O que faz um profissional de Eletromecânica

A aplicação da eletromecânica está no nosso dia a dia, sendo uma das principais responsáveis pelo funcionamento de eletrodomésticos. Apesar da complexidade que pode demonstrar, essa especialidade está em todo tipo de aparelhos e equipamentos elétricos (como geladeira, máquina de lavar e ventilador) e transportes (trem e veículos elétricos).

Isso acontece porque a eletromecânica combina conhecimentos das áreas de eletrotécnica e da mecânica, ocupando-se de dispositivos que têm a capacidade de converter energia elétrica em energia mecânica utilizando um sistema de engrenagens e campos magnéticos.

Os sistemas elétricos podem ser alimentados por diferentes fontes de corrente como baterias, inversores e redes elétricas, por exemplo. O avanço tecnológico tem modificado a composição e o funcionamento de dispositivos na busca de mais eficiência, colocando o setor eletromecânico em um constante desafio de evoluir seus componentes e processos, tornando-os cada vez mais inovadores e sustentáveis.

Importância do profissional capacitado em eletromecânica

A área de eletromecânica é fundamental para a indústria, englobando dos processos manuais até os mais tecnológicos. O profissional técnico é capacitado para dominar os dois campos: a eletricidade e a mecânica.

Dessa forma, a formação abre muitas possibilidades de atuação no mercado de trabalho coordenando, planejando, executando, operando e desenvolvendo sistemas elétricos e mecânicos. Além disso, a eletromecânica é parte fundamental da automação de processos, cumprindo um importante papel em segmentos como segmentos tecnológicos, como o de metalmecânica, alimentação, automotivo, logística, petroquímica, bebidas, couro e calçados, construção civil e energia.

Por isso, a indústria é o principal ambiente do profissional de eletromecânica. Hoje, com a implementação de tecnologias da indústria 4.0, independente do porte, o setor industrial demanda de profissionais com competência para realizar atividades relacionadas à automação e controle. Assim, a formação em Eletromecânica passa a ter uma importância cada vez maior para o desenvolvimento da indústria.

O profissional de eletromecânica é altamente requisitado no mercado atual. De acordo com Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, a área de controle de produção – da qual a eletromecânica faz parte – tem uma demanda de aperfeiçoamento de 11,6 mil profissionais de nível técnico. Ou seja, existe uma grande necessidade de formação para atuar nesse setor industrial do Rio Grande do Sul. Com a alta demanda de trabalho, o setor de eletromecânica oferece salários acima da média na indústria do Estado (conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2020).

Formação técnica

O segmento de eletromecânica busca um perfil profissional dinâmico e versátil que, durante o curso técnico, vai ser qualificado para apoiar a gestão da produção de peças e componentes, da montagem e manutenção de sistemas mecânicos, elétricos e automatizados e atuar no desenvolvimento de projetos de sistemas eletromecânicos de máquinas e equipamentos industriais, atendendo as normas e padrões técnicos, de qualidade, saúde e segurança e de meio ambiente.

O curso técnico em Eletromecânica do SENAI é organizado em quatro módulos, totalizando 1.440 horas de formação, compostos por conhecimentos sobre fabricação mecânica aplicada à manutenção e à montagem, montagem de sistemas elétricos e mecânicos, planejamento e controle da manutenção, manutenção de sistemas automatizados e controladores lógicos programáveis.

O que faz um profissional da área de Calçados

A Indústria Calçadista brasileira exportou U$ 1.310 Mi em 2022, conforme o Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil 2023. Desta forma, ultrapassando, inclusive, o número de exportações ocorridas em 2019, previamente à pandemia de Covid-19, que foi de U$ 972 Mi.  

Para 2024, a indústria calçadista está otimista, prevê alcançar U$ 1.196,1 Mi e 132,4 mi de pares de calçados em exportações. E, de acordo com os dados do último BFSHOW (Brazilian Footwear Show), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), é prevista uma produção de 857,8 milhões de pares, um crescimento de 2,2% em comparação a 2023. 

Como funciona a área de calçados? 

A fabricação de calçados funciona a partir de 4 principais etapas, seguidas por processos específicos, que vão sendo feitos em diferentes setores da fábrica: 

Pesquisa & Desenvolvimento 

  1. Design: momento de idealização do calçado conforme o seu público-alvo, desde o seu estilo e formato a cores e materiais; 
  1. Desenvolvimento de Materiais e Seleção de Fornecedores: são preparados a matéria prima, o artigo e as combinações de cores, e desenvolvidos outros materiais e componentes para cada parte do calçado, conforme fase de idealização durante o design.  

Modelagem

Nesta etapa ocorre a prototipação da ideia para avaliar a viabilidade de produção em maior escala. Há a criação de moldes e um primeiro modelo.

  1. Modelagem criativa: confecção de maquete/mockup para teste de calce; 
  1. Modelagem de produção: confecção de teste de escala, relacionada à grade de numeração, e confecção de teste de cores. Produzido 1 a 2 pares de cada número, para verificação de cores. 

Preparação de materiais 

  1. Corte: após testes, ajustes e aprovação final do protótipo e seus moldes inicia-se o corte em escala industrial. Primeiro há o corte das peças separadas, como cabedal e tiras, que podem ser de couro, sintético ou tecido, e passa-se à preparação;
  1. Dublagem: a dublagem é uma técnica que une e adesiva tecidos para aumentar a durabilidade e proporcionar impermeabilização e maior conforto;
  1. Preparação: Na preparação, as peças ganham maior detalhamento, são aparadas, perfuradas e chanfradas, com rebaixamento ou afinamento nas bordas com finalidade de melhorar o aspecto visual e deixando-as prontas para a costura e a montagem;
  1. Pré-fabricação: o setor de pré-fabricado é responsável pela construção da parte inferior do calçado: solados, palmilha externa, entressola, pinturas de solado, saltos e forração do salto.  

 Montagem

  1. Costura: etapa em que o cabedal é costurado, unindo as partes anteriormente cortadas e chanfradas. Essa fase pode ser manual com auxílio de máquina de costura ou automatizada utilizando-se de máquinas específicas;
  1. Montagem: nesta fase o cabedal, o solado e a palmilha são unidos formando o calçado. Podem ser usados métodos como costura, colagem e prensagem, geralmente associado a um maquinário de montagem, como de bico (frente do calçado) enfranque (meio do calçado) e traseiro (calcanhar do calçado);
  1. Acabamento: o calçado recebe os detalhamentos finais com polimento, atacador (popularmente conhecidos como “cadarços”), palmilha de montagem, limpeza de cabedal e solado, brilho, entre outros retoques necessários;
  1. Controle de Qualidade: Durante todo o processo de acabamento vai sendo feito o controle de qualidade relativo aos detalhes de fabricação e para garantir a qualidade prevista durante o projeto inicial;
  1. Embalagem e armazenamento: momento final em que os pares são embalados em caixas que os indiquem modelo, cor, tamanho e outras características importantes para sua identificação, e armazenados para posterior transporte.  

Importância de um profissional capacitado no setor de calçados 

Devido à grande competitividade do setor de calçados, as indústrias buscam por profissionais capacitados e que se mantêm atualizados com as tendências da moda calçadista. Esses profissionais devem ser capazes de levar inovações em design e materiais que permitam destaque da marca no mercado.  

A área ainda busca profissionais engajados na redução de impactos ambientais, explorando maneiras de ampliar a sustentabilidade durante os processos de produção, ampliando a excelência dos produtos e na identificação da marca.  

Os avanços tecnológicos e investimentos na indústria calçadista, principalmente devido à perspectiva de crescimento de 2,2% na produção deste ano, demandam profissionais altamente qualificados, capazes de atuar na operação de equipamentos automatizados e tecnologias de processamento computadorizadas. 

Formação técnica em calçados

A Metodologia SENAI de Educação Profissional do Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS prepara profissionais capacitados para produzir e gerir a produção de calçados, respeitando procedimentos e normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança e de meio ambiente. 

Nossa metodologia está de acordo com as expectativas de empresários e de representantes da indústria calçadista quanto às competências profissionais necessárias para o atendimento das exigências do meio produtivo. 

O Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS possui carga horária de 1.272 horas e algumas das unidades curriculares que constam no curso são: Introdução à Qualidade e Produtividade, Desenvolvimento Digital de Calçados, Planejamento e Controle da Produção e Coordenação de Equipes.

O que faz um profissional de Química e de Petroquímica

Os profissionais de Química e Petroquímica desempenham papéis essenciais na indústria. Suas atividades contribuem para a produção e desenvolvimento de uma ampla gama de produtos químicos que impactam diretamente a nossa vida cotidiana. Apesar das classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito “petroquímica”, devido as especificidades do setor, tanto a química quanto a petroquímica possuem cursos de formações distintos. 

A Indústria Química Brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), é a 6ª maior do mundo. Fechou 2023 com um faturamento líquido de USD 167,4 bilhões, representando também o 3º maior setor industrial do PIB brasileiro. É considerada ainda a mais sustentável, pois possui uma matriz elétrica composta por 82,9% de fontes renováveis – enquanto no mundo a média é de 28,6% – e emite de 5% a 51% menos CO2, em relação às indústrias internacionais, para cada tonelada de químicos produzida. 

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há uma expectativa de crescimento na produção e na força de trabalho na indústria como um todo ao longo de 2024, visto que o indicador de expectativa sobre quantidades exportadas chegou a 53,8 pontos em janeiro, um avanço de 2,9 pontos em comparação com dezembro de 2023. E para acompanhar essa demanda, é fundamental a formação de profissionais nas áreas de química e petroquímica. 

O que são Química e Petroquímica 

A Química, como ciência, engloba o estudo das propriedades, composição e reatividade da matéria. Suas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos químicos inorgânicos, orgânicos, farmacêuticos, explosivos, defensivos agrícolas, produtos de higiene e limpeza, tintas, plásticos, entre outros.  

A Petroquímica concentra-se na transformação de matérias-primas obtidas da indústria de energia como derivadas do petróleo (Nafta) e gás natural em uma variedade de produtos (solventes, polímeros, etc). Essas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos petroquímicos básicos, intermediários de reações químicas, resinas termoplásticas, termofixas e elastômeros. Essas indústrias estão em constante preocupação com a sustentabilidade e a necessidade de reduzir a dependência de recursos não renováveis como petróleo, e investem fortemente na pesquisa e utilização de fontes alternativas de matérias-primas.  

Aliás, um dos grandes esforços atuais da indústria é a transição energética, que busca o uso de matérias-primas renováveis com foco na redução e, idealmente, neutralização das emissões de carbono na atmosfera, impactando positivamente contra o aquecimento global. Os profissionais que trabalham neste setor acabam colaborando ativamente com essas transformações. 

Importância de profissionais capacitados nos setores 

Profissionais capacitados em química e petroquímica desempenham um papel crucial na garantia da segurança, eficiência e inovação nessas áreas. Suas habilidades são essenciais para o desenvolvimento e para a operação de processos químicos, controle de qualidade, pesquisa e inovação, contribuindo para o avanço tecnológico e a sustentabilidade dessas indústrias. Além disso, a expertise desses profissionais é fundamental para lidar com desafios ambientais e de segurança, garantindo práticas responsáveis e conformidade regulatória. 

E, para quem quiser se transformar em um profissional em química ou em petroquímica, é preferencial ter alguma facilidade para aprender matérias exatas. Compreender os princípios básicos de química, física e matemática e/ou ter disponibilidade de se atualizar sobre esses conceitos é importante para aprofundar-se nas especificidades de cada formação e escalar conhecimentos ao longo de sua carreira profissional.

Formação técnica 

Com o objetivo de aliar teoria e prática, a Metodologia SENAI de Educação Profissional permite aos alunos passarem por diferentes situações de vivência, aprendizagem e trabalho que lhe conferem uma prática profissional intrínseca ao currículo de suas formações.  

O Curso Técnico em Química do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para realizar amostragens, análises químicas, físico-químicas, instrumentais e microbiológicas, operar processos químicos, atuar no desenvolvimento de produtos e serviços e realizar a gestão técnica dos processos químicos, zelando por padrões de qualidade e pela integridade de pessoas, do meio ambiente e das instalações. O curso é oferecido na modalidade presencial e semi-presencial e algumas das unidades curriculares que constam são: Análises Químicas e Química aplicada a processos químicos. 

O Curso Técnico em Petroquímica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para operar e controlar os sistemas petroquímicos, seguindo padrões técnicos, de qualidade, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. Entre suas unidades curriculares estão: Processos da Industria Petroquímica e Instrumentação e Controle Aplicados nos Processos Petroquímicos. 

Além de hard skills, nossos cursos técnicos também possibilitam o desenvolvimento de capacidades socioemocionais que se relacionam à criatividade, promoção da inovação, estudo de forças e fragilidades, capacidade de análise, engajamento em equipe, ética, comportamento social e cidadania. Habilidades, essas, que são fundamentais para a formação de profissionais com os perfis desejados pelo mercado. 

4 tendências da Indústria 4.0 para se preparar

A Indústria 4.0 é um conceito que engloba o uso de tecnologias avançadas para proporcionar inovação, automação e melhorias nos processos de manufatura. Os robôs inteligentes fazem parte dessa revolução industrial e atuar em parceria com os homens.

Essa evolução está levando eficiência e lucratividade para os negócios. Assim, existe a necessidade dos profissionais se adaptarem e qualificarem para esse novo contexto, aprendendo a conciliar os seus conhecimentos e habilidades com a tecnologia.

Mantenha-se atualizado!

A maneira de trabalhar e de se comunicar com as outras pessoas mudou muito rápido nos últimos anos. O primeiro celular chegou ao Brasil em 1990 e só fazia ligações telefônicas. Em 2001, já foi criado um celular que enviava mensagens e fazia fotografias. A tecnologia avançou e hoje existem múltiplos modelos de aparelhos inteligentes, os famosos smartphones.

O que isso quer dizer? O profissional de 1990 precisou seguir as mudanças e passou das ligações para as conversas pelo WhatsApp. Da mesma forma, é preciso acompanhar as tendências do mercado para identificar quais serão as novas maneiras de trabalhar daqui para frente.

Cada vez mais, a tecnologia está fazendo parte do contexto social e toma proporções maiores a todo momento. Você pode observar pelos smartwatches, smart TV’s e outros dispositivos domésticos conectados à rede. Quem não se adapta a nova realidade e busca conhecer o funcionamento das novas tecnologias, fica para trás.

Principais tendências da Indústria 4.0

1. Conectividade

Equipamentos tecnológicos estão cada vez mais conectados para gerar automação nas fábricas. Alguns sensores são implantados nas máquinas para captar diferentes dados e logo encaminhados para a nuvem e sistemas inteligentes a fim de levar informações relevantes para o gestor.

Softwares, aplicativos e plataformas estão cada vez mais integrados para trazer automação e eficiência às fábricas. Os dados coletados têm a função de formular insights para alcançar melhorias na gestão do negócio.

2. Simulação digital

Hoje, uma das principais prioridades é diminuir a perda de recursos na elaboração de protótipos de produtos. A tecnologia da indústria 4.0 tem o papel de diminuir esses custos da empresa. O modelo de um avião, por exemplo, pode ser formado a partir de simulação digital.

Ainda é possível verificar como devem ficar os processos industriais sem a necessidade de parar toda a produção. Essa simulação digital facilita a identificação de erros e a correção deles antes mesmo de iniciar a fabricação dos produtos.

A Siemens é uma empresa que já investe nesse modelo de tecnologia: durante a Feira de Hannover, na Alemanha, o conceito foi apresentado para os demais empresários. Ela mostrou um case na indústria automotiva, unindo a tecnologia dos softwares para acompanhar a produção de um veículo a partir da criação de um protótipo digital.

3. Robôs em parceria com humanos

A indústria valoriza a colaboração entre os homens e os robôs. Essa tendência é denominada de “cobot”: equipamentos pequenos fazem algumas tarefas manuais, enquanto a gestão deles é feita pelos homens.

O investimento no cobot não é tão alto quanto em um robô que realiza todas as demandas. Por isso, acredita-se que essa é uma opção mais viável para as indústrias. Uma versão semelhante dessa funcionalidade pode ser observada nas cirurgias realizadas por robôs. Um médico acompanha o procedimento em vídeo, enquanto o equipamento faz o “trabalho braçal”.

A tecnologia, então, permite conciliar os movimentos sensitivos dos homens e a precisão e agilidade de um robô. Os cobots são utilizados nas indústrias para desenvolver atividades consideradas inseguras para as pessoas, complementando o desenvolvimento das tarefas.

4. Fábricas inteligentes

A computação em nuvem, a inteligência artificial e a internet das coisas (IoT) já integram os ambientes fabris e impactam diretamente na produtividade e eficiência das indústrias. Com esse avanço, as máquinas compartilham informações, registram estatísticas e promovem o desligamento automático de algum equipamento caso seja identificado um problema de segurança ou desempenho.

A conectividade das máquinas com a internet tem facilitado o rastreamento das peças, a análise da capacidade produtiva e a elaboração de planos de manutenção mais eficientes.

A IoT auxilia os gestores nos processos de tomada de decisão, pois disponibiliza as informações certas no momento em que são necessárias. Ela compara dados anteriores aos registrados no dia atual, gerando uma informação relevante para quem atua no segmento.

A computação em nuvem, por sua vez, tem o papel de armazenar os dados e permitir que eles sejam utilizados depois para criar análises sobre o negócio.

Como o profissional pode se preparar para elas

É possível notar que as principais tendências da Indústria 4.0 estão revolucionando a forma de trabalhar nesses ambientes. Logo, o profissional precisa estar atento às mudanças e avanços do setor.

A Ambev, por exemplo, implantou a automação nos seus processos para melhorar o controle no resfriamento da cerveja. A Volkswagen Brasil utiliza a tecnologia para simulação de projetos a fim de levar agilidade e flexibilidade ao seu ambiente. Ela também investe no treinamento da equipe para que todos saibam utilizar as novas ferramentas.

Sendo assim, a melhor maneira de se preparar para essas mudanças é incentivar a inovação na fábrica em que já atua para sair na frente dos concorrentes. É fundamental buscar cursos de formação continuada para aprender como lidar com as novas tecnologias que surgem.

Os cursos de pós-graduação também são importantes, pois eles estimulam a troca de experiências entre os participantes e integram os principais conceitos às práticas na indústria. Então, o estudante aprende a reduzir os erros e a aumentar a segurança na manufatura com o uso da tecnologia.

As tendências da Indústria 4.0 já revolucionam as fábricas com a implantação de processos mais inteligentes. Agora, cabe ao profissional buscar maneiras de se preparar para esse contexto e saber atuar nesse novo mercado.

A importância da Automação na produção industrial e como estimulá-la

Um dos principais motores que impulsiona o desempenho crescente das empresas é a automação na produção industrial. Em tempos de um mercado tão competitivo, investir em automação tornou-se imprescindível. Entretanto, é natural que alguns desafios surjam na hora de implementar estratégias de automação.

Afinal, por que é tão importante investir em automação? Qual é o papel da tecnologia nesse processo? Como fazer a automação na indústria? Veja:

Quais são os tipos de automação de processos na indústria?

O conceito de automação industrial se refere à adoção de soluções, como ferramentas físicas, mecanismos analógicos, softwares, entre outros, para automatizar processos produtivos. Porém, existem diferentes maneiras de fazer isso. Acompanhe quais são os três tipos de automação que você pode implementar na indústria:

Automação fixa

A principal característica desse modelo é a rigidez da configuração feita nos equipamentos. Em outras palavras, é criada uma lógica de execução específica que não se altera enquanto o trabalho é realizado, a não ser que seja elaborado um projeto totalmente novo.

A vantagem é o ganho de produtividade que essa técnica oferece, sobretudo para modelos de produção industrial em larga escala.

Automação programável

Uma forma de evolução da automação fixa é o tipo programável, que permite trabalhar com um leque mais amplo de possibilidades. Na prática, isso significa que diferentes lógicas de execução estão disponíveis para o equipamento, cada uma para um tipo diferente de mercadoria. Logo, uma mesma linha de produção pode gerar diferentes produtos ou partes para compô-los.

O sistema conta com um controlador, no qual são inseridas as configurações e é selecionada a lógica que deve ser aplicada para o próximo ciclo. Assim, é disparada a produção de um lote, cujas especificações e quantidades são predeterminadas.

Nesse caso, vale destacar que a configuração plural do equipamento toma um pouco mais de tempo. Por isso, é fundamental que o planejamento seja eficiente, evitando a necessidade de ajustes constantes nos parâmetros (de forma física ou digital).

Automação flexível

O tipo flexível, por sua vez, também opera com um leque de configurações distintas, mas pode ser ajustado por meio de comandos que alteram o design do material fabricado. Em geral, isso pode ser feito de maneira bem ágil pelo operador.

Consequentemente, não há uma perda de tempo tão grande com ajustes finos, facilitando a produção de lotes variados com um ritmo mais estável.

Qual é a relação entre automação e tecnologia?

A primeira Revolução Industrial é fruto direto de um processo de automação que, por sua vez, só foi possível devido à aplicação inteligente da tecnologia. Os primeiros modelos de produção em série e o domínio da força mecânica a vapor estão por trás desse momento histórico. De lá para cá, outras três Revoluções Industriais ocorreram e, em todos os casos, os avanços da tecnologia têm papel de protagonismo.

Do domínio da energia elétrica, passando pela adoção da computação lógica e chegando à Transformação Digital, a automação está sempre presente. A todo momento, são as novas tecnologias (e novos métodos) que permitem que ela ocorra a níveis cada vez mais altos.

Na Indústria 4.0, por exemplo, a automação vai além do processos produtivos e alcança as tomadas de decisão. Promovendo sensoriamento e conectividade com a Internet das Coisas (IoT), você pode transformar dados em insights relevantes que otimizam tomadas de decisões. A manutenção antecipa falhas; o marketing dispara automaticamente ações personalizadas para cada cliente; a produção é sob demanda.

Logo, as possibilidades se multiplicam, dependendo basicamente da criatividade da empresa e, é claro, das tecnologias que ela tem à disposição.

Como impulsionar a automação na produção industrial?

Existem diversas estratégias de aplicação da automação na produção industrial. Em geral, definir o caminho certo a seguir depende do mercado no qual a empresa atua, das demandas específicas do seu consumidor e, principalmente, da sua dinâmica própria de funcionamento. É sempre bom ter em mente que a Indústria 4.0 incentiva uma atuação inovadora, personalizada e criativa.

Tendo isso em mente, algumas ações mais específicas trazem benefícios pontuais e significativos para a indústria. A seguir, detalhamos um passo a passo para ajudar você a impulsionar a automação na sua empresa:

Planeje sua estratégia

Toda mudança estratégica exige compreender o cenário atual da empresa, traçar metas e monitorar as ações implementadas. Por isso, o primeiro passo é planejar sua estratégia. Verifique o que está sendo feito pela concorrência, pesquise o mercado, entenda as possibilidades de investimento em tecnologia na sua empresa e crie metas realistas de curto e longo prazo.

Conheça as tecnologias disponíveis

Manter-se atualizado é fundamental. A tecnologia é uma força propulsora da automação, assim como da evolução dos processos produtivos como um todo. Então, existem dois pontos de vista que você deve assumir:

  • Primeiramente, entenda quais tecnologias são tendências inevitáveis: todos os concorrentes adotaram e tudo indica que quem não se adaptar vai perder espaço no mercado. A computação na nuvem e a integração de dados, por exemplo, se tornaram pilares essenciais da infraestrutura de TI;
  • Para complementar, observe as oportunidades. Aqui estão as tecnologias que ainda não são consenso no seu nicho, mas têm potencial. Além da Internet das Coisas, podemos destacar o Big Data e a Inteligência Artificial (IA) em suas mais variadas formas, entre elas o Machine Learning.

Invista em tecnologia e capacitação

Um ponto crucial para o sucesso da automação na indústria é a presença de profissionais com capacitação de qualidade para lidar com processos desse tipo. Muitas vezes, vale a pena buscar um especialista ou mesmo uma consultoria para implementar uma tecnologia específica. Entretanto, geralmente é muito mais viável capacitar seus próprios funcionários e direcionar a formação às suas demandas específicas.

O investimento é menor, principalmente se considerarmos os custos de selecionar e contratar novos profissionais. Ainda assim, tudo isso deve ser medido de acordo com suas necessidades. Sua referência deve ser a qualidade. Se vai implementar um projeto tecnológico mais amplo, não abra mão de uma equipe capacitada para isso.

Por fim, lembre-se de planejar em curto e longo prazo para permitir a escalabilidade da automação. Isso significa abrir espaço para uma evolução constante, trazendo resultados melhores e garantindo um diferencial frente à concorrência.

Não há segredo: a automação na produção industrial é uma necessidade para todas as empresas e quem investe em inovação tecnológica está sempre um passo a frente. Então, coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor.

Conte com o SENAI para se capacitar e qualificar sua equipe na área tecnológica e, ainda, desenvolver e aplicar tecnologia em sua empresa.

O que faz um profissional de Mecatrônica 

A mecatrônica é uma área estratégica no contexto da Indústria 4.0, pois atua diretamente na automatização dos processos de manufatura. Combina diferentes áreas do conhecimento como: elétrica, eletrônica, mecânica, robótica e informática que alavancam o desenvolvimento de fábricas mais modernas e tecnológicas. 

O profissional da área de mecatrônica atua no desenvolvimento, implementação e manutenção de sistemas automatizados de produção, aplicando diferentes tecnologias – como modelagem virtual e prototipação de componentes mecânicos, eletropneumática, sistemas lógicos programáveis, interfaces de sistemas com usuários, gerenciamento de dados e indicadores de sistemas. 

Por isso, a mecatrônica é uma área de atuação com alta demanda profissional, já que está relacionada a todo tipo de produção industrial tecnológica. Existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Mecatrônica até 2025, conforme o Mapa do Trabalho de 2022 divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A mecatrônica é uma das áreas com expressivo crescimento na indústria. 

O que é a mecatrônica? 

O termo “mecatrônica” originou-se na década de 1960, quando os profissionais começaram a fundir os campos da engenharia mecânica e eletrônica, mas os recentes avanços em inteligência artificial (IA), blockchain, Internet das Coisas (IoT), robótica e outras novas tecnologias têm impulsionado a área. 

A mecatrônica envolve diferentes áreas do conhecimento e atua diretamente na automatização de processos produtivos, dentro dos mais diversos setores, como o alimentício, automobilístico, têxtil, farmacêutico e outros, sendo imprescindível no desenvolvimento da Indústria 4.0.

Importância do profissional capacitado no setor 

A crescente modernização das indústrias, exige a presença de profissionais capacitados para atuarem nas linhas de produção, bem como na aplicação e uso de diferentes tecnologias. A mecatrônica é uma base essencial para o crescimento e alavancagem da indústria e de seus processos produtivos.  

Ao realizar um curso técnico em mecatrônica, o profissional é preparado para atuar em diferentes contextos do processo produtivo, que envolvem a desde a manutenção dos sistemas, até a implementação e desenvolvimento de máquinas e equipamentos do setor industrial, com o uso de diferentes tecnologias como a pneumática, robótica, controladores programáveis – que compõem uma linha de produção automatizada. Portanto, ter afinidade com a tecnologia é fundamental. 

Formação técnica 

O profissional técnico em mecatrônica vai atuar no desenvolvimento e implementação de circuitos, componentes e sistemas automatizados de manufatura, bem como na sua manutenção. 

O curso técnico vai prepará-lo de forma direcionada para atuar na área, introduzindo o estudante à diferentes contextos, como a eletrônica e mecânica, além de disciplinas específicas como acionamentos eletroeletrônicos, sistemas lógicos programáveis, processos de manufatura e tecnologias da informação e comunicação aplicadas à Indústria 4.0

Grand Prix SENAI de Inovação: uma experiência maker 

Um dos principais valores da educação profissional do SENAI é o “aprender na prática”, que incentiva uma metodologia de visualizar e aplicar conhecimentos teóricos em desafios reais. Essa metodologia perpassa todas as modalidades de ensino que são oferecidas pelo SENAI: desde jovem aprendiz à pós-graduação. 

Aprender na prática não é apenas um conceito, é um método que exige uma infraestrutura preparada para atender às necessidades desse tipo de aprendizado e agregar à experiência do aluno. 

É por isso que o SENAI promove experiências para além da sala de aula, envolvendo estudantes e empresas parceiras para solucionar desafios reais da indústria. Uma dessas experiências é o Grand Prix de Inovação

O que é o Grand Prix 

O Grand Prix é uma corrida de inovação aberta em que equipes multidisciplinares, chamadas “escuderias”, criam ideias que solucionam os problemas apresentados por empresas da sua região, em áreas como mobilidade, sustentabilidade, inclusão, segurança e outros. 

Após a fase de ideação, as escuderias desenvolvem e prototipam suas soluções. Para essa prototipação, combina-se métodos de inovação aberta e criatividade, conceitos de empreendedorismo, redes colaborativas e profissionais multidisciplinares, com a utilização de materiais diversos e softwares para prototipagem em 2D e 3D. 

Dessa forma, a construção dessas soluções torna-se dinâmica e apresenta uma diversidade de produtos que possuem potencial para implementação. 

Cada escuderia pode ter até cinco integrantes e são orientadas por um professor ou instrutor. As escuderias são categorizadas em três níveis: 

  • Júnior, para alunos do ensino médio; 
  • Avançado, para estudantes de cursos técnicos, de qualificação, aperfeiçoamento ou de aprendizagem;  
  • Sênior, composto por alunos da graduação. 

Ao final da etapa de prototipação, as equipes podem elaborar um Business Model Canvas e, por último, acontece o pitch no qual a proposta é apresentada ao público e uma banca de avaliadores técnicos. 

O GP pode ser realizado em nível escolar, regional e nacional, de forma presencial ou virtual. Além disso, o projeto pode integrar escolas do SENAI junto de outras escolas e instituições de ensino do estado e município. Um evento de GP tem de 8 horas a até dois dias de duração, conforme os desafios e o número de escuderias envolvidas. 

O Grand Prix em 2022 

Neste ano, o projeto MoviTec, da escuderia “4. Innovators” dos alunos do Instituto SENAI de Tecnologia em Mecatrônica, de Caxias do Sul, conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Júnior no tema Indústria 4.0. O desafio foi o de buscarem solução para um sistema de manutenção preditiva de máquinas, proposto pela empresa SKA, que desenvolve softwares para engenharia e soluções tecnológicas para diversos segmentos. 

Escuderia 4. Innovators: Eduarda Gabriela Menegotto, Mateus Gabriel Hillebrand, Samuel Martins Brauner e Rafael Dos Santos Machado, do Instituto SENAI de Tecnologia em Mecatrônica​ – 1º lugar nível Junior.

Com recorde de inscrições, o GP de 2022 teve a participação de 6.095 competidores em nível nacional, divididos em 1.450 escuderias, com desafios propostos em cinco áreas temáticas: Alimentos e Bebidas, Automação, Construção Civil, Indústria 4.0 e Tecnologia da Informação. 

Além da etapa nacional, escolas do SENAI-RS realizaram etapas locais e regionais fomentando a integração dos alunos e a inovação tecnológica 

SAGA SENAI 

O Grand Prix faz parte da SAGA SENAI de Inovação, que contempla três momentos, sendo o GP o primeiro. O próximo passo é o Desafio SENAI de Projetos Integradores, que é uma competição com duração de seis meses em que equipes multidisciplinares desenvolvem soluções e protótipos funcionais para os problemas estudados no GP. 

Por último, o Inova SENAI é o momento em que os projetos serão apresentados às empresas e a banca examinadora, com a intenção de que os alunos interajam com profissionais da indústria e, até mesmo, investidores interessados nos protótipos. Esse é o momento em que os projetos com maior destaque recebem o Prêmio Inova SENAI durante o Mundo SENAI

Assim, a SAGA SENAI de Inovação inspira ações empreendedoras que colaboram na preparação dos estudantes para os desafios contemporâneos e promove a criatividade, a inovação e o empreendedorismo na educação e tecnologia. 

A importância da cultura maker no processo de aprendizagem 

A cultura maker, que incentiva o “faça você mesmo”, propõe o aprendizado na prática, embasado na busca por soluções criativas, experimentais, inovadoras e colaborativas. O aprendizado na prática inclui o acesso ao conhecimento e a ferramentas certas, oportunizando, assim, o ambiente compatível para que essa solução se desenvolva. 

Tecnologias como a de impressoras 3D, máquinas de corte à laser, kits de robótica e o acesso à internet são algumas das ferramentas que impulsionam a cultura do faça-você-mesmo. Além disso, esse tipo de aprendizado incentiva o engajamento e a colaboração dos estudantes, já que o modelo tradicional de ensino tem como um de suas principais dificuldades promover o engajamento e o protagonismo. 

Nesse contexto, fomentar metodologias ativas como a maker transforma a realidade do estudante e dá a eles possibilidades de desenvolver mais habilidades para a vida profissional. 

Como construir um bom plano de carreira na indústria?

Diante das novas exigências do mercado de trabalho, é preciso oferecer um bom plano de carreira, pois é ele que vai garantir a ascensão dos trabalhadores na empresa. 

Além disso, os avanços tecnológicos têm representado um impacto direto sobre o futuro do trabalho, com a reconfiguração de funções.

Nesse cenário, é preciso criar estratégias para conciliar as competências esperadas pela indústria, com as necessidades dos seus trabalhadores, buscando sempre o aprendizado contínuo da equipe, para que eles estejam atualizados e de acordo com as tendências de mercado.

Ao longo desta leitura, trazemos para você dicas de como construir um bom plano de carreira na indústria. Acompanhe:

Características do plano de carreira

O plano de carreira pode ser individual ou elaborado por setor, caracterizado como uma estruturação que consta os objetivos, as metas e as expectativas de cada cargo. Em suma, ele serve para mostrar aos empregados exatamente onde estão e o que precisam fazer para conquistar cargos mais altos.

Com isso, todos se sentem mais estimulados a permanecer na empresa e a oferecer as suas melhores entregas, pois sabem o caminho que têm que percorrer para alcançar os objetivos pessoais e da própria corporação.

Quando bem-fundamentado e estruturado, o plano de carreira consegue esboçar os rumos da vida profissional dos trabalhadores, fazendo com que eles saibam o que esperar do futuro.

Quando a indústria conta com um bom plano de carreira, ela garante profissionais mais comprometidos e entusiasmados a acompanhar os avanços tecnológicos que permeiam esse mercado, mantendo-os atualizados sobre tudo o que acontece.

A tecnologia e as mudanças no mercado de trabalho

É possível perceber uma grande mudança no mercado de trabalho nos últimos anos. Se você olhar para as gerações anteriores, dos seus pais, tios ou mesmo avós, perceberá que eles permaneciam muito mais tempo nos empregos. Aliás, um profissional bem-sucedido até a década de 70 e 80 era aquele que conquistava o seu primeiro emprego e permanecia nele até se aposentar.

Com o passar dos anos, esse quadro foi se modificando e, hoje, é possível perceber que as novas gerações de trabalhadores não têm receio de mudar de emprego e traçar a sua própria história.

Esse fato é decorrente também dos avanços da tecnologia, que deixaram as informações mais acessíveis e próximas de todos, a exemplo da popularização da internet e dos smartphones.

Na indústria, os avanços tecnológicos também já são uma realidade, impactando diretamente na forma de trabalho e nas competências esperadas dos profissionais atuantes no mercado. Para o trabalhador, é preciso ter atenção a essa realidade para garantir a sua empregabilidade, pois as máquinas já fazem parte do cotidiano de trabalho de todo o universo corporativo e industrial.

E é justamente por esse motivo que as empresas procuram contratar candidatos familiarizados com as novas tecnologias. Isso porque esses recursos representam um importante diferencial competitivo, não só em termos de aumento de produção, mas também de qualidade dos produtos e serviços ofertados.

Nesse cenário, tanto empresas quanto funcionários devem estar preparados para o fenômeno da Indústria 4.0, pois esse já é um caminho sem volta.

No entanto, isso não significa que as máquinas tomarão o lugar dos trabalhadores. O que acontece é que os profissionais da indústria passam a exercer funções de comando e otimização de processos. Para isso, utilizam as ferramentas tecnológicas de automação, que ajudam na inovação, fator fundamental para a competitividade de qualquer negócio.

Como construir ou rever um plano de carreira na indústria

Construir um plano de carreira requer estar por dentro das exigências do mercado, a fim de potencializar o crescimento do negócio e também dos funcionários.

Separamos para você os principais tópicos para construir ou rever um plano de carreira na indústria. Veja:

Conheça e liste as competências adquiridas

Ao longo da trajetória profissional, somam-se competências importantes e que podem ser aproveitadas como diferenciais competitivos para a sua permanência no mercado, promoções e até mesmo uma transição de carreira dentro da empresa.

Mapeie as novas competências exigidas pelo mercado

Estar atualizado sobre as novas exigências do mercado é fundamental para garantir a competitividade da empresa. Por isso, pesquise entre os concorrentes do seu segmento quais são as habilidades e competências esperadas para os cargos mais importantes para o negócio.

Invista na atualização do conhecimento da equipe

Os avanços tecnológicos acontecem com muita rapidez, por isso, é preciso ter atenção e procurar a atualização de conhecimento dos trabalhadores, que pode ser feita por meio de:

  • cursos;
  • palestras;
  • workshops.

Assim, você também consegue entender como as ferramentas tecnológicas estão impactando nas funções.

Tenha atenção às competências e habilidades comportamentais

Apesar de as competências técnicas serem muito importantes, principalmente para acompanhar os avanços da Indústria 4.0, também é preciso ter atenção às competências comportamentais dos seus empregados. São exemplos dessas competências:

  • capacidade de trabalhar em equipe;
  • boa comunicação interpessoal;
  • liderança;
  • resiliência;
  • capacidade de trabalhar sob pressão.

Isso porque as empresas têm contratado pelas competências técnicas e demitido por falta de habilidades comportamentais. Logo, considere desenvolvê-las em sua equipe para garantir os resultados esperados.

Defina e revise constantemente metas e objetivos

Em qual posição você quer ver seus trabalhadores daqui a 5 ou 10 anos? É preciso visualizar e definir metas e, ainda, revisá-las com frequência, a fim de manter todos atualizado sobre tudo o que acontece na sua empresa e no mercado de trabalho.

Logo, não tenha medo de revisar as metas e os objetivos junto com os seus colaboradores e fazer as adequações necessárias para alcançar as aspirações profissionais desejadas por eles.

Como vimos ao longo deste artigo, construir um plano de carreira na indústria requer estar atualizado sobre as tendências, principalmente àquelas relacionadas à tecnologia e à inovação, e também estar de olho no mercado. Com isso, é possível formar equipes de alta performance.

Se você gostou deste artigo sobre plano de carreira na indústria, confira também como utilizar a análise preditiva no setor para se destacar no mercado!

O que faz um profissional de Automação Industrial 

O mercado está empenhado em incorporar mais recursos tecnológicos às rotinas de trabalho. Novas tecnologias implementadas na indústria que, associadas à robótica, manutenção inteligente, redes industriais, sensores inteligentes, entre outras, têm aberto novas oportunidades. 

Por isso, de acordo com o Mapa do Trabalho de 2022, existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Automação para os próximos anos. Ou seja, é um setor em ampla ascensão. É essa área que tem impulsionado o crescimento da indústria brasileira nos últimos anos, já que a automação tem impacto na eficiência produtiva e econômica. 

A formação em automação industrial costuma atrair profissionais que já atuam em linhas de produção industrial e buscam qualificação para crescer profissionalmente conforme novos processos tecnológicos avançam e a Indústria 4.0 se estabelece. 

O que é automação industrial? 

A automação vem como uma forma de otimizar o trabalho operacional, utilizando de técnicas, softwares, hardwares, programação e equipamentos para tornar uma linha de produção automática e menos dependente de esforço braçal. 

Dessa forma, o espaço de trabalho se torna mais inteligente e ágil, seguindo processos definidos que dão fluidez e independência à produção. Assim, é possível diminuir o consumo de energia, os custos de produção, os erros de fabricação, resíduos e materiais investidos e, por outro lado, aumentar a velocidade e a segurança do ambiente. 

Importância do profissional capacitado no setor 

Se por um lado a automação industrial diminui a dependência de atividades braçais, por outro ela exige mais profissionais capacitados para trabalhar com a tecnologia. Nesse cenário, o profissional de automação deve ser habilidoso em entender, instalar, adaptar e realizar a manutenção de linhas e processos automatizados. Também se faz necessário estar em constante atualização com as novidades tecnológicas que impactam a linha de produção da indústria. 

O profissional técnico em automação é habilitado a realizar a integração de sistemas automatizados, empregando softwares e programação, além de realizar testes e calibrações de equipamentos elétricos, bem como procedimentos de controle de qualidade e gestão. A formação técnica tem foco em um preparo prático para atender de maneira assertiva e rápida a demanda de trabalho operacional. 

O perfil de um profissional tecnólogo possui um aprofundamento teórico na área, desenvolvendo uma visão estratégica para atuar no desenvolvimento e gestão, projetando e gerenciando sistemas automatizados de controle. O tecnólogo ainda pode atuar supervisionando a implantação e operação de redes industriais, sistemas supervisórios, sensores e controladores programáveis, emitindo laudos e pareceres técnicos na área. 

Curso técnico ou graduação tecnológica: qual optar? 

Você busca uma inserção mais rápida no mundo do trabalho? Neste caso, a escolha por um curso técnico é assertiva. Ele pode ser cursado ainda frequentando o ensino médio e tem como foco principal preparar profissionais para atuar no mercado de trabalho em um curto período de tempo, de um a dois anos. 

Já a graduação tecnológica também é uma boa opção para quem busca se preparar para áreas específicas, com uma formação objetiva, voltada à prática. Assim como a modalidade de curso técnico, seu propósito é que o estudante desenvolva habilidades que permitam a sua rápida inserção no mercado. Seu diferencial está em ser reconhecido como curso superior e, por isso, para iniciá-lo é exigida a conclusão do ensino médio. Sua duração, em média, é de dois a três anos. 

Tecnologia 5G: novas possibilidades de conexão

A tecnologia 5G (5ª geração para redes móveis), sucessora da 4G, surgiu como uma novidade que deve revolucionar a forma como nos relacionamos com dispositivos móveis e eletrodomésticos, por exemplo, cada vez mais conectados entre si em uma só rede e possibilitando executar mais ações simultâneas com uma performance superior ao que conhecemos hoje.

O 5G também deve contribuir para a transformação de diversas áreas de atuação, impactando na experiência do usuário, na produtividade, logística e na forma como nos relacionamos. 

Nos próximos tópicos, você vai entender o processo de implantação da rede 5G no Brasil, seus diferenciais, benefícios e os principais desafios de acesso. 

A transformação gerada pela nova tecnologia 

Todas as capitais brasileiras contam com a faixa 3,5 GHz de 5G, considerada o 5G puro. Para expandir essa implantação, se faz necessária a instalação de mais antenas que espalhem o sinal, já que as ondas de 5G têm menor alcance que as de 4G, bem como a instalação de fibra óptica para conectá-las e auxiliar no transporte de dados. 

Para se ter uma ideia, uma conexão de 4G com alta performance pode chegar a 100 Mbps, enquanto o 5G pode entregar uma velocidade entre 1 e 10 Gbps – uma diferença de 100 vezes mais. Essa alta velocidade na transmissão de dados exige o apoio de uma infraestrutura de cabo como a fibra óptica para ter sucesso. 

Para o usuário, as mudanças serão observadas a partir da velocidade em que a comunicação vai acontecer, diminuindo a poucos milissegundos o intervalo de recebimento de mensagens e a performance de lives, por exemplo. Não só a baixa latência e alta capacidade de uso simultâneo, a rede é mais segura que as atuais e deve representar maior eficiência no consumo da bateria de dispositivos que a utilizam. 

Essa evolução significa um grande salto no uso da Internet das Coisas (IoT), onde tudo pode se conectar a uma rede e, com uma entrega em maior velocidade, transformar a maneira como as pessoas utilizam eletrodomésticos, desenvolver processos de produção mais inteligentes e eficientes e construir cidades inteligentes. 

Novas oportunidades de produtos conectados e inteligentes é uma possibilidade para um futuro próximo. Na prática, vamos descobrir qual será o limite de desenvolver novas aplicações, se é que existirá um limite. Tudo é possível quando passamos a conhecer e testar uma nova tecnologia. 

Conforme cronograma de implantação atualizado previsto no leilão da 5G, até dezembro de 2030 sedes municipais, localidades não sede e trechos de rodovias devem ser atendidos pelas operadoras com o sinal de 5G.  

O papel do 5G na indústria do futuro 

A indústria é uma das grandes beneficiárias dos avanços da tecnologia 5G. As redes permitem desenvolver ainda mais a aplicação da inteligência artificial e, dessa maneira, modelos de produção automatizados que contribuem com o aumento da eficiência de equipamentos e o compartilhamento de informações em tempo real, como o uso de armazenamento em nuvem em larga escala. 

Logo, os equipamentos podem ser configurados e reparados de forma remota e emitirem diagnósticos de riscos e falhas de equipamentos em tempo real.  É dessa forma que o 5G pode corroborar fábricas mais automatizadas, inteligentes e competitivas.  

A inteligência artificial não é novidade em linhas produtivas da indústria, mas com a tecnologia 5G ela ganha mais poder para ser desenvolvida e aplicada, otimizando ainda mais a produção, os custos e a segurança nesses ambientes. 

Com a integração de máquinas e ferramentas conectadas pelo 5G e uma produção mais potente, o volume de dados gerados será ainda maior. É uma enorme porta para novas tendências e soluções que vão ter um impacto muito relevante e, ainda, inimaginável. 

Desafios da implantação 

A implantação do 5G no Brasil está planejada de forma gradativa. Para seu sucesso, um dos primeiros passos dessa jornada é a desocupação da faixa de 3,5 GHz, que até então era ocupada por empresas de TV por satélite, e será utilizada pelo sinal de 5G. 

De acordo com a publicação Redes 5G: transformando a sociedade do Fórum 5G Brasil, a rede de comunicação brasileira possui grandes problemas com conectividade em áreas remotas e rurais. Isso afeta negativamente a economia e os aspectos sociais. 

Portanto, outro entrave está na estrutura, considerando que o sinal de 5G precisa de mais antenas transmissoras à disposição. Sem a instalação dessas antenas, não existe uma abrangência total, atrapalhando a experiência do usuário e, ainda, transformando seu acesso a nichos da sociedade. 

Além disso, sendo o 5G uma conexão mais sensível, o acesso em locais fechados, com obstáculos como paredes, também fica comprometido. Esse é outro entrave que deverá ser considerado durante o avanço da implantação. 

Na indústria, os desafios estão atrelados ao modelo industrial que ainda existe no Brasil. Equipamentos que sequer possuem conexão às redes convencionais e a qualificação de profissionais da área tecnológica para desenvolverem aplicações e a aproveitarem ao máximo o poder da nova tecnologia.