O que faz um profissional de Sistemas Embarcados

O profissional tecnólogo em Sistemas Embarcados é o profissional especializado em desenvolver, implementar e gerenciar sistemas que incorporam hardware e software para desempenhar funções específicas em dispositivos. É um profissional a cada dia mais procurado na Indústria 5.0, que conta com a vanguarda humana e sua capacidade cognitiva, somada às máquinas e todas as tecnologias que já envolviam a Indústria 4.0, como: Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Aprendizado de máquina, Robótica avançada, Computação de Borda (Edge Computing), entre outros.

Uma das tendências para 2025, de acordo com Marcelo João Bortolini, Gerente de Pesquisa da Selgron, empresa especializada em soluções de automação industrial, será os equipamentos virem com tecnologias embarcadas mais modernas. O tecnólogo em Sistemas Embarcados é quem projeta e instala nos equipamentos essas tecnologias, permitindo a automação da máquina e, inclusive, a conexão entre máquinas (IoT).

Conforme estudo da Frost & Sullivan, até 2027 a Internet das Coisas deve crescer em quase 20% ao ano no Brasil, prevendo chegar a 700 milhões de dispositivos vendidos e representando praticamente a metade de toda a América Latina. A projeção de Marcus Pinheiro, executivo do Gartner, vai além, e estima 20 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo até 2032, sendo o Brasil, a terceira região de maior crescimento, com uma taxa de 13,5% ao ano.

No entanto, o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), Paulo Spaccaquerche, aponta alguns fatores impedem que a IoT seja plenamente desenvolvida e consolidada no Brasil: a viabilidade de compra de equipamentos e ferramentas, o fator cultural – causado pela falta de interoperabilidade, gerenciamento de mudanças e segurança – e a falta de mão de obra qualificada. Por isso, para alavancar o Brasil no mercado de sistemas embarcados e todas as tecnologias que se relacionam, como IoT, é necessário maior investimento das empresas e profissionais que queiram convergir suas qualificações para a área.

O que são sistemas embarcados

Sistemas embarcados consistem na integração de hardware e software projetados para funcionar de maneira coordenada, desempenhando funções específicas dentro de um sistema maior. Estão presentes, ainda, em grande maioria dos equipamentos que utilizamos em nosso dia a dia, como celulares, máquinas de lavar, automóveis, sistemas de segurança, sistemas de rastreamento e de geolocalização, entre muitos outros. Esses sistemas buscam desempenhar funções dedicadas, predefinidas e limitadas, geralmente em tempo real, para controlar ou monitorar equipamentos e processos, desta forma, são bastante úteis na automação industrial, onde atuam em diferentes níveis.

Ao pensar em uma pirâmide, teríamos os sistemas em nível de campo na base, em nível de controle logo acima e em nível de informação no topo. Em nível de campo, os sistemas embarcados coletam dados – de pressão, temperatura, velocidade – para ajudar o tomador de decisão a gerenciar a fábrica, otimizando processos. Em nível de controle, são programados para manter as máquinas funcionando em sincronia e com eficiência. Em nível de informação, os sistemas embarcados são considerados de alto desempenho e monitoram todo o sistema abaixo dele, de forma a gerar relatórios de produção e medir o processo como um todo a fim de juntar dados para análise e tomadas de decisões.

Importância de um profissional capacitado no setor

Conforme as tecnologias avançam com automações, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, entre outras, há maior necessidade de profissionais especialistas em sistemas embarcados, sendo esse fundamental para a realização efetiva das integrações e implementações.

Entre as principais atividades do tecnólogo em Sistemas Embarcados, podemos destacar: o desenvolvimento tanto de software controlador de dispositivos, quanto do hardware o sustenta; a criação, testagem e validação de sistemas embarcados para garantia do funcionamento; a garantia do atendimento a padrões de qualidade e segurança; a integração de componentes eletrônicos, sensores e atuadores para operação como um sistema único; manutenção de sistemas embarcados, solucionando problemas e otimizando o desempenho dos dispositivos; estudos de viabilidade técnica e econômica para projetos de sistemas embarcados, avaliando custos e benefícios; criação e manutenção de documentações técnicas relativas ao funcionamento dos sistemas e aos processos de desenvolvimento.

O profissional em sistemas embarcados pode atuar em empresas que desenvolvam produtos como microcontroladores, placas de circuito e dispositivos eletrônicos; em projetos de sistemas embarcados para controle de processos industriais e robótica; em empresas que desenvolvem equipamentos de comunicação (modems, roteadores e dispositivos móveis); no desenvolvimento de sistemas embarcados para veículos (incluindo controles de motor, sistemas de segurança e entretenimento); na criação e manutenção de dispositivos médicos e equipamentos que utilizam sistemas embarcados (como monitores de pacientes e equipamentos de diagnóstico); no desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves, drones e equipamentos militares; em institutos e centros de pesquisa; em instituições de ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente, entre outros.

Formação técnica

O curso superior de tecnologia em Sistemas Embarcados do SENAI-RS forma profissionais capacitados para desenvolver, projetar e implementar soluções tecnológicas inovadoras voltadas a sistemas embarcados, aplicando conhecimentos avançados de engenharia de software, eletrônica e design de produtos.

A formação busca preparar o egresso para atuar de forma crítica e ética em diferentes setores da economia, capacitando-o a solucionar problemas complexos por meio de técnicas modernas de desenvolvimento e de gestão de projetos. Além disso, visa fomentar competências como inovação, empreendedorismo e responsabilidade socioambiental, formando um profissional apto a liderar equipes multidisciplinares e a contribuir para o avanço tecnológico da área. Entre seus componentes curriculares, constam: Análise de Circuitos; Sistemas Microprocessados; Programação Orientada a Objetos; Banco de Dados; Internet das coisas; Sistemas de Controle; entre outros.

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O que faz um profissional de Desenvolvimento de Sistemas

A área de desenvolvimento de sistemas é uma das que mais tem crescido e ganhado notoriedade nos últimos anos. Inclusive, o período de isolamento, causado pela pandemia, aumentou a necessidade de desenvolvedores de sistemas a partir do momento que grande parte das relações sociais e mercadológicas mundiais se voltaram para o ambiente virtual.  

Assim, algumas tecnologias que já existiam passaram a ganhar maior atenção e ter o desenvolvimento ampliado, como foi o caso do aprendizado de máquina e da inteligência artificial. De acordo com a Gartner, consultoria internacional que oferece insights e ferramentas para decisões corporativas, até 2028, devido à escassez de mão de obra, haverá mais robôs inteligentes do que trabalhadores na linha de frente em manufatura, varejo e logística, o que demonstra a rápida expansão do setor. 

Já o estudo Panorama de talentos em tecnologia, realizado e publicado em 2023 pelo Google com apoio da Abstartups e da Box1824, demonstra uma realidade brasileira que abre oportunidade para profissionais da área: um déficit de 530 mil profissionais de tecnologia, considerando a demanda das empresas e a escassez de profissionais capacitados entre 2021 e 2025.  

O que é Desenvolvimento de Sistemas 

De acordo com o próprio nome, o profissional desta função é responsável por desenvolver softwares para diferentes hardwares, como computadores, celulares, TVs e outros dispositivos inteligentes, como os vestíveis, e ainda por integrá-los, formando sistemas automatizados. 

Os profissionais formados em desenvolvimento de sistemas podem se especializar em áreas específicas da tecnologia da informação, como engenharia de software, análise e administração de banco de dados, desenvolvimento de jogos digitais, segurança da informação, entre outros. Também poderão atuar em diversos segmentos, sejam eles comerciais, industriais ou governamentais. E, conforme o site de vagas e faixas salariais Glassdoor, o salário de um desenvolvedor de sistemas pode variar, no Brasil, de R$1 mil, para estágio, a R$13 mil, para um desenvolvedor sênior (pesquisa em 2024). Com pós-graduações e experiências específicas dentro da área, a remuneração pode chegar a valores ainda maiores. 

Importância de um profissional capacitado no setor 

O perfil de profissionais de desenvolvimento de sistemas está associado a competências que demonstram maior aptidão para o aprendizado e a rotina de trabalho na área. Muitas delas são soft skills passíveis de aperfeiçoamento em cursos individuais ou ao longo da experiência de trabalho.  

Uma delas, inclusive, é a compreensão do modelo de negócio, de seus objetivos, propósitos e necessidades. Profissionais que tenham essa compreensão conseguem representar um maior valor agregado à instituição contratante e podem tornar-se de grande importância neste mercado. 

Algumas outras competências indicadas a estes profissionais são: ter visão sistêmica; planejamento, organização e administração de seu trabalho e do tempo para realização de atividades; senso de atualização contínua; postura proativa e inovadora para resolução de problemas; responsabilidade com suas entregas; saber trabalhar e comunicar-se em equipes de trabalho; e respeito aos princípios e procedimentos técnicos. 

Formação técnica 

No SENAI-RS, oferecemos duas opções de cursos relacionados ao desenvolvimento de sistemas: o Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas e o Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Ambos orientados para que o egresso atenda as normas e o padrão de qualidade, usabilidade, integridade e segurança da informação.  

O Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para desenvolver e programar sistemas computacionais. Algumas das unidades curriculares que fazem parte da formação são: Fundamentos de Eletroeletrônica Aplicada; Programação de Aplicativos; Banco de Dados; e Teste de Sistemas. 

O Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do SENAI-RS capacita o acadêmico para analisar, programar, testar e manter sistemas computacionais de informação, assim como gerenciar o processo de desenvolvimento por uma equipe. Algumas das unidades curriculares que constam na formação são: Banco de Dados Avançado; Infraestrutura Ágil e Integração Contínua; e Liderança e Gestão Organizacional.

Como um algoritmo pode influenciar sua jornada profissional?

Os algoritmos fazem parte de todos os processos tecnológicos. Você sabe como ele pode te ajudar na busca por emprego? 

Algoritmos são criados para resolver problemas e executar tarefas: em uma rede social, por exemplo, são responsáveis por determinar o conteúdo que será exibido para o usuário; em um processo produtivo, eles fazem parte da automação das atividades. Essas determinações acontecem de acordo com o objetivo da plataforma ou da máquina. 

Algoritmos podem estar na programação de sites, aplicativos, plataformas, linhas de produção, eletrônicos, automóveis autônomos e muito mais. Eles são alimentados por dados gerados pelo funcionamento da máquina ou pela jornada de um usuário. 

Algoritmos no dia a dia

Plataformas digitais são exemplos claros de como os algoritmos funcionam e nos ajudam na rotina. Quando pesquisamos por algo no Google, por exemplo, o mecanismo filtra dados de um grande número de páginas da internet de acordo com a busca do usuário e os dados disponíveis, como títulos, textos, hiperlinks etc. O que chega ao usuário são os resultados que mais correspondem à pesquisa. 

Já no Instagram, o mecanismo analisa o comportamento do usuário e começa a indicar publicações que sejam similares àquelas que são curtidas, comentadas, salvas e onde o usuário dedica mais tempo, seja assistindo, visualizando ou lendo. Se o usuário tem interações mais frequentes com um determinado assunto, mais conteúdo sobre esse assunto será indicado a ele, podendo ser orgânico e patrocinado. 

De maneira geral, as redes sociais consideram a interação do usuário como um critério importante para sugerir novos conteúdos. Tudo isso tem o objetivo de manter o usuário por mais tempo na plataforma. 

Os algoritmos influenciam diretamente nos anúncios que acompanham o usuário em sua jornada por diversas páginas, mesmo que em diferentes plataformas virtuais. Quanto mais se dá atenção a eles, mais impactado você é.

Influência na busca por emprego

Em plataformas de emprego, os algoritmos contribuem agilizando o processo de triagem, mapeando currículos conforme as preferências do recrutador. Uma das inovações trazidas por meio de algoritmos é a avaliação socioemocional que segue a teoria Big Five nos processos de seleção. Essa teoria busca detectar cinco dimensões da personalidade humana. 

A partir da resposta do usuário em um teste de perguntas, o algoritmo identifica traços que podem indicar aptidão para determinados cargos, avaliando, além dos filtros técnicos, a personalidade em alinhamento com a empresa e com a equipe.

Conheça os cinco traços observados pela teoria: 

  • Abertura à experiência: compreende os interesses e o grau de aventura em tomada de decisões; 
  • Neuroticismo: entende a estabilidade emocional e o comportamento em situações de estresse; 
  • Extroversão: prevê o grau de tolerância para estímulos externos e habilidades de liderança; 
  • Conscienciosidade: relacionado a níveis de reflexão, controle de impulsos e comportamentos direcionados a metas; 
  • Agradabilidade: entende sinais de empatia, confiança e altruísmo. 

É importante ressaltar que todos os traços da Big Five foram estudados por diversos pesquisadores desde 1949, quando essa teoria foi estabelecida pelo psicólogo americano Donald W. Fiske e, posteriormente, ampliada até a conhecermos dessa maneira. As avaliações desse modelo são consideradas muito confiáveis. 

Poucas plataformas de busca de emprego conseguiram aplicar de forma efetiva a teoria Big Five em seus algoritmos. Por meio da Contrate-me, a plataforma de talentos do SENAI, o usuário tem a oportunidade de ser avaliado além de suas habilidades técnicas e pode se destacar por sua personalidade. 

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A importância das Telecomunicações na Indústria 4.0

Você sabe qual é a relação entre a área de telecomunicações e a Indústria 4.0 em um mercado que avança a passos largos?

O conceito de Indústria 4.0 refere-se à quarta revolução industrial vivenciada atualmente com a automatização de processos produtivos, significando um passo importante no desenvolvimento da indústria. Essa revolução está ligada à digitalização dos processos e a implementação de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT), que geram um potencial disruptivo para o setor industrial.

Em um panorama geral, as tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 são:

  • Robótica avançada;
  • Simulações;
  • Big Data;
  • Realidade Aumentada;
  • Fabricação Aditiva;
  • Computação em nuvem (cloud computing);
  • Segurança cibernética;
  • Internet das coisas (IoT);
  • Integração de sistemas;
  • Inteligência artificial.

Relação entre o setor de Telecomunicações e a Indústria 4.0

A evolução das tecnologias que sustentam a troca de dados impacta diretamente no nível de conectividade das empresas. Basta observar, por exemplo, o papel da análise de dados e da cloud computing na Indústria 4.0. Nesse aspecto, as telecomunicações são um alicerce para esse novo modelo produtivo.

A tecnologia permite a implementação de sensores em fábricas para coletarem dados e, com o auxílio da Inteligência Artificial (IA) e do Machine Learning, por exemplo, forneçam insights relevantes para automatizar a tomada de decisões. O que isso significa na prática?

Com o monitoramento de indicadores de desempenho de um determinado equipamento (calor, velocidade, umidade, vibração, etc.), se têm muito mais controle e visão. Anomalias que indiquem falhas podem ser identificadas com antecedência, evitando que o equipamento chegue a falhar ou quebrar. Consequentemente, a intervenção corretiva é substituída por um trabalho preventivo, impactando nos custos.

Na prática, as tecnologias de telecomunicações facilitam os processos e promovem a conectividade necessária para integrar os sistemas. As redes devem permitir um alto nível de rastreabilidade e monitoramento.

Principais desafios

Um primeiro ponto a ser destacado é a falta de fornecedores capazes de atender às demandas empresariais, sobretudo das grandes empresas. Uma infraestrutura de nuvem que suporte o uso de Analytics, por exemplo, exige uma conexão confiável, segura e potente. Nesse sentido, o 5G é uma das tecnologias que despontam como fontes de grande potencial.

Esse tipo de rede permite conexões ponto a ponto sem a necessidade de uma gestão centralizada das trocas de dados. A validade dos registros é distribuída entre todos os dispositivos conectados, dando mais velocidade e segurança às operações em uma rede industrial fechada.

O Brasil ainda precisa de políticas de ampliação das redes de banda larga para que o alcance nacional seja satisfatório. Do contrário, muitas empresas ainda estarão limitadas a um sistema de troca de dados menos sofisticado.

Vale destacar a importância de que as empresas encontrem seu caminho em direção à transformação digital. A inserção estratégica da tecnologia é fundamental para que os métodos de produção alcancem o nível da Indústria 4.0.

Para isso, é essencial ter atenção às novas soluções e tendências, realizando estudos sobre os impactos que elas podem trazer à empresa no seu contexto específico para que, a partir disso, seja elaborado um plano de investimento.

Avanços e benefícios

A primeira grande vantagem é a otimização de processos, que traz consigo redução de custos, aumento da qualidade e mais eficiência à produção industrial. Ligado a isso, está a questão do potencial disruptivo que é inerente à cultura da inovação.

Quanto maior a maturidade digital de uma empresa, maior sua capacidade de produzir com alto nível de customização. Não são apenas os produtos que evoluem, mas a forma de criá-los e a própria relação com os clientes.

Conforme a empresa vai formando seu próprio modelo de Indústria 4.0, ela ganha em flexibilidade e capacidade de resposta às novas demandas do mercado. A partir de uma iniciativa inovadora, ela pode quebrar um paradigma e revolucionar o setor no qual atua.

Um bom exemplo disso é o que aconteceu com diversos serviços ao longo dos últimos anos, graças à adoção de aplicativos mobile para mediá-los. O vendedor e o cliente já tinham uma relação comercial, mas a disrupção tecnológica reinventou esses setores e obrigou todas as empresas a se adequarem.

São diferenciais que fazem da inovação uma questão de sobrevivência. Neste contexto, a relação entre telecomunicação e Indústria 4.0 é extremamente próxima. Por isso, profissionais qualificados em telecomunicações encontram um mercado em expansão com alta demanda para atuar.

Cursos de Telecomunicações no SENAI

O SENAI oferece cursos na área de telecomunicações: curso técnico e graduação tecnológica. Conheça mais sobre os cursos e se prepare para atuar nesse setor em crescimento constante.

O que faz um profissional de Mecânica

A mecânica é uma área fundamental para o movimento de tudo que conhecemos. Na indústria, é responsável pela evolução das máquinas, o desenvolvimento dos processos produtivos e, de modo geral, pelo bom funcionamento de uma organização. 

Essa área está relacionada a sistemas mecânicos, pneumáticos, eletrônicos, hidráulicos e outros, sendo considerada transversal – já que está presente em diversas áreas da indústria e nos processos de produção. Por isso, a área de trabalho é ampla e oferece diversas possibilidades de atuação: planejamento, criação, fabricação e manutenção de equipamentos mecânicos.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED 2022, a mecânica foi o segundo segmento industrial com maior saldo de empregos formais no Rio Grande do Sul. Além disso, é um dos setores com salários acima da média industrial.

O que é a mecânica?

A mecânica é o ramo da física que estuda os movimentos dos corpos, bem como a ação de forças. Por meio dela, pode-se explicar, por exemplo, o funcionamento de equipamentos fabris, sendo a mecânica responsável pelo planejamento e criação desses equipamentos.

O bom funcionamento de processos industriais está atrelado ao planejamento e a criação de pequenas peças com alta precisão, como parafusos e pinos. A mecânica faz parte dessa construção, além de planejar, desenvolver protótipos e realizar a montagem e a manutenção de máquinas.

Importância do profissional capacitado no setor

A modernização industrial exige profissionais com conhecimentos para atuar com novas tecnologias, desenvolver projetos mecânicos e implementar processos de produção modernos. Dessa forma, o profissional técnico em mecânica está ligado à otimização de processos e à qualidade produtiva da indústria.

Uma das habilidades do profissional da área é ser detalhista. Uma formação técnica capacita o profissional para apoiar a gestão da manutenção mecânica de máquinas e equipamentos, implementar processos de produção relativos a projetos mecânicos, atuar no desenvolvimento de projetos mecânicos e na automação de máquinas, equipamentos e processos mecânicos.

Quem busca qualificação no setor vai estar em atualização constante, trabalhando com novas tecnologias, já que o segmento acompanha as evoluções da Indústria 4.0.

Formação técnica

O curso técnico vai instruir o profissional para processos de fabricação e instalação de equipamentos mecânicos e, ainda, gerar documentação técnica validando os serviços de manutenção.

O currículo do curso conta com módulos que envolvem planejamento e controle de produção e da manutenção, processos de fabricação mecânica e otimização de processos, desenvolvimento de sistemas de automação mecânica, introdução a controladores lógicos programáveis e outros temas necessários para um conhecimento abrangente.

Graduação Tecnológica: diferenciais e vantagens

Entrar no mercado de trabalho ou evoluir na jornada profissional exige qualificação e aperfeiçoamento constante. Conhecer novas tecnologias, técnicas e experiências são diferenciais na hora de pleitear oportunidades na profissão.

Bons cargos necessitam de conhecimento e experiência na área de atuação. Também é muito importante ter seu conhecimento específico validado por instituições de ensino para evoluir em processos de seleção. Ter essa validação feita por instituições de ensino com credibilidade e reconhecidas pelo Ministério da Educação no currículo abre portas.

Crescimento na carreira

O nível de escolaridade costuma impactar em diferentes âmbitos da vida profissional: quanto mais estudo, mais chance de empregabilidade.

Além disso, o impacto também está no valor do profissional para o mercado. Para cada ano a mais de estudo, o brasileiro ganha um acréscimo de 15% no salário (Dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD). De acordo com a Pesquisa SAPES do SENAI Nacional (painel 2020-2022), comparando a renda média mensal enquanto concluinte e depois, quando egresso, um diploma de graduação tecnológica corresponde a um aumento de renda 20,2%.

Se você está pensando ou já considerou a possibilidade de optar por essa modalidade, mas ainda não entende as reais vantagens, descubra como o título de tecnólogo pode te diferenciar como profissional:

Um diferencial na jornada profissional

A graduação tecnológica é considerada uma formação de nível superior e sua abordagem acadêmica tem foco em uma determinada área de conhecimento, cumprindo uma necessidade do mercado de trabalho e titulando o formando como tecnólogo.

Então, diferente dos cursos de bacharelado ou licenciatura, as grades curriculares são enxutas e dão preferência a disciplinas mais específicas e práticas. Por conta disso, o tempo de duração é reduzido, de até três anos, possibilitando o ingresso de profissionais qualificados de forma mais rápida no mercado de trabalho.

A graduação pode ser um passo na jornada de conhecimento de um profissional com formação técnica, complementando e ampliando sua expertise na área e, também, abrindo portas em outras áreas de atuação. O ingresso na graduação tecnológica requer o certificado de conclusão do ensino médio e exige uma prova que teste os conhecimentos prévios do estudante em áreas básicas como português e matemática, por exemplo.

No mercado de trabalho, o tecnólogo é uma excelente opção para acesso a melhores oportunidades de trabalho e salários no mercado de trabalho.

O SENAI oferece cursos de graduação tecnológica voltados à área de tecnologia, como Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas Embarcados, Automação Industrial, Redes de Computadores e Telecomunicações. Todos os cursos são desenvolvidos de acordo com as necessidades do mercado de trabalho, construídos em conjunto com a indústria e são reconhecidos e conceituados pelo Ministério da Educação.

A importância da Automação na produção industrial e como estimulá-la

Um dos principais motores que impulsiona o desempenho crescente das empresas é a automação na produção industrial. Em tempos de um mercado tão competitivo, investir em automação tornou-se imprescindível. Entretanto, é natural que alguns desafios surjam na hora de implementar estratégias de automação.

Afinal, por que é tão importante investir em automação? Qual é o papel da tecnologia nesse processo? Como fazer a automação na indústria? Veja:

Quais são os tipos de automação de processos na indústria?

O conceito de automação industrial se refere à adoção de soluções, como ferramentas físicas, mecanismos analógicos, softwares, entre outros, para automatizar processos produtivos. Porém, existem diferentes maneiras de fazer isso. Acompanhe quais são os três tipos de automação que você pode implementar na indústria:

Automação fixa

A principal característica desse modelo é a rigidez da configuração feita nos equipamentos. Em outras palavras, é criada uma lógica de execução específica que não se altera enquanto o trabalho é realizado, a não ser que seja elaborado um projeto totalmente novo.

A vantagem é o ganho de produtividade que essa técnica oferece, sobretudo para modelos de produção industrial em larga escala.

Automação programável

Uma forma de evolução da automação fixa é o tipo programável, que permite trabalhar com um leque mais amplo de possibilidades. Na prática, isso significa que diferentes lógicas de execução estão disponíveis para o equipamento, cada uma para um tipo diferente de mercadoria. Logo, uma mesma linha de produção pode gerar diferentes produtos ou partes para compô-los.

O sistema conta com um controlador, no qual são inseridas as configurações e é selecionada a lógica que deve ser aplicada para o próximo ciclo. Assim, é disparada a produção de um lote, cujas especificações e quantidades são predeterminadas.

Nesse caso, vale destacar que a configuração plural do equipamento toma um pouco mais de tempo. Por isso, é fundamental que o planejamento seja eficiente, evitando a necessidade de ajustes constantes nos parâmetros (de forma física ou digital).

Automação flexível

O tipo flexível, por sua vez, também opera com um leque de configurações distintas, mas pode ser ajustado por meio de comandos que alteram o design do material fabricado. Em geral, isso pode ser feito de maneira bem ágil pelo operador.

Consequentemente, não há uma perda de tempo tão grande com ajustes finos, facilitando a produção de lotes variados com um ritmo mais estável.

Qual é a relação entre automação e tecnologia?

A primeira Revolução Industrial é fruto direto de um processo de automação que, por sua vez, só foi possível devido à aplicação inteligente da tecnologia. Os primeiros modelos de produção em série e o domínio da força mecânica a vapor estão por trás desse momento histórico. De lá para cá, outras três Revoluções Industriais ocorreram e, em todos os casos, os avanços da tecnologia têm papel de protagonismo.

Do domínio da energia elétrica, passando pela adoção da computação lógica e chegando à Transformação Digital, a automação está sempre presente. A todo momento, são as novas tecnologias (e novos métodos) que permitem que ela ocorra a níveis cada vez mais altos.

Na Indústria 4.0, por exemplo, a automação vai além do processos produtivos e alcança as tomadas de decisão. Promovendo sensoriamento e conectividade com a Internet das Coisas (IoT), você pode transformar dados em insights relevantes que otimizam tomadas de decisões. A manutenção antecipa falhas; o marketing dispara automaticamente ações personalizadas para cada cliente; a produção é sob demanda.

Logo, as possibilidades se multiplicam, dependendo basicamente da criatividade da empresa e, é claro, das tecnologias que ela tem à disposição.

Como impulsionar a automação na produção industrial?

Existem diversas estratégias de aplicação da automação na produção industrial. Em geral, definir o caminho certo a seguir depende do mercado no qual a empresa atua, das demandas específicas do seu consumidor e, principalmente, da sua dinâmica própria de funcionamento. É sempre bom ter em mente que a Indústria 4.0 incentiva uma atuação inovadora, personalizada e criativa.

Tendo isso em mente, algumas ações mais específicas trazem benefícios pontuais e significativos para a indústria. A seguir, detalhamos um passo a passo para ajudar você a impulsionar a automação na sua empresa:

Planeje sua estratégia

Toda mudança estratégica exige compreender o cenário atual da empresa, traçar metas e monitorar as ações implementadas. Por isso, o primeiro passo é planejar sua estratégia. Verifique o que está sendo feito pela concorrência, pesquise o mercado, entenda as possibilidades de investimento em tecnologia na sua empresa e crie metas realistas de curto e longo prazo.

Conheça as tecnologias disponíveis

Manter-se atualizado é fundamental. A tecnologia é uma força propulsora da automação, assim como da evolução dos processos produtivos como um todo. Então, existem dois pontos de vista que você deve assumir:

  • Primeiramente, entenda quais tecnologias são tendências inevitáveis: todos os concorrentes adotaram e tudo indica que quem não se adaptar vai perder espaço no mercado. A computação na nuvem e a integração de dados, por exemplo, se tornaram pilares essenciais da infraestrutura de TI;
  • Para complementar, observe as oportunidades. Aqui estão as tecnologias que ainda não são consenso no seu nicho, mas têm potencial. Além da Internet das Coisas, podemos destacar o Big Data e a Inteligência Artificial (IA) em suas mais variadas formas, entre elas o Machine Learning.

Invista em tecnologia e capacitação

Um ponto crucial para o sucesso da automação na indústria é a presença de profissionais com capacitação de qualidade para lidar com processos desse tipo. Muitas vezes, vale a pena buscar um especialista ou mesmo uma consultoria para implementar uma tecnologia específica. Entretanto, geralmente é muito mais viável capacitar seus próprios funcionários e direcionar a formação às suas demandas específicas.

O investimento é menor, principalmente se considerarmos os custos de selecionar e contratar novos profissionais. Ainda assim, tudo isso deve ser medido de acordo com suas necessidades. Sua referência deve ser a qualidade. Se vai implementar um projeto tecnológico mais amplo, não abra mão de uma equipe capacitada para isso.

Por fim, lembre-se de planejar em curto e longo prazo para permitir a escalabilidade da automação. Isso significa abrir espaço para uma evolução constante, trazendo resultados melhores e garantindo um diferencial frente à concorrência.

Não há segredo: a automação na produção industrial é uma necessidade para todas as empresas e quem investe em inovação tecnológica está sempre um passo a frente. Então, coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor.

Conte com o SENAI para se capacitar e qualificar sua equipe na área tecnológica e, ainda, desenvolver e aplicar tecnologia em sua empresa.