O que faz um profissional de Vestuário

O mercado de vestuário é um dos mais dinâmicos, com tendências que mudam ano a ano, exigindo novas tecnologias e constante adaptabilidade das empresas do setor e movimentando bilhões de dólares ao redor do mundo. De acordo com o grupo japonês Brother, fabricante de máquinas para o setor, as principais tendências da indústria têxtil para 2024 têm foco na sustentabilidade, com a inovação e reciclagem de materiais, com a circularidade da moda, com o uso de tecnologias e técnicas que garantam destaque da área de vestuário.

Inclusive, a descarbonização, uma das quatro missões da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), trouxe às indústrias o desafio de controlar a quantidade de emissão de carbono por peça de roupa, com o objetivo de até 2050 ser Net Zero, isto é, emitir apenas as frações inevitáveis de acordo com as possibilidades tecnológicas até aquele momento. O mercado brasileiro tem um público consumidor crescente e diversificado e uma forte indústria que tem apresentado boas perspectivas em 2024, de acordo com a previsão apresentada pelo Sindilojas de São Paulo.

Ainda conforme o Sindicato, a redução de inflação e de juros e a renovação de carteiras de créditos nos bancos estão possibilitando maior investimento para as indústrias nacionais e gerando crescimento para o setor.

Como funciona a área de vestuário?

A área de vestuário é um setor amplo e abrangente que engloba diversas atividades, desde a criação e design de peças, passando pela produção, e chegando à venda e à distribuição, tanto B2B, para as empresas que irão revender, quanto B2C, direto ao consumidor. Sendo assim, há oportunidade para criativos, técnicos, compradores, financeiros, marketing, comercial, vendas, entre outras áreas necessárias em uma empresa e a cada fase de sua expansão.

O profissional de vestuário poderá trabalhar como designer de moda, modelista, ser responsável pela seleção de materiais a serem comprados para a produção, confecção das peças cortando e costurando, gestar equipes na fábrica ou mesmo abrir e gestar seu próprio negócio. Pode, ainda, trabalhar com pesquisa e desenvolvimento de materiais e processos, buscando diferenciação de marca, como sustentabilidade, qualidade de tecido, entre outros que ampliem a competitividade.

Importância de um profissional capacitado no setor

Há grande necessidade de profissionais capacitados e especializados que compreendam as necessidades e acompanhem a grande dinâmica do setor de vestuário. As constantes inovações apresentam desafios para quem deseja trabalhar na área, especialmente com pesquisa e desenvolvimento e na produção, com o surgimento de equipamentos modernos, automatizados, que acompanhem a transformação digital em toda a indústria.

Independente do porte, há demanda por profissionais com conhecimento para aplicar essas novas tecnologias nos processos produtivos e com competência para realizar atividades. Entre os benefícios de ter um profissional capacitado no setor de vestuário estão o aumento da produtividade e da eficiência, com consequente otimização de processos e redução de custos; a melhoria da qualidade dos produtos; o aumento das vendas e lucros, a partir de estratégias de marketing e vendas eficazes; e, ainda, repassar uma boa imagem de marca, a partir da confiabilidade de seus profissionais. Assim, a formação no curso técnico em vestuário passa a ter uma importância cada vez maior para o desenvolvimento das indústrias desse segmento de mercado.

Formação técnica

O Curso Técnico em Vestuário do SENAI-RS tem como objetivo formar profissionais com sólidos conhecimentos para implementar e supervisionar o processo produtivo do vestuário e participar do processo de desenvolvimento do produto, de acordo com os padrões estabelecidos pela empresa, seguindo normas técnicas, de saúde e segurança do trabalho, princípios de gestão da qualidade e de preservação ambiental.

Os egressos do curso serão, ainda, capazes de atuar em grupos de trabalho da área técnica da empresa com a finalidade de propor melhorias nos produtos, multiplicando tecnologias da área e com capacidade de autogestão e coordenação de equipe, sendo resolutivo às situações sob sua responsabilidade. Algumas das unidades curriculares presentes ao longo do curso são:  Modelagem Industrial do Vestuário, Sistema CAD na Confecção e Planejamento de Controle da Produção.

O que faz um profissional de Química e de Petroquímica

Os profissionais de Química e Petroquímica desempenham papéis essenciais na indústria. Suas atividades contribuem para a produção e desenvolvimento de uma ampla gama de produtos químicos que impactam diretamente a nossa vida cotidiana. Apesar das classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito “petroquímica”, devido as especificidades do setor, tanto a química quanto a petroquímica possuem cursos de formações distintos. 

A Indústria Química Brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), é a 6ª maior do mundo. Fechou 2023 com um faturamento líquido de USD 167,4 bilhões, representando também o 3º maior setor industrial do PIB brasileiro. É considerada ainda a mais sustentável, pois possui uma matriz elétrica composta por 82,9% de fontes renováveis – enquanto no mundo a média é de 28,6% – e emite de 5% a 51% menos CO2, em relação às indústrias internacionais, para cada tonelada de químicos produzida. 

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há uma expectativa de crescimento na produção e na força de trabalho na indústria como um todo ao longo de 2024, visto que o indicador de expectativa sobre quantidades exportadas chegou a 53,8 pontos em janeiro, um avanço de 2,9 pontos em comparação com dezembro de 2023. E para acompanhar essa demanda, é fundamental a formação de profissionais nas áreas de química e petroquímica. 

O que são Química e Petroquímica 

A Química, como ciência, engloba o estudo das propriedades, composição e reatividade da matéria. Suas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos químicos inorgânicos, orgânicos, farmacêuticos, explosivos, defensivos agrícolas, produtos de higiene e limpeza, tintas, plásticos, entre outros.  

A Petroquímica concentra-se na transformação de matérias-primas obtidas da indústria de energia como derivadas do petróleo (Nafta) e gás natural em uma variedade de produtos (solventes, polímeros, etc). Essas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos petroquímicos básicos, intermediários de reações químicas, resinas termoplásticas, termofixas e elastômeros. Essas indústrias estão em constante preocupação com a sustentabilidade e a necessidade de reduzir a dependência de recursos não renováveis como petróleo, e investem fortemente na pesquisa e utilização de fontes alternativas de matérias-primas.  

Aliás, um dos grandes esforços atuais da indústria é a transição energética, que busca o uso de matérias-primas renováveis com foco na redução e, idealmente, neutralização das emissões de carbono na atmosfera, impactando positivamente contra o aquecimento global. Os profissionais que trabalham neste setor acabam colaborando ativamente com essas transformações. 

Importância de profissionais capacitados nos setores 

Profissionais capacitados em química e petroquímica desempenham um papel crucial na garantia da segurança, eficiência e inovação nessas áreas. Suas habilidades são essenciais para o desenvolvimento e para a operação de processos químicos, controle de qualidade, pesquisa e inovação, contribuindo para o avanço tecnológico e a sustentabilidade dessas indústrias. Além disso, a expertise desses profissionais é fundamental para lidar com desafios ambientais e de segurança, garantindo práticas responsáveis e conformidade regulatória. 

E, para quem quiser se transformar em um profissional em química ou em petroquímica, é preferencial ter alguma facilidade para aprender matérias exatas. Compreender os princípios básicos de química, física e matemática e/ou ter disponibilidade de se atualizar sobre esses conceitos é importante para aprofundar-se nas especificidades de cada formação e escalar conhecimentos ao longo de sua carreira profissional.

Formação técnica 

Com o objetivo de aliar teoria e prática, a Metodologia SENAI de Educação Profissional permite aos alunos passarem por diferentes situações de vivência, aprendizagem e trabalho que lhe conferem uma prática profissional intrínseca ao currículo de suas formações.  

O Curso Técnico em Química do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para realizar amostragens, análises químicas, físico-químicas, instrumentais e microbiológicas, operar processos químicos, atuar no desenvolvimento de produtos e serviços e realizar a gestão técnica dos processos químicos, zelando por padrões de qualidade e pela integridade de pessoas, do meio ambiente e das instalações. O curso é oferecido na modalidade presencial e semi-presencial e algumas das unidades curriculares que constam são: Análises Químicas e Química aplicada a processos químicos. 

O Curso Técnico em Petroquímica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para operar e controlar os sistemas petroquímicos, seguindo padrões técnicos, de qualidade, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. Entre suas unidades curriculares estão: Processos da Industria Petroquímica e Instrumentação e Controle Aplicados nos Processos Petroquímicos. 

Além de hard skills, nossos cursos técnicos também possibilitam o desenvolvimento de capacidades socioemocionais que se relacionam à criatividade, promoção da inovação, estudo de forças e fragilidades, capacidade de análise, engajamento em equipe, ética, comportamento social e cidadania. Habilidades, essas, que são fundamentais para a formação de profissionais com os perfis desejados pelo mercado. 

4 tendências da Indústria 4.0 para se preparar

A Indústria 4.0 é um conceito que engloba o uso de tecnologias avançadas para proporcionar inovação, automação e melhorias nos processos de manufatura. Os robôs inteligentes fazem parte dessa revolução industrial e atuar em parceria com os homens.

Essa evolução está levando eficiência e lucratividade para os negócios. Assim, existe a necessidade dos profissionais se adaptarem e qualificarem para esse novo contexto, aprendendo a conciliar os seus conhecimentos e habilidades com a tecnologia.

Mantenha-se atualizado!

A maneira de trabalhar e de se comunicar com as outras pessoas mudou muito rápido nos últimos anos. O primeiro celular chegou ao Brasil em 1990 e só fazia ligações telefônicas. Em 2001, já foi criado um celular que enviava mensagens e fazia fotografias. A tecnologia avançou e hoje existem múltiplos modelos de aparelhos inteligentes, os famosos smartphones.

O que isso quer dizer? O profissional de 1990 precisou seguir as mudanças e passou das ligações para as conversas pelo WhatsApp. Da mesma forma, é preciso acompanhar as tendências do mercado para identificar quais serão as novas maneiras de trabalhar daqui para frente.

Cada vez mais, a tecnologia está fazendo parte do contexto social e toma proporções maiores a todo momento. Você pode observar pelos smartwatches, smart TV’s e outros dispositivos domésticos conectados à rede. Quem não se adapta a nova realidade e busca conhecer o funcionamento das novas tecnologias, fica para trás.

Principais tendências da Indústria 4.0

1. Conectividade

Equipamentos tecnológicos estão cada vez mais conectados para gerar automação nas fábricas. Alguns sensores são implantados nas máquinas para captar diferentes dados e logo encaminhados para a nuvem e sistemas inteligentes a fim de levar informações relevantes para o gestor.

Softwares, aplicativos e plataformas estão cada vez mais integrados para trazer automação e eficiência às fábricas. Os dados coletados têm a função de formular insights para alcançar melhorias na gestão do negócio.

2. Simulação digital

Hoje, uma das principais prioridades é diminuir a perda de recursos na elaboração de protótipos de produtos. A tecnologia da indústria 4.0 tem o papel de diminuir esses custos da empresa. O modelo de um avião, por exemplo, pode ser formado a partir de simulação digital.

Ainda é possível verificar como devem ficar os processos industriais sem a necessidade de parar toda a produção. Essa simulação digital facilita a identificação de erros e a correção deles antes mesmo de iniciar a fabricação dos produtos.

A Siemens é uma empresa que já investe nesse modelo de tecnologia: durante a Feira de Hannover, na Alemanha, o conceito foi apresentado para os demais empresários. Ela mostrou um case na indústria automotiva, unindo a tecnologia dos softwares para acompanhar a produção de um veículo a partir da criação de um protótipo digital.

3. Robôs em parceria com humanos

A indústria valoriza a colaboração entre os homens e os robôs. Essa tendência é denominada de “cobot”: equipamentos pequenos fazem algumas tarefas manuais, enquanto a gestão deles é feita pelos homens.

O investimento no cobot não é tão alto quanto em um robô que realiza todas as demandas. Por isso, acredita-se que essa é uma opção mais viável para as indústrias. Uma versão semelhante dessa funcionalidade pode ser observada nas cirurgias realizadas por robôs. Um médico acompanha o procedimento em vídeo, enquanto o equipamento faz o “trabalho braçal”.

A tecnologia, então, permite conciliar os movimentos sensitivos dos homens e a precisão e agilidade de um robô. Os cobots são utilizados nas indústrias para desenvolver atividades consideradas inseguras para as pessoas, complementando o desenvolvimento das tarefas.

4. Fábricas inteligentes

A computação em nuvem, a inteligência artificial e a internet das coisas (IoT) já integram os ambientes fabris e impactam diretamente na produtividade e eficiência das indústrias. Com esse avanço, as máquinas compartilham informações, registram estatísticas e promovem o desligamento automático de algum equipamento caso seja identificado um problema de segurança ou desempenho.

A conectividade das máquinas com a internet tem facilitado o rastreamento das peças, a análise da capacidade produtiva e a elaboração de planos de manutenção mais eficientes.

A IoT auxilia os gestores nos processos de tomada de decisão, pois disponibiliza as informações certas no momento em que são necessárias. Ela compara dados anteriores aos registrados no dia atual, gerando uma informação relevante para quem atua no segmento.

A computação em nuvem, por sua vez, tem o papel de armazenar os dados e permitir que eles sejam utilizados depois para criar análises sobre o negócio.

Como o profissional pode se preparar para elas

É possível notar que as principais tendências da Indústria 4.0 estão revolucionando a forma de trabalhar nesses ambientes. Logo, o profissional precisa estar atento às mudanças e avanços do setor.

A Ambev, por exemplo, implantou a automação nos seus processos para melhorar o controle no resfriamento da cerveja. A Volkswagen Brasil utiliza a tecnologia para simulação de projetos a fim de levar agilidade e flexibilidade ao seu ambiente. Ela também investe no treinamento da equipe para que todos saibam utilizar as novas ferramentas.

Sendo assim, a melhor maneira de se preparar para essas mudanças é incentivar a inovação na fábrica em que já atua para sair na frente dos concorrentes. É fundamental buscar cursos de formação continuada para aprender como lidar com as novas tecnologias que surgem.

Os cursos de pós-graduação também são importantes, pois eles estimulam a troca de experiências entre os participantes e integram os principais conceitos às práticas na indústria. Então, o estudante aprende a reduzir os erros e a aumentar a segurança na manufatura com o uso da tecnologia.

As tendências da Indústria 4.0 já revolucionam as fábricas com a implantação de processos mais inteligentes. Agora, cabe ao profissional buscar maneiras de se preparar para esse contexto e saber atuar nesse novo mercado.

O que faz um profissional de Eletrotécnica

Já parou para pensar como seria a sua vida sem eletricidade? Ainda que existam regiões onde a eletricidade ainda não faz parte da realidade como deveria, grande parte do mundo que conhecemos não poderia abrir mão de todas as oportunidades e possibilidades que a eletricidade traz à sociedade.

Ela está presente em quase tudo que podemos pensar e impacta de forma direta no avanço das nossas vidas e no desenvolvimento do planeta. As principais fontes de geração de eletricidade utilizadas hoje são hidrelétricas, fontes eólicas, solares e de biomassa.

Para que os processos de geração, transmissão, distribuição e consumo de eletricidade aconteçam de forma eficiente, é importante a atuação de profissionais preparados e que dominem cada uma dessas etapas. Os profissionais técnicos em eletrotécnica têm uma formação ampla e possuem a qualificação para atuar em todas as etapas desse processo.

O que é eletrotécnica?

A área de eletrotécnica estuda o uso de circuitos formados por componentes elétricos e eletrônicos, desde a instalação, passando pela operação, geração, transmissão, até a distribuição de energia elétrica. Também estuda o desenvolvimento de projetos elétricos prediais, industriais e de potência.

É um setor que está em constante evolução, sempre ligado ao futuro, trabalhando com novas possibilidades de fontes de energia e em busca de processos e sistemas mais sustentáveis, eficientes e seguros.

Importância do profissional capacitado no setor

A área eletrotécnica é um dos pilares da indústria e possui uma demanda abrangente e permanente, possibilitando que os profissionais atuem em diversos segmentos como usinas hidrelétricas, termelétricas, eólicas e solares, indústrias metalúrgicas e petrolíferas, empresas de distribuição de energia elétrica, de água e saneamento e de construção civil, além de empresas de projetos técnicos e, ainda, de forma autônoma como consultor ou realizando instalações e manutenções.

O profissional técnico é capacitado para elaborar e instalar e projetar sistemas elétricos prediais, industriais e de potência (SEP), realizar instalações de sistemas elétricos industriais, prediais e de potência, efetuar manutenção corretiva, preventiva e preditiva dos sistemas elétricos prediais e industriais, além de planejar e inspecionar funcionamento dos sistemas elétricos.

Quem busca a qualificação no setor, estará aprimorando sua afinidade com a tecnologia, pois o setor está diretamente relacionado com as ferramentas e equipamentos de última geração tecnológica.

Formação técnica

O curso técnico vai capacitar o profissional para projetar, instalar e operar sistemas elétricos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, tendo constante demanda no mercado de trabalho e sendo uma peça-chave na indústria.

Além disso, o currículo do curso conta com módulos que envolvem conhecimentos em eficiência energética, gestão da manutenção, acionamento de dispositivos elétricos automatizados e sobre projetos e instalações elétricas prediais, industriais e de potência.

A importância da Automação na produção industrial e como estimulá-la

Um dos principais motores que impulsiona o desempenho crescente das empresas é a automação na produção industrial. Em tempos de um mercado tão competitivo, investir em automação tornou-se imprescindível. Entretanto, é natural que alguns desafios surjam na hora de implementar estratégias de automação.

Afinal, por que é tão importante investir em automação? Qual é o papel da tecnologia nesse processo? Como fazer a automação na indústria? Veja:

Quais são os tipos de automação de processos na indústria?

O conceito de automação industrial se refere à adoção de soluções, como ferramentas físicas, mecanismos analógicos, softwares, entre outros, para automatizar processos produtivos. Porém, existem diferentes maneiras de fazer isso. Acompanhe quais são os três tipos de automação que você pode implementar na indústria:

Automação fixa

A principal característica desse modelo é a rigidez da configuração feita nos equipamentos. Em outras palavras, é criada uma lógica de execução específica que não se altera enquanto o trabalho é realizado, a não ser que seja elaborado um projeto totalmente novo.

A vantagem é o ganho de produtividade que essa técnica oferece, sobretudo para modelos de produção industrial em larga escala.

Automação programável

Uma forma de evolução da automação fixa é o tipo programável, que permite trabalhar com um leque mais amplo de possibilidades. Na prática, isso significa que diferentes lógicas de execução estão disponíveis para o equipamento, cada uma para um tipo diferente de mercadoria. Logo, uma mesma linha de produção pode gerar diferentes produtos ou partes para compô-los.

O sistema conta com um controlador, no qual são inseridas as configurações e é selecionada a lógica que deve ser aplicada para o próximo ciclo. Assim, é disparada a produção de um lote, cujas especificações e quantidades são predeterminadas.

Nesse caso, vale destacar que a configuração plural do equipamento toma um pouco mais de tempo. Por isso, é fundamental que o planejamento seja eficiente, evitando a necessidade de ajustes constantes nos parâmetros (de forma física ou digital).

Automação flexível

O tipo flexível, por sua vez, também opera com um leque de configurações distintas, mas pode ser ajustado por meio de comandos que alteram o design do material fabricado. Em geral, isso pode ser feito de maneira bem ágil pelo operador.

Consequentemente, não há uma perda de tempo tão grande com ajustes finos, facilitando a produção de lotes variados com um ritmo mais estável.

Qual é a relação entre automação e tecnologia?

A primeira Revolução Industrial é fruto direto de um processo de automação que, por sua vez, só foi possível devido à aplicação inteligente da tecnologia. Os primeiros modelos de produção em série e o domínio da força mecânica a vapor estão por trás desse momento histórico. De lá para cá, outras três Revoluções Industriais ocorreram e, em todos os casos, os avanços da tecnologia têm papel de protagonismo.

Do domínio da energia elétrica, passando pela adoção da computação lógica e chegando à Transformação Digital, a automação está sempre presente. A todo momento, são as novas tecnologias (e novos métodos) que permitem que ela ocorra a níveis cada vez mais altos.

Na Indústria 4.0, por exemplo, a automação vai além do processos produtivos e alcança as tomadas de decisão. Promovendo sensoriamento e conectividade com a Internet das Coisas (IoT), você pode transformar dados em insights relevantes que otimizam tomadas de decisões. A manutenção antecipa falhas; o marketing dispara automaticamente ações personalizadas para cada cliente; a produção é sob demanda.

Logo, as possibilidades se multiplicam, dependendo basicamente da criatividade da empresa e, é claro, das tecnologias que ela tem à disposição.

Como impulsionar a automação na produção industrial?

Existem diversas estratégias de aplicação da automação na produção industrial. Em geral, definir o caminho certo a seguir depende do mercado no qual a empresa atua, das demandas específicas do seu consumidor e, principalmente, da sua dinâmica própria de funcionamento. É sempre bom ter em mente que a Indústria 4.0 incentiva uma atuação inovadora, personalizada e criativa.

Tendo isso em mente, algumas ações mais específicas trazem benefícios pontuais e significativos para a indústria. A seguir, detalhamos um passo a passo para ajudar você a impulsionar a automação na sua empresa:

Planeje sua estratégia

Toda mudança estratégica exige compreender o cenário atual da empresa, traçar metas e monitorar as ações implementadas. Por isso, o primeiro passo é planejar sua estratégia. Verifique o que está sendo feito pela concorrência, pesquise o mercado, entenda as possibilidades de investimento em tecnologia na sua empresa e crie metas realistas de curto e longo prazo.

Conheça as tecnologias disponíveis

Manter-se atualizado é fundamental. A tecnologia é uma força propulsora da automação, assim como da evolução dos processos produtivos como um todo. Então, existem dois pontos de vista que você deve assumir:

  • Primeiramente, entenda quais tecnologias são tendências inevitáveis: todos os concorrentes adotaram e tudo indica que quem não se adaptar vai perder espaço no mercado. A computação na nuvem e a integração de dados, por exemplo, se tornaram pilares essenciais da infraestrutura de TI;
  • Para complementar, observe as oportunidades. Aqui estão as tecnologias que ainda não são consenso no seu nicho, mas têm potencial. Além da Internet das Coisas, podemos destacar o Big Data e a Inteligência Artificial (IA) em suas mais variadas formas, entre elas o Machine Learning.

Invista em tecnologia e capacitação

Um ponto crucial para o sucesso da automação na indústria é a presença de profissionais com capacitação de qualidade para lidar com processos desse tipo. Muitas vezes, vale a pena buscar um especialista ou mesmo uma consultoria para implementar uma tecnologia específica. Entretanto, geralmente é muito mais viável capacitar seus próprios funcionários e direcionar a formação às suas demandas específicas.

O investimento é menor, principalmente se considerarmos os custos de selecionar e contratar novos profissionais. Ainda assim, tudo isso deve ser medido de acordo com suas necessidades. Sua referência deve ser a qualidade. Se vai implementar um projeto tecnológico mais amplo, não abra mão de uma equipe capacitada para isso.

Por fim, lembre-se de planejar em curto e longo prazo para permitir a escalabilidade da automação. Isso significa abrir espaço para uma evolução constante, trazendo resultados melhores e garantindo um diferencial frente à concorrência.

Não há segredo: a automação na produção industrial é uma necessidade para todas as empresas e quem investe em inovação tecnológica está sempre um passo a frente. Então, coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor.

Conte com o SENAI para se capacitar e qualificar sua equipe na área tecnológica e, ainda, desenvolver e aplicar tecnologia em sua empresa.

O que faz um profissional de Mecatrônica 

A mecatrônica é uma área estratégica no contexto da Indústria 4.0, pois atua diretamente na automatização dos processos de manufatura. Combina diferentes áreas do conhecimento como: elétrica, eletrônica, mecânica, robótica e informática que alavancam o desenvolvimento de fábricas mais modernas e tecnológicas. 

O profissional da área de mecatrônica atua no desenvolvimento, implementação e manutenção de sistemas automatizados de produção, aplicando diferentes tecnologias – como modelagem virtual e prototipação de componentes mecânicos, eletropneumática, sistemas lógicos programáveis, interfaces de sistemas com usuários, gerenciamento de dados e indicadores de sistemas. 

Por isso, a mecatrônica é uma área de atuação com alta demanda profissional, já que está relacionada a todo tipo de produção industrial tecnológica. Existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Mecatrônica até 2025, conforme o Mapa do Trabalho de 2022 divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A mecatrônica é uma das áreas com expressivo crescimento na indústria. 

O que é a mecatrônica? 

O termo “mecatrônica” originou-se na década de 1960, quando os profissionais começaram a fundir os campos da engenharia mecânica e eletrônica, mas os recentes avanços em inteligência artificial (IA), blockchain, Internet das Coisas (IoT), robótica e outras novas tecnologias têm impulsionado a área. 

A mecatrônica envolve diferentes áreas do conhecimento e atua diretamente na automatização de processos produtivos, dentro dos mais diversos setores, como o alimentício, automobilístico, têxtil, farmacêutico e outros, sendo imprescindível no desenvolvimento da Indústria 4.0.

Importância do profissional capacitado no setor 

A crescente modernização das indústrias, exige a presença de profissionais capacitados para atuarem nas linhas de produção, bem como na aplicação e uso de diferentes tecnologias. A mecatrônica é uma base essencial para o crescimento e alavancagem da indústria e de seus processos produtivos.  

Ao realizar um curso técnico em mecatrônica, o profissional é preparado para atuar em diferentes contextos do processo produtivo, que envolvem a desde a manutenção dos sistemas, até a implementação e desenvolvimento de máquinas e equipamentos do setor industrial, com o uso de diferentes tecnologias como a pneumática, robótica, controladores programáveis – que compõem uma linha de produção automatizada. Portanto, ter afinidade com a tecnologia é fundamental. 

Formação técnica 

O profissional técnico em mecatrônica vai atuar no desenvolvimento e implementação de circuitos, componentes e sistemas automatizados de manufatura, bem como na sua manutenção. 

O curso técnico vai prepará-lo de forma direcionada para atuar na área, introduzindo o estudante à diferentes contextos, como a eletrônica e mecânica, além de disciplinas específicas como acionamentos eletroeletrônicos, sistemas lógicos programáveis, processos de manufatura e tecnologias da informação e comunicação aplicadas à Indústria 4.0

O que faz um profissional de Automação Industrial 

O mercado está empenhado em incorporar mais recursos tecnológicos às rotinas de trabalho. Novas tecnologias implementadas na indústria que, associadas à robótica, manutenção inteligente, redes industriais, sensores inteligentes, entre outras, têm aberto novas oportunidades. 

Por isso, de acordo com o Mapa do Trabalho de 2022, existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Automação para os próximos anos. Ou seja, é um setor em ampla ascensão. É essa área que tem impulsionado o crescimento da indústria brasileira nos últimos anos, já que a automação tem impacto na eficiência produtiva e econômica. 

A formação em automação industrial costuma atrair profissionais que já atuam em linhas de produção industrial e buscam qualificação para crescer profissionalmente conforme novos processos tecnológicos avançam e a Indústria 4.0 se estabelece. 

O que é automação industrial? 

A automação vem como uma forma de otimizar o trabalho operacional, utilizando de técnicas, softwares, hardwares, programação e equipamentos para tornar uma linha de produção automática e menos dependente de esforço braçal. 

Dessa forma, o espaço de trabalho se torna mais inteligente e ágil, seguindo processos definidos que dão fluidez e independência à produção. Assim, é possível diminuir o consumo de energia, os custos de produção, os erros de fabricação, resíduos e materiais investidos e, por outro lado, aumentar a velocidade e a segurança do ambiente. 

Importância do profissional capacitado no setor 

Se por um lado a automação industrial diminui a dependência de atividades braçais, por outro ela exige mais profissionais capacitados para trabalhar com a tecnologia. Nesse cenário, o profissional de automação deve ser habilidoso em entender, instalar, adaptar e realizar a manutenção de linhas e processos automatizados. Também se faz necessário estar em constante atualização com as novidades tecnológicas que impactam a linha de produção da indústria. 

O profissional técnico em automação é habilitado a realizar a integração de sistemas automatizados, empregando softwares e programação, além de realizar testes e calibrações de equipamentos elétricos, bem como procedimentos de controle de qualidade e gestão. A formação técnica tem foco em um preparo prático para atender de maneira assertiva e rápida a demanda de trabalho operacional. 

O perfil de um profissional tecnólogo possui um aprofundamento teórico na área, desenvolvendo uma visão estratégica para atuar no desenvolvimento e gestão, projetando e gerenciando sistemas automatizados de controle. O tecnólogo ainda pode atuar supervisionando a implantação e operação de redes industriais, sistemas supervisórios, sensores e controladores programáveis, emitindo laudos e pareceres técnicos na área. 

Curso técnico ou graduação tecnológica: qual optar? 

Você busca uma inserção mais rápida no mundo do trabalho? Neste caso, a escolha por um curso técnico é assertiva. Ele pode ser cursado ainda frequentando o ensino médio e tem como foco principal preparar profissionais para atuar no mercado de trabalho em um curto período de tempo, de um a dois anos. 

Já a graduação tecnológica também é uma boa opção para quem busca se preparar para áreas específicas, com uma formação objetiva, voltada à prática. Assim como a modalidade de curso técnico, seu propósito é que o estudante desenvolva habilidades que permitam a sua rápida inserção no mercado. Seu diferencial está em ser reconhecido como curso superior e, por isso, para iniciá-lo é exigida a conclusão do ensino médio. Sua duração, em média, é de dois a três anos. 

Tecnologia 5G: novas possibilidades de conexão

A tecnologia 5G (5ª geração para redes móveis), sucessora da 4G, surgiu como uma novidade que deve revolucionar a forma como nos relacionamos com dispositivos móveis e eletrodomésticos, por exemplo, cada vez mais conectados entre si em uma só rede e possibilitando executar mais ações simultâneas com uma performance superior ao que conhecemos hoje.

O 5G também deve contribuir para a transformação de diversas áreas de atuação, impactando na experiência do usuário, na produtividade, logística e na forma como nos relacionamos. 

Nos próximos tópicos, você vai entender o processo de implantação da rede 5G no Brasil, seus diferenciais, benefícios e os principais desafios de acesso. 

A transformação gerada pela nova tecnologia 

Todas as capitais brasileiras contam com a faixa 3,5 GHz de 5G, considerada o 5G puro. Para expandir essa implantação, se faz necessária a instalação de mais antenas que espalhem o sinal, já que as ondas de 5G têm menor alcance que as de 4G, bem como a instalação de fibra óptica para conectá-las e auxiliar no transporte de dados. 

Para se ter uma ideia, uma conexão de 4G com alta performance pode chegar a 100 Mbps, enquanto o 5G pode entregar uma velocidade entre 1 e 10 Gbps – uma diferença de 100 vezes mais. Essa alta velocidade na transmissão de dados exige o apoio de uma infraestrutura de cabo como a fibra óptica para ter sucesso. 

Para o usuário, as mudanças serão observadas a partir da velocidade em que a comunicação vai acontecer, diminuindo a poucos milissegundos o intervalo de recebimento de mensagens e a performance de lives, por exemplo. Não só a baixa latência e alta capacidade de uso simultâneo, a rede é mais segura que as atuais e deve representar maior eficiência no consumo da bateria de dispositivos que a utilizam. 

Essa evolução significa um grande salto no uso da Internet das Coisas (IoT), onde tudo pode se conectar a uma rede e, com uma entrega em maior velocidade, transformar a maneira como as pessoas utilizam eletrodomésticos, desenvolver processos de produção mais inteligentes e eficientes e construir cidades inteligentes. 

Novas oportunidades de produtos conectados e inteligentes é uma possibilidade para um futuro próximo. Na prática, vamos descobrir qual será o limite de desenvolver novas aplicações, se é que existirá um limite. Tudo é possível quando passamos a conhecer e testar uma nova tecnologia. 

Conforme cronograma de implantação atualizado previsto no leilão da 5G, até dezembro de 2030 sedes municipais, localidades não sede e trechos de rodovias devem ser atendidos pelas operadoras com o sinal de 5G.  

O papel do 5G na indústria do futuro 

A indústria é uma das grandes beneficiárias dos avanços da tecnologia 5G. As redes permitem desenvolver ainda mais a aplicação da inteligência artificial e, dessa maneira, modelos de produção automatizados que contribuem com o aumento da eficiência de equipamentos e o compartilhamento de informações em tempo real, como o uso de armazenamento em nuvem em larga escala. 

Logo, os equipamentos podem ser configurados e reparados de forma remota e emitirem diagnósticos de riscos e falhas de equipamentos em tempo real.  É dessa forma que o 5G pode corroborar fábricas mais automatizadas, inteligentes e competitivas.  

A inteligência artificial não é novidade em linhas produtivas da indústria, mas com a tecnologia 5G ela ganha mais poder para ser desenvolvida e aplicada, otimizando ainda mais a produção, os custos e a segurança nesses ambientes. 

Com a integração de máquinas e ferramentas conectadas pelo 5G e uma produção mais potente, o volume de dados gerados será ainda maior. É uma enorme porta para novas tendências e soluções que vão ter um impacto muito relevante e, ainda, inimaginável. 

Desafios da implantação 

A implantação do 5G no Brasil está planejada de forma gradativa. Para seu sucesso, um dos primeiros passos dessa jornada é a desocupação da faixa de 3,5 GHz, que até então era ocupada por empresas de TV por satélite, e será utilizada pelo sinal de 5G. 

De acordo com a publicação Redes 5G: transformando a sociedade do Fórum 5G Brasil, a rede de comunicação brasileira possui grandes problemas com conectividade em áreas remotas e rurais. Isso afeta negativamente a economia e os aspectos sociais. 

Portanto, outro entrave está na estrutura, considerando que o sinal de 5G precisa de mais antenas transmissoras à disposição. Sem a instalação dessas antenas, não existe uma abrangência total, atrapalhando a experiência do usuário e, ainda, transformando seu acesso a nichos da sociedade. 

Além disso, sendo o 5G uma conexão mais sensível, o acesso em locais fechados, com obstáculos como paredes, também fica comprometido. Esse é outro entrave que deverá ser considerado durante o avanço da implantação. 

Na indústria, os desafios estão atrelados ao modelo industrial que ainda existe no Brasil. Equipamentos que sequer possuem conexão às redes convencionais e a qualificação de profissionais da área tecnológica para desenvolverem aplicações e a aproveitarem ao máximo o poder da nova tecnologia. 

Simulação Digital: um dos principais pilares da Indústria 4.0

A Simulação Digital é a aplicabilidade industrial que permite testar e aprimorar produtos ainda na etapa de concepção, um dos principais pilares da Indústria 4.0.

Baseada em modelos matemáticos e representações em três dimensões (3D), a simulação digital pode ser utilizada para diversos fins. Sob uma visão geral, toda a cadeia de criação e produção pode ser simulada. Em um olhar mais granular, é possível encontrar o melhor nível de otimização no uso dos recursos, insumos e energia. 

O tempo de execução dos procedimentos é um fator que tem muito a ganhar com simulação digital. Neste artigo, mostraremos tudo o que você precisa saber para entendê-la.

O que é a Simulação Digital?

Em primeiro lugar, vamos ao que de fato é a simulação digital. De modo claro e direto, ela pode ser descrita como a reprodução virtual de processos e ambientes de desenvolvimento e manufatura fabril.

Na prática, possibilita virtualizar fielmente o funcionamento das plantas e procedimentos industriais, abrangendo funcionários, máquinas e funções operacionais. Na Indústria 4.0, a simulação digital dá às fábricas a oportunidade de se tornarem mais inteligentes e eficientes no que se refere aos seus meios de produção.

Uma de suas aplicações mais categóricas é chamada de “gêmeos digitais”, que estabelece, em um campo totalmente virtual, uma representação idêntica de toda a cadeia produtiva de um produto, por exemplo.

Qual é a origem do termo?

O conceito foi originado pela proposta metodológica do matemático francês Georges de Buffon, em 1777, que foi aperfeiçoado por seu colega Pierre Laplace. Dessa união nasceu a fórmula Buffon-Laplace. 

Entretanto, o campo só foi impulsionado a partir de meados do século 20, com os avanços da tecnologia. O inglês Keith Douglas Tocher criou, em 1960, um sistema que simulava o funcionamento de uma indústria na qual o maquinário e os equipamentos tinham o seu status alternado entre ocupado, aguardando, indisponível e em erro. 

Essa sistemática foi publicada em seu livro The Art of Simulation (1963), o primeiro sobre o assunto.

Quais são os objetivos principais da aplicação desse conceito?

Obtenção de maior controle sobre os processos, otimização do resultado geral da produção, aumento na qualidade dos trabalhos, identificação e minimização de erros — basicamente, são esses os objetivos principais da simulação digital.

A premissa desse conceito está na previsão de como os processos de produção serão introduzidos na indústria, antecipando melhorias e evitando os problemas e contratempos que poderiam surgir em relação aos resultados da fábrica. 

A virtualização dos procedimentos industriais também tem como propósito ajudar os gestores a tomarem decisões mais rápidas e acertadas. Isso porque a tecnologia é associada ao uso de dados reais e coletados em tempo real. 

Um dos benefícios da simulação digital é o poder de planejar e visualizar de forma real antes da implementação de um projeto, por exemplo.

Quais são as características de um sistema de simulação? 

Os dados recolhidos durante os processos da indústria abastecem o sistema de simulação com as informações necessárias para a mensuração dos resultados. Antes de adentrarmos um pouco mais nas características que o envolvem, vale ressaltar que softwares como o AnyLogic e o FlexSim estão entre os mais utilizados: dependendo das necessidades do negócio, pode-se utilizar ferramentas gratuitas.

As análises de simulação consideram os intervalos de tempo e as variáveis de produção, que, quando conjugadas, são capazes de representar uma ampla diversidade de mudanças processuais. 

A metodologia de virtualização permite avaliar as variáveis randômicas e acidentais, também conhecidas como “estocásticas”. Isso oportuniza maior abrangência e efetividade aos resultados.

Para isso, os procedimentos devem ser analisados integralmente, com a simulação de fatores como mão de obra, peças individuais, equipamentos, maquinários e estoque, bem como a interação entre essas partes.

Os projetos de simulação digital são semelhantes ao que já conhecemos no Lean Manufacturing. Nessa linha, estamos falando dos princípios de:

  • Definir;
  • Testar;
  • Avaliar;
  • Melhorar;
  • Implementar;
  • Monitorar.

No primeiro momento, são definidos os problemas que se pretende resolver, assim como os resultados ideais. É a partir de então que a prática de modelagem 3D se inicia — e é a qualidade das informações que vai determinar a confiabilidade dos modelos virtualizados.

Uma vez modelada a planta industrial, ela é analisada de forma a entender as possibilidades de aprimoramento. É importante ter em mente que não existe processo que não possa ser otimizado.  Supondo que uma otimização foi encontrada, o sistema de simulação entra em cena com tudo o que tem: a implementação dos modelos virtuais. É aqui que as “coisas” começam a ganhar corpo. 

O monitoramento é a última parte, a hora de medir, medir e medir! Esse trabalho é interminável, ou seja, não pode deixar de ser feito em momento algum, pois é por meio dele que os possíveis aperfeiçoamentos são encontrados. ​

De que forma os gêmeos digitais auxiliam na otimização dos processos produtivos?

No início do conteúdo, citamos os gêmeos digitais como uma das aplicações mais contundentes da simulação digital. No entanto, não falamos de que maneira essa tecnologia é incorporada na Indústria 4.0.

E antes que você pergunte por que ela merece ser destacada, está aqui a resposta: ela é tida como elemento básico para o movimento da quarta revolução industrial. Isso ocorre pelo fato de que um gêmeo digital possibilita criar um modelo virtual de qualquer produto, como carros, máquinas ou turbinas de avião, por exemplo. 

Em termos práticos, os gêmeos digitais eliminam a necessidade de a empresa gastar com protótipos físicos e ter que interromper seus processos internos para testes, já que tudo pode ser feito digitalmente.

Para concluir este artigo, cabe uma observação acerca dos desafios associados à simulação digital e em que momento ela se encontra no panorama da indústria brasileira. Resumidamente, o principal impasse é a falta de mão de obra especializada.

Embora já seja de interesse de muitos dos jovens engenheiros, a tecnologia ainda carece de profissionais com verdadeira expertise para implementá-la. De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), simulações e análises com modelos virtuais são presentes em somente 5% das organizações: esse número sobe para 10% quanto consideradas as empresas de alta intensidade tecnológica.

Automação Industrial: por que devo investir nessa área?

À medida que o mundo evolui e a tecnologia é integrada às companhias modernas, a competitividade cresce a cada dia. O impacto disso é o aumento da necessidade de automatizar as atividades cotidianas para elevar a produtividade.

Alguns motivos para isso são:

  • O aumento da produção;
  • A redução nos custos de máquinas e componentes;
  • A estabilidade e a qualidade de novos produtos;
  • A necessidade de eliminar riscos de trabalhos perigosos e monótonos dos operadores.

Também é evidente que é preciso investir em conhecimentos sobre automação industrial. Diferentemente de como era há alguns anos, os sistemas já não são fechados, focando apenas em um processo por vez.

Hoje, eles são abertos e abrangem uma vasta gama de procedimentos. Isso significa que o mercado de trabalho tende a se tornar mais seletivo em relação aos profissionais responsáveis por esses setores nas empresas.

O fato é que a mão de obra para processos manuais vem perdendo o seu espaço para a tecnologia — e isso já não é mais uma novidade.

Para quê serve a automação industrial?

A principal finalidade da automação industrial é criar mecanismos e ferramentas que sejam capazes de desenvolver produtos com a melhor qualidade ao menor custo possível.

Entre os objetivos que a automação industrial busca trazer ao ambiente operacional, podemos citar:

  • Melhorar as condições de trabalho dos colaboradores por meio do aumento da segurança e da eliminação de atividades perigosas;
  • Simplificar a manutenção e a operação de forma que os trabalhadores possam manusear os processos de produção sem grandes dificuldades;
  • Aumentar a produtividade das empresas, elevando o número de itens produzidos por hora, sem gerar custos adicionais e tampouco comprometer a qualidade;
  • Realizar operações que antes seriam impossíveis de controlar manual ou intelectualmente.​

Por que investir em automação industrial?

A seguir mostraremos uma série de motivos pelos quais você deve investir em seus conhecimentos sobre o assunto.

Aumento da produtividade

A premissa da automação industrial é: fazer mais por menos. Ou seja, substituir trabalhos manuais que geram custos, demoram para ser concluídos e são suscetíveis a falhas, por procedimentos automatizados com maior velocidade, precisão, segurança e eficiência.

Otimização do uso do tempo

Automatizar tarefas repetitivas é uma das melhores formas de otimizar o uso do tempo dos operadores humanos, já que as máquinas e computadores assumem o controle de trabalhos maçantes, permitindo que a equipe foque os seus esforços em aspectos mais importantes, como o atendimento ao cliente.

Segurança aos empregados

Fazer a mesma tarefa repetidas vezes e por horas e mais horas não é apenas um serviço tedioso, mas também considerado um risco à sua saúde e segurança pelo próprio Ministério do Trabalho e Emprego.

Atividades monótonas são responsáveis por um grande número de acidentes de trabalho todos os anos, pois a repetição faz com que o colaborador entre em “piloto automático” e acabe perdendo a sua atenção no que está fazendo.

O fato é que a automação industrial também proporciona um ambiente laboral mais seguro, monitorando o trabalho durante 24 horas por dia em qualquer complexo da companhia.

Por meio de alertas luminosos ou sonoros, os sensores avisam sobre qualquer perigo ou irregularidade nos processos, o que está diretamente ligado à redução de acidentes e fatalidades.

Vale lembrar, ainda, que esses sensores identificam problemas como aumentos de temperatura e sobrecargas nos equipamentos e máquinas a tempo de evitar tragédias no chão de fábrica.

Competitividade

As empresas têm investido cada vez mais em automação industrial, já que esta é uma realidade que integra o cotidiano corporativo moderno.

Isso significa que, para se manter em uma posição competitiva no mercado atual, é imprescindível que você invista em cursos e especializações para ser apto a lidar com esse tipo de tecnologia.

Como se qualificar para lidar com a automação industrial?

O melhor caminho para garantir a sua qualificação para esse nicho do mercado é procurar por especializações e formações na área.

Encontre um bom curso de Tecnologia e Automação Industrial. Assim, você vai desenvolver as suas competências e conhecimentos para operar sistemas automatizados — tanto em equipe quanto individualmente — e será capaz de propor soluções que contribuam com a produtividade da empresa.

Como profissional, você vai atuar na automatização de atividades conhecidas como “processos contínuos” que, por meio de operações biofisicoquímicas, envolvem a transformação ininterrupta de materiais.

Além disso, você também deve estar preparado para realizar a execução de projetos, implementação e supervisão de sistemas de automação. Ou seja, são responsabilidades de alto nível e apenas os profissionais mais qualificados poderão assumi-las nas companhias.

Como você pôde conferir neste conteúdo, a tendência é que a automação industrial domine os processos nas fábricas, indústrias e empresas dos mais variados segmentos do mercado nos próximos anos.

Sendo assim, é fundamental projetar cenários futuros e começar a se atualizar desde já, para não correr o risco de ser ultrapassado.

O SENAI oferece a formação de Automação Industrial em nível técnico e tecnológico. Entenda mais a diferença entre elas clicando aqui.