico. 

Importância de um profissional capacitado no setor 

Com a própria rapidez da comunicação, as informações chegam e se transformam mais rápido, por isso é muito importante manter-se atualizado, principalmente em nossa área de trabalho.  

Da mesma forma, as constantes inovações do setor de Telecomunicações demandam que os profissionais não somente qualifiquem-se, mas estejam em constantes capacitações para acompanhá-las.  

Assim, para alcançar a demanda por profissionais, torna-se fundamental entender quais são as habilidades e os diferenciais destes profissionais para a área. 

Formação técnica 

Um profissional de Telecomunicações, seja Técnico ou Tecnólogo, apresenta as competências necessárias para implantar e operar equipamentos de redes e sistemas de telecomunicações, mantendo-os em funcionamento de acordo com o projeto, adotando normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança do trabalho e preservação ambiental.  

O curso Técnico do SENAI-RS possui um total de 1.200 horas e é subdividido em 3 módulos, que contam com Unidades Curriculares, como: Configuração e Manutenção de Equipamentos de Redes e Sistemas de Telecomunicações, Monitoração de Redes e Metodologia de Análise e Resolução de Problemas.  

Diferencia-se o Tecnólogo por estar apto também a gerenciar operações, coordenar equipes, emitir certificações com laudos técnicos e desenvolver soluções, desde a concepção do projeto, com o estabelecimento de logísticas e plano de ação, à execução. Com um total de 2.590 horas, algumas das Unidades Obrigatórias que constam no currículo de graduação do SENAI-RS são: Análise de Circuitos, Liderança e Gestão Organizacional e Empreendedorismo.

A importância das Telecomunicações na Indústria 4.0

Você sabe qual é a relação entre a área de telecomunicações e a Indústria 4.0 em um mercado que avança a passos largos?

O conceito de Indústria 4.0 refere-se à quarta revolução industrial vivenciada atualmente com a automatização de processos produtivos, significando um passo importante no desenvolvimento da indústria. Essa revolução está ligada à digitalização dos processos e a implementação de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT), que geram um potencial disruptivo para o setor industrial.

Em um panorama geral, as tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 são:

  • Robótica avançada;
  • Simulações;
  • Big Data;
  • Realidade Aumentada;
  • Fabricação Aditiva;
  • Computação em nuvem (cloud computing);
  • Segurança cibernética;
  • Internet das coisas (IoT);
  • Integração de sistemas;
  • Inteligência artificial.

Relação entre o setor de Telecomunicações e a Indústria 4.0

A evolução das tecnologias que sustentam a troca de dados impacta diretamente no nível de conectividade das empresas. Basta observar, por exemplo, o papel da análise de dados e da cloud computing na Indústria 4.0. Nesse aspecto, as telecomunicações são um alicerce para esse novo modelo produtivo.

A tecnologia permite a implementação de sensores em fábricas para coletarem dados e, com o auxílio da Inteligência Artificial (IA) e do Machine Learning, por exemplo, forneçam insights relevantes para automatizar a tomada de decisões. O que isso significa na prática?

Com o monitoramento de indicadores de desempenho de um determinado equipamento (calor, velocidade, umidade, vibração, etc.), se têm muito mais controle e visão. Anomalias que indiquem falhas podem ser identificadas com antecedência, evitando que o equipamento chegue a falhar ou quebrar. Consequentemente, a intervenção corretiva é substituída por um trabalho preventivo, impactando nos custos.

Na prática, as tecnologias de telecomunicações facilitam os processos e promovem a conectividade necessária para integrar os sistemas. As redes devem permitir um alto nível de rastreabilidade e monitoramento.

Principais desafios

Um primeiro ponto a ser destacado é a falta de fornecedores capazes de atender às demandas empresariais, sobretudo das grandes empresas. Uma infraestrutura de nuvem que suporte o uso de Analytics, por exemplo, exige uma conexão confiável, segura e potente. Nesse sentido, o 5G é uma das tecnologias que despontam como fontes de grande potencial.

Esse tipo de rede permite conexões ponto a ponto sem a necessidade de uma gestão centralizada das trocas de dados. A validade dos registros é distribuída entre todos os dispositivos conectados, dando mais velocidade e segurança às operações em uma rede industrial fechada.

O Brasil ainda precisa de políticas de ampliação das redes de banda larga para que o alcance nacional seja satisfatório. Do contrário, muitas empresas ainda estarão limitadas a um sistema de troca de dados menos sofisticado.

Vale destacar a importância de que as empresas encontrem seu caminho em direção à transformação digital. A inserção estratégica da tecnologia é fundamental para que os métodos de produção alcancem o nível da Indústria 4.0.

Para isso, é essencial ter atenção às novas soluções e tendências, realizando estudos sobre os impactos que elas podem trazer à empresa no seu contexto específico para que, a partir disso, seja elaborado um plano de investimento.

Avanços e benefícios

A primeira grande vantagem é a otimização de processos, que traz consigo redução de custos, aumento da qualidade e mais eficiência à produção industrial. Ligado a isso, está a questão do potencial disruptivo que é inerente à cultura da inovação.

Quanto maior a maturidade digital de uma empresa, maior sua capacidade de produzir com alto nível de customização. Não são apenas os produtos que evoluem, mas a forma de criá-los e a própria relação com os clientes.

Conforme a empresa vai formando seu próprio modelo de Indústria 4.0, ela ganha em flexibilidade e capacidade de resposta às novas demandas do mercado. A partir de uma iniciativa inovadora, ela pode quebrar um paradigma e revolucionar o setor no qual atua.

Um bom exemplo disso é o que aconteceu com diversos serviços ao longo dos últimos anos, graças à adoção de aplicativos mobile para mediá-los. O vendedor e o cliente já tinham uma relação comercial, mas a disrupção tecnológica reinventou esses setores e obrigou todas as empresas a se adequarem.

São diferenciais que fazem da inovação uma questão de sobrevivência. Neste contexto, a relação entre telecomunicação e Indústria 4.0 é extremamente próxima. Por isso, profissionais qualificados em telecomunicações encontram um mercado em expansão com alta demanda para atuar.

Cursos de Telecomunicações no SENAI

O SENAI oferece cursos na área de telecomunicações: curso técnico e graduação tecnológica. Conheça mais sobre os cursos e se prepare para atuar nesse setor em crescimento constante.

Graduação Tecnológica: diferenciais e vantagens

Entrar no mercado de trabalho ou evoluir na jornada profissional exige qualificação e aperfeiçoamento constante. Conhecer novas tecnologias, técnicas e experiências são diferenciais na hora de pleitear oportunidades na profissão.

Bons cargos necessitam de conhecimento e experiência na área de atuação. Também é muito importante ter seu conhecimento específico validado por instituições de ensino para evoluir em processos de seleção. Ter essa validação feita por instituições de ensino com credibilidade e reconhecidas pelo Ministério da Educação no currículo abre portas.

Crescimento na carreira

O nível de escolaridade costuma impactar em diferentes âmbitos da vida profissional: quanto mais estudo, mais chance de empregabilidade.

Além disso, o impacto também está no valor do profissional para o mercado. Para cada ano a mais de estudo, o brasileiro ganha um acréscimo de 15% no salário (Dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD). De acordo com a Pesquisa SAPES do SENAI Nacional (painel 2020-2022), comparando a renda média mensal enquanto concluinte e depois, quando egresso, um diploma de graduação tecnológica corresponde a um aumento de renda 20,2%.

Se você está pensando ou já considerou a possibilidade de optar por essa modalidade, mas ainda não entende as reais vantagens, descubra como o título de tecnólogo pode te diferenciar como profissional:

Um diferencial na jornada profissional

A graduação tecnológica é considerada uma formação de nível superior e sua abordagem acadêmica tem foco em uma determinada área de conhecimento, cumprindo uma necessidade do mercado de trabalho e titulando o formando como tecnólogo.

Então, diferente dos cursos de bacharelado ou licenciatura, as grades curriculares são enxutas e dão preferência a disciplinas mais específicas e práticas. Por conta disso, o tempo de duração é reduzido, de até três anos, possibilitando o ingresso de profissionais qualificados de forma mais rápida no mercado de trabalho.

A graduação pode ser um passo na jornada de conhecimento de um profissional com formação técnica, complementando e ampliando sua expertise na área e, também, abrindo portas em outras áreas de atuação. O ingresso na graduação tecnológica requer o certificado de conclusão do ensino médio e exige uma prova que teste os conhecimentos prévios do estudante em áreas básicas como português e matemática, por exemplo.

No mercado de trabalho, o tecnólogo é uma excelente opção para acesso a melhores oportunidades de trabalho e salários no mercado de trabalho.

O SENAI oferece cursos de graduação tecnológica voltados à área de tecnologia, como Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas Embarcados, Automação Industrial, Redes de Computadores e Telecomunicações. Todos os cursos são desenvolvidos de acordo com as necessidades do mercado de trabalho, construídos em conjunto com a indústria e são reconhecidos e conceituados pelo Ministério da Educação.

O que faz um profissional de Automação Industrial 

O mercado está empenhado em incorporar mais recursos tecnológicos às rotinas de trabalho. Novas tecnologias implementadas na indústria que, associadas à robótica, manutenção inteligente, redes industriais, sensores inteligentes, entre outras, têm aberto novas oportunidades. 

Por isso, de acordo com o Mapa do Trabalho de 2022, existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Automação para os próximos anos. Ou seja, é um setor em ampla ascensão. É essa área que tem impulsionado o crescimento da indústria brasileira nos últimos anos, já que a automação tem impacto na eficiência produtiva e econômica. 

A formação em automação industrial costuma atrair profissionais que já atuam em linhas de produção industrial e buscam qualificação para crescer profissionalmente conforme novos processos tecnológicos avançam e a Indústria 4.0 se estabelece. 

O que é automação industrial? 

A automação vem como uma forma de otimizar o trabalho operacional, utilizando de técnicas, softwares, hardwares, programação e equipamentos para tornar uma linha de produção automática e menos dependente de esforço braçal. 

Dessa forma, o espaço de trabalho se torna mais inteligente e ágil, seguindo processos definidos que dão fluidez e independência à produção. Assim, é possível diminuir o consumo de energia, os custos de produção, os erros de fabricação, resíduos e materiais investidos e, por outro lado, aumentar a velocidade e a segurança do ambiente. 

Importância do profissional capacitado no setor 

Se por um lado a automação industrial diminui a dependência de atividades braçais, por outro ela exige mais profissionais capacitados para trabalhar com a tecnologia. Nesse cenário, o profissional de automação deve ser habilidoso em entender, instalar, adaptar e realizar a manutenção de linhas e processos automatizados. Também se faz necessário estar em constante atualização com as novidades tecnológicas que impactam a linha de produção da indústria. 

O profissional técnico em automação é habilitado a realizar a integração de sistemas automatizados, empregando softwares e programação, além de realizar testes e calibrações de equipamentos elétricos, bem como procedimentos de controle de qualidade e gestão. A formação técnica tem foco em um preparo prático para atender de maneira assertiva e rápida a demanda de trabalho operacional. 

O perfil de um profissional tecnólogo possui um aprofundamento teórico na área, desenvolvendo uma visão estratégica para atuar no desenvolvimento e gestão, projetando e gerenciando sistemas automatizados de controle. O tecnólogo ainda pode atuar supervisionando a implantação e operação de redes industriais, sistemas supervisórios, sensores e controladores programáveis, emitindo laudos e pareceres técnicos na área. 

Curso técnico ou graduação tecnológica: qual optar? 

Você busca uma inserção mais rápida no mundo do trabalho? Neste caso, a escolha por um curso técnico é assertiva. Ele pode ser cursado ainda frequentando o ensino médio e tem como foco principal preparar profissionais para atuar no mercado de trabalho em um curto período de tempo, de um a dois anos. 

Já a graduação tecnológica também é uma boa opção para quem busca se preparar para áreas específicas, com uma formação objetiva, voltada à prática. Assim como a modalidade de curso técnico, seu propósito é que o estudante desenvolva habilidades que permitam a sua rápida inserção no mercado. Seu diferencial está em ser reconhecido como curso superior e, por isso, para iniciá-lo é exigida a conclusão do ensino médio. Sua duração, em média, é de dois a três anos.