O que faz um profissional de Sistemas Embarcados

O profissional tecnólogo em Sistemas Embarcados é o profissional especializado em desenvolver, implementar e gerenciar sistemas que incorporam hardware e software para desempenhar funções específicas em dispositivos. É um profissional a cada dia mais procurado na Indústria 5.0, que conta com a vanguarda humana e sua capacidade cognitiva, somada às máquinas e todas as tecnologias que já envolviam a Indústria 4.0, como: Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Aprendizado de máquina, Robótica avançada, Computação de Borda (Edge Computing), entre outros.

Uma das tendências para 2025, de acordo com Marcelo João Bortolini, Gerente de Pesquisa da Selgron, empresa especializada em soluções de automação industrial, será os equipamentos virem com tecnologias embarcadas mais modernas. O tecnólogo em Sistemas Embarcados é quem projeta e instala nos equipamentos essas tecnologias, permitindo a automação da máquina e, inclusive, a conexão entre máquinas (IoT).

Conforme estudo da Frost & Sullivan, até 2027 a Internet das Coisas deve crescer em quase 20% ao ano no Brasil, prevendo chegar a 700 milhões de dispositivos vendidos e representando praticamente a metade de toda a América Latina. A projeção de Marcus Pinheiro, executivo do Gartner, vai além, e estima 20 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo até 2032, sendo o Brasil, a terceira região de maior crescimento, com uma taxa de 13,5% ao ano.

No entanto, o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), Paulo Spaccaquerche, aponta alguns fatores impedem que a IoT seja plenamente desenvolvida e consolidada no Brasil: a viabilidade de compra de equipamentos e ferramentas, o fator cultural – causado pela falta de interoperabilidade, gerenciamento de mudanças e segurança – e a falta de mão de obra qualificada. Por isso, para alavancar o Brasil no mercado de sistemas embarcados e todas as tecnologias que se relacionam, como IoT, é necessário maior investimento das empresas e profissionais que queiram convergir suas qualificações para a área.

O que são sistemas embarcados

Sistemas embarcados consistem na integração de hardware e software projetados para funcionar de maneira coordenada, desempenhando funções específicas dentro de um sistema maior. Estão presentes, ainda, em grande maioria dos equipamentos que utilizamos em nosso dia a dia, como celulares, máquinas de lavar, automóveis, sistemas de segurança, sistemas de rastreamento e de geolocalização, entre muitos outros. Esses sistemas buscam desempenhar funções dedicadas, predefinidas e limitadas, geralmente em tempo real, para controlar ou monitorar equipamentos e processos, desta forma, são bastante úteis na automação industrial, onde atuam em diferentes níveis.

Ao pensar em uma pirâmide, teríamos os sistemas em nível de campo na base, em nível de controle logo acima e em nível de informação no topo. Em nível de campo, os sistemas embarcados coletam dados – de pressão, temperatura, velocidade – para ajudar o tomador de decisão a gerenciar a fábrica, otimizando processos. Em nível de controle, são programados para manter as máquinas funcionando em sincronia e com eficiência. Em nível de informação, os sistemas embarcados são considerados de alto desempenho e monitoram todo o sistema abaixo dele, de forma a gerar relatórios de produção e medir o processo como um todo a fim de juntar dados para análise e tomadas de decisões.

Importância de um profissional capacitado no setor

Conforme as tecnologias avançam com automações, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, entre outras, há maior necessidade de profissionais especialistas em sistemas embarcados, sendo esse fundamental para a realização efetiva das integrações e implementações.

Entre as principais atividades do tecnólogo em Sistemas Embarcados, podemos destacar: o desenvolvimento tanto de software controlador de dispositivos, quanto do hardware o sustenta; a criação, testagem e validação de sistemas embarcados para garantia do funcionamento; a garantia do atendimento a padrões de qualidade e segurança; a integração de componentes eletrônicos, sensores e atuadores para operação como um sistema único; manutenção de sistemas embarcados, solucionando problemas e otimizando o desempenho dos dispositivos; estudos de viabilidade técnica e econômica para projetos de sistemas embarcados, avaliando custos e benefícios; criação e manutenção de documentações técnicas relativas ao funcionamento dos sistemas e aos processos de desenvolvimento.

O profissional em sistemas embarcados pode atuar em empresas que desenvolvam produtos como microcontroladores, placas de circuito e dispositivos eletrônicos; em projetos de sistemas embarcados para controle de processos industriais e robótica; em empresas que desenvolvem equipamentos de comunicação (modems, roteadores e dispositivos móveis); no desenvolvimento de sistemas embarcados para veículos (incluindo controles de motor, sistemas de segurança e entretenimento); na criação e manutenção de dispositivos médicos e equipamentos que utilizam sistemas embarcados (como monitores de pacientes e equipamentos de diagnóstico); no desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves, drones e equipamentos militares; em institutos e centros de pesquisa; em instituições de ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente, entre outros.

Formação técnica

O curso superior de tecnologia em Sistemas Embarcados do SENAI-RS forma profissionais capacitados para desenvolver, projetar e implementar soluções tecnológicas inovadoras voltadas a sistemas embarcados, aplicando conhecimentos avançados de engenharia de software, eletrônica e design de produtos.

A formação busca preparar o egresso para atuar de forma crítica e ética em diferentes setores da economia, capacitando-o a solucionar problemas complexos por meio de técnicas modernas de desenvolvimento e de gestão de projetos. Além disso, visa fomentar competências como inovação, empreendedorismo e responsabilidade socioambiental, formando um profissional apto a liderar equipes multidisciplinares e a contribuir para o avanço tecnológico da área. Entre seus componentes curriculares, constam: Análise de Circuitos; Sistemas Microprocessados; Programação Orientada a Objetos; Banco de Dados; Internet das coisas; Sistemas de Controle; entre outros.

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O que faz um profissional técnico em Soldagem

O Técnico em Soldagem é o profissional que trabalha na área de metalmecânica, tanto de forma operacional, na função de soldador, quanto na gestão de processos e pessoas. E a metalmecânica é um mercado que há anos demanda por profissionais qualificados, mas não encontra o suficiente para preenchimento de todas as vagas.

Como consequência, surgiu uma lacuna e viu-se a oportunidade – principalmente durante a pandemia da Covid-19, onde foi necessário poupar as vidas de pessoas – para as indústrias investirem em automação e aderirem à transformação digital e à Indústria 4.0. A 2ª edição do Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) da Manufatura, estudo de 2024 da TOTVS em parceria com a H2R Insights e Trends, aponta que houve um crescimento no índice voltado ao setor Metalmecânico & Plástico, de 0,55 – em 2019 – para 0,78 – em 2024, de uma escala de 0 a 1, sendo um dos três melhores desempenhos da pesquisa, realizada com 8 setores: Bens de Consumo, Bens Duráveis, Extrativismo e Beneficiamento, Metalmecânico e Plástico, Papel e Celulose, Química e Reciclagem, Têxtil e Vestuário e Bens de Capital.

Por sua vez, a partir do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, o Observatório Nacional da Indústria estima a criação de 609 mil novas vagas no setor industrial, com destaque para cargos de nível técnico e superior, com crescimento de, respectivamente, 4,4% e 5,0%, sendo que a área de Metalmecânica consta em 4º lugar por demanda de formação profissional, com um total de 1.175.052, sendo 175.449 por formação inicial e 999.603 por treinamento e desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, especificamente, há uma demanda total por formação profissional de 957.791, sendo 147.028 por formação inicial e 810.763 por treinamento e desenvolvimento.

Desta forma, leva-se a crer que o melhor caminho para o mercado de soldagem é a formação e a qualificação de mais profissionais, de forma que haja o trabalho mútuo entre humanos e máquinas, conforme se visualiza na Indústria 5.0, uma evolução da Indústria 4.0.

O que é soldagem?

Soldagem é o processo união de partes metálicas, resultando na união entre elas. Atualmente existem mais de 50 processos de soldagem utilizados industrialmente, porém quatro deles são utilizados em maior escala, são eles: solda oxigás, solda de eletrodo revestido – também chamada de MMA -, solda MIG/MAG e solda TIG.

A oxigás, contendo oxigênio e gás combustível, é feita com auxílio de um maçarico. Diferentemente dela, que depende de uma chama para o aquecimento, quando o profissional técnico em Soldagem utiliza a solda de eletrodo revestido (ou MMA), forma um arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça capaz de unir as peças por fusão. O revestimento tem funções específicas que melhoram as propriedades da solda, além de proteger o metal de solda de contaminação e estabilizar o arco elétrico.

A solda MIG/MAG é semiautomática, utiliza um arame consumível e, assim como a técnica anterior também necessita de uma proteção para a poça de fusão, mas neste processo está proteção depende de um gás que gera uma atmosfera protetora no entorno da zona fundida. A diferença entre a MIG e a MAG é que a primeira é indicada para materiais não ferrosos e a segunda para os ferrosos. E a solda TIG também forma um arco elétrico, porém o eletrodo não consumível é de tungstênio.

Importância de um profissional capacitado no setor

Ainda que com a Indústria 4.0 tenhamos soldas robotizadas que aceleram a produção, a soldagem humana pode trazer um melhor detalhamento para certos trabalhos. Além do mais, o técnico em Soldagem é necessário para as tomadas de decisão no chão de fábrica, como a escolha da técnica correta de soldagem em determinado uso e a configuração das máquinas, atuando na gestão de processos e pessoas, na qualidade, e na preparação de projetos.

Em grande parte dos setores da indústria o técnico em Soldagem pode vir a trabalhar, como na construção civil, na automobilística, na naval, com maquinaria, na fabricação de partes e peças, como chapas, tubos e dutos, e até mesmo em nichos como a soldagem subaquática. Somente um profissional qualificado terá conhecimento e experiência para aplicar as medições e as técnicas voltadas ao trabalho técnico em soldagem, permitindo que um resultado de qualidade, forte e com durabilidade.

Formação técnica

Para iniciar na área, o indicado é a escolha de um curso que una teoria e prática, como um curso técnico, que possibilita aos alunos vivenciarem e adquirem rápido a experiência na função, além de entenderem se é o que buscam.

O curso técnico em Soldagem do SENAI-RS oferece a oportunidade de aprender as mais variadas técnicas de soldagem em diferentes materiais, como aço e alumínio, essenciais para a construção de estruturas metálicas e equipamentos. A formação é direcionada para as demandas do mercado industrial, que busca profissionais especializados e com alto nível técnico. Possibilita, ainda, que o profissional estabeleça relações entre a química, a física, a elétrica e outras áreas do conhecimento, aprendendo a respeitar os procedimentos e as normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e de segurança.

Entre as unidades curriculares que constam na grade do curso, o aluno irá aprender Processos Convencionais de Soldagem; Processos de Corte e Processos Especiais de Soldagem; Controle de Qualidade dos Processos de Corte e Solda; Suporte Técnico em Elaboração e Implementação de Projetos; entre outros. Com um currículo focado em segurança, inovação e eficiência, o profissional estará pronto para atuar em projetos de grande porte, desde a construção civil até o setor naval e aeronáutico.

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Como a inteligência artificial facilita a busca por vagas de emprego

E se na hora de buscar por um emprego você já fosse direcionado para as vagas que mais se conectam ao seu perfil e experiência profissional? Essa jornada pode ser mais fácil e assertiva se você apostar na ferramenta certa. 

Hoje, mais do que um bom currículo profissional, o mercado de trabalho também observa traços pessoais que complementam e podem fazer a diferença em uma equipe. Com essa necessidade, as plataformas de vagas estão utilizando e aperfeiçoando os mecanismos que valorizam o profissional para além do seu currículo. 

Se você tem um perfil socioemocional mais dinâmico e comunicativo, será direcionado a vagas de trabalho onde essas características sejam importantes, por exemplo. Nessa jornada, o todo conta: sua personalidade, seus conhecimentos técnicos, suas experiências profissionais… Todas as particularidades dão uma bagagem que nos diferencia. 

Mas como as particularidades são compreendidas e avaliadas por uma plataforma de vagas de emprego? 

É aqui que entra a tecnologia: inteligência artificial. Por meio de alguns questionários e dinâmicas que o usuário participar, a inteligência artificial consegue mapear os traços que identificam aptidões para determinados cargos. 

Pensando na importância dessa atualização na hora de buscar emprego, desenvolveu-se a plataforma Contrate-me do SENAI. Nela, as empresas têm acesso a currículos de todo o país, bem como os profissionais têm acesso a vagas nacionais com um grande diferencial: o match entre perfil e vaga, facilitando essa conexão e dando agilidade ao processo. 

A inteligência artificial elenca as vagas que mais têm aderência ao perfil do usuário e, a partir dessa facilitação, o usuário consegue interagir com a vaga sem a necessidade de uma longa busca. 

Contrate-me: Feira Online de Empregos

Para complementar a experiência da plataforma Contrate-me, o SENAI promove a Feira online de empregos Contrate-me, que acontece de forma virtual e tem a participação de empresas parceiras recrutando diretamente durante o evento. 

A feira ocorre em um ambiente de realidade virtual, com palestras e workshops relacionados a currículo e trabalho. Além disso, algumas empresas possuem um estande no ambiente online para receberem candidatos, conversar e orientar. 

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Como um algoritmo pode influenciar sua jornada profissional?

Os algoritmos fazem parte de todos os processos tecnológicos. Você sabe como ele pode te ajudar na busca por emprego? 

Algoritmos são criados para resolver problemas e executar tarefas: em uma rede social, por exemplo, são responsáveis por determinar o conteúdo que será exibido para o usuário; em um processo produtivo, eles fazem parte da automação das atividades. Essas determinações acontecem de acordo com o objetivo da plataforma ou da máquina. 

Algoritmos podem estar na programação de sites, aplicativos, plataformas, linhas de produção, eletrônicos, automóveis autônomos e muito mais. Eles são alimentados por dados gerados pelo funcionamento da máquina ou pela jornada de um usuário. 

Algoritmos no dia a dia

Plataformas digitais são exemplos claros de como os algoritmos funcionam e nos ajudam na rotina. Quando pesquisamos por algo no Google, por exemplo, o mecanismo filtra dados de um grande número de páginas da internet de acordo com a busca do usuário e os dados disponíveis, como títulos, textos, hiperlinks etc. O que chega ao usuário são os resultados que mais correspondem à pesquisa. 

Já no Instagram, o mecanismo analisa o comportamento do usuário e começa a indicar publicações que sejam similares àquelas que são curtidas, comentadas, salvas e onde o usuário dedica mais tempo, seja assistindo, visualizando ou lendo. Se o usuário tem interações mais frequentes com um determinado assunto, mais conteúdo sobre esse assunto será indicado a ele, podendo ser orgânico e patrocinado. 

De maneira geral, as redes sociais consideram a interação do usuário como um critério importante para sugerir novos conteúdos. Tudo isso tem o objetivo de manter o usuário por mais tempo na plataforma. 

Os algoritmos influenciam diretamente nos anúncios que acompanham o usuário em sua jornada por diversas páginas, mesmo que em diferentes plataformas virtuais. Quanto mais se dá atenção a eles, mais impactado você é.

Influência na busca por emprego

Em plataformas de emprego, os algoritmos contribuem agilizando o processo de triagem, mapeando currículos conforme as preferências do recrutador. Uma das inovações trazidas por meio de algoritmos é a avaliação socioemocional que segue a teoria Big Five nos processos de seleção. Essa teoria busca detectar cinco dimensões da personalidade humana. 

A partir da resposta do usuário em um teste de perguntas, o algoritmo identifica traços que podem indicar aptidão para determinados cargos, avaliando, além dos filtros técnicos, a personalidade em alinhamento com a empresa e com a equipe.

Conheça os cinco traços observados pela teoria: 

  • Abertura à experiência: compreende os interesses e o grau de aventura em tomada de decisões; 
  • Neuroticismo: entende a estabilidade emocional e o comportamento em situações de estresse; 
  • Extroversão: prevê o grau de tolerância para estímulos externos e habilidades de liderança; 
  • Conscienciosidade: relacionado a níveis de reflexão, controle de impulsos e comportamentos direcionados a metas; 
  • Agradabilidade: entende sinais de empatia, confiança e altruísmo. 

É importante ressaltar que todos os traços da Big Five foram estudados por diversos pesquisadores desde 1949, quando essa teoria foi estabelecida pelo psicólogo americano Donald W. Fiske e, posteriormente, ampliada até a conhecermos dessa maneira. As avaliações desse modelo são consideradas muito confiáveis. 

Poucas plataformas de busca de emprego conseguiram aplicar de forma efetiva a teoria Big Five em seus algoritmos. Por meio da Contrate-me, a plataforma de talentos do SENAI, o usuário tem a oportunidade de ser avaliado além de suas habilidades técnicas e pode se destacar por sua personalidade. 

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