A importância da Automação na produção industrial e como estimulá-la

Um dos principais motores que impulsiona o desempenho crescente das empresas é a automação na produção industrial. Em tempos de um mercado tão competitivo, investir em automação tornou-se imprescindível. Entretanto, é natural que alguns desafios surjam na hora de implementar estratégias de automação.

Afinal, por que é tão importante investir em automação? Qual é o papel da tecnologia nesse processo? Como fazer a automação na indústria? Veja:

Quais são os tipos de automação de processos na indústria?

O conceito de automação industrial se refere à adoção de soluções, como ferramentas físicas, mecanismos analógicos, softwares, entre outros, para automatizar processos produtivos. Porém, existem diferentes maneiras de fazer isso. Acompanhe quais são os três tipos de automação que você pode implementar na indústria:

Automação fixa

A principal característica desse modelo é a rigidez da configuração feita nos equipamentos. Em outras palavras, é criada uma lógica de execução específica que não se altera enquanto o trabalho é realizado, a não ser que seja elaborado um projeto totalmente novo.

A vantagem é o ganho de produtividade que essa técnica oferece, sobretudo para modelos de produção industrial em larga escala.

Automação programável

Uma forma de evolução da automação fixa é o tipo programável, que permite trabalhar com um leque mais amplo de possibilidades. Na prática, isso significa que diferentes lógicas de execução estão disponíveis para o equipamento, cada uma para um tipo diferente de mercadoria. Logo, uma mesma linha de produção pode gerar diferentes produtos ou partes para compô-los.

O sistema conta com um controlador, no qual são inseridas as configurações e é selecionada a lógica que deve ser aplicada para o próximo ciclo. Assim, é disparada a produção de um lote, cujas especificações e quantidades são predeterminadas.

Nesse caso, vale destacar que a configuração plural do equipamento toma um pouco mais de tempo. Por isso, é fundamental que o planejamento seja eficiente, evitando a necessidade de ajustes constantes nos parâmetros (de forma física ou digital).

Automação flexível

O tipo flexível, por sua vez, também opera com um leque de configurações distintas, mas pode ser ajustado por meio de comandos que alteram o design do material fabricado. Em geral, isso pode ser feito de maneira bem ágil pelo operador.

Consequentemente, não há uma perda de tempo tão grande com ajustes finos, facilitando a produção de lotes variados com um ritmo mais estável.

Qual é a relação entre automação e tecnologia?

A primeira Revolução Industrial é fruto direto de um processo de automação que, por sua vez, só foi possível devido à aplicação inteligente da tecnologia. Os primeiros modelos de produção em série e o domínio da força mecânica a vapor estão por trás desse momento histórico. De lá para cá, outras três Revoluções Industriais ocorreram e, em todos os casos, os avanços da tecnologia têm papel de protagonismo.

Do domínio da energia elétrica, passando pela adoção da computação lógica e chegando à Transformação Digital, a automação está sempre presente. A todo momento, são as novas tecnologias (e novos métodos) que permitem que ela ocorra a níveis cada vez mais altos.

Na Indústria 4.0, por exemplo, a automação vai além do processos produtivos e alcança as tomadas de decisão. Promovendo sensoriamento e conectividade com a Internet das Coisas (IoT), você pode transformar dados em insights relevantes que otimizam tomadas de decisões. A manutenção antecipa falhas; o marketing dispara automaticamente ações personalizadas para cada cliente; a produção é sob demanda.

Logo, as possibilidades se multiplicam, dependendo basicamente da criatividade da empresa e, é claro, das tecnologias que ela tem à disposição.

Como impulsionar a automação na produção industrial?

Existem diversas estratégias de aplicação da automação na produção industrial. Em geral, definir o caminho certo a seguir depende do mercado no qual a empresa atua, das demandas específicas do seu consumidor e, principalmente, da sua dinâmica própria de funcionamento. É sempre bom ter em mente que a Indústria 4.0 incentiva uma atuação inovadora, personalizada e criativa.

Tendo isso em mente, algumas ações mais específicas trazem benefícios pontuais e significativos para a indústria. A seguir, detalhamos um passo a passo para ajudar você a impulsionar a automação na sua empresa:

Planeje sua estratégia

Toda mudança estratégica exige compreender o cenário atual da empresa, traçar metas e monitorar as ações implementadas. Por isso, o primeiro passo é planejar sua estratégia. Verifique o que está sendo feito pela concorrência, pesquise o mercado, entenda as possibilidades de investimento em tecnologia na sua empresa e crie metas realistas de curto e longo prazo.

Conheça as tecnologias disponíveis

Manter-se atualizado é fundamental. A tecnologia é uma força propulsora da automação, assim como da evolução dos processos produtivos como um todo. Então, existem dois pontos de vista que você deve assumir:

  • Primeiramente, entenda quais tecnologias são tendências inevitáveis: todos os concorrentes adotaram e tudo indica que quem não se adaptar vai perder espaço no mercado. A computação na nuvem e a integração de dados, por exemplo, se tornaram pilares essenciais da infraestrutura de TI;
  • Para complementar, observe as oportunidades. Aqui estão as tecnologias que ainda não são consenso no seu nicho, mas têm potencial. Além da Internet das Coisas, podemos destacar o Big Data e a Inteligência Artificial (IA) em suas mais variadas formas, entre elas o Machine Learning.

Invista em tecnologia e capacitação

Um ponto crucial para o sucesso da automação na indústria é a presença de profissionais com capacitação de qualidade para lidar com processos desse tipo. Muitas vezes, vale a pena buscar um especialista ou mesmo uma consultoria para implementar uma tecnologia específica. Entretanto, geralmente é muito mais viável capacitar seus próprios funcionários e direcionar a formação às suas demandas específicas.

O investimento é menor, principalmente se considerarmos os custos de selecionar e contratar novos profissionais. Ainda assim, tudo isso deve ser medido de acordo com suas necessidades. Sua referência deve ser a qualidade. Se vai implementar um projeto tecnológico mais amplo, não abra mão de uma equipe capacitada para isso.

Por fim, lembre-se de planejar em curto e longo prazo para permitir a escalabilidade da automação. Isso significa abrir espaço para uma evolução constante, trazendo resultados melhores e garantindo um diferencial frente à concorrência.

Não há segredo: a automação na produção industrial é uma necessidade para todas as empresas e quem investe em inovação tecnológica está sempre um passo a frente. Então, coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor.

Conte com o SENAI para se capacitar e qualificar sua equipe na área tecnológica e, ainda, desenvolver e aplicar tecnologia em sua empresa.

O que faz um profissional de Mecatrônica 

A mecatrônica é uma área estratégica no contexto da Indústria 4.0, pois atua diretamente na automatização dos processos de manufatura. Combina diferentes áreas do conhecimento como: elétrica, eletrônica, mecânica, robótica e informática que alavancam o desenvolvimento de fábricas mais modernas e tecnológicas. 

O profissional da área de mecatrônica atua no desenvolvimento, implementação e manutenção de sistemas automatizados de produção, aplicando diferentes tecnologias – como modelagem virtual e prototipação de componentes mecânicos, eletropneumática, sistemas lógicos programáveis, interfaces de sistemas com usuários, gerenciamento de dados e indicadores de sistemas. 

Por isso, a mecatrônica é uma área de atuação com alta demanda profissional, já que está relacionada a todo tipo de produção industrial tecnológica. Existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Mecatrônica até 2025, conforme o Mapa do Trabalho de 2022 divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A mecatrônica é uma das áreas com expressivo crescimento na indústria. 

O que é a mecatrônica? 

O termo “mecatrônica” originou-se na década de 1960, quando os profissionais começaram a fundir os campos da engenharia mecânica e eletrônica, mas os recentes avanços em inteligência artificial (IA), blockchain, Internet das Coisas (IoT), robótica e outras novas tecnologias têm impulsionado a área. 

A mecatrônica envolve diferentes áreas do conhecimento e atua diretamente na automatização de processos produtivos, dentro dos mais diversos setores, como o alimentício, automobilístico, têxtil, farmacêutico e outros, sendo imprescindível no desenvolvimento da Indústria 4.0.

Importância do profissional capacitado no setor 

A crescente modernização das indústrias, exige a presença de profissionais capacitados para atuarem nas linhas de produção, bem como na aplicação e uso de diferentes tecnologias. A mecatrônica é uma base essencial para o crescimento e alavancagem da indústria e de seus processos produtivos.  

Ao realizar um curso técnico em mecatrônica, o profissional é preparado para atuar em diferentes contextos do processo produtivo, que envolvem a desde a manutenção dos sistemas, até a implementação e desenvolvimento de máquinas e equipamentos do setor industrial, com o uso de diferentes tecnologias como a pneumática, robótica, controladores programáveis – que compõem uma linha de produção automatizada. Portanto, ter afinidade com a tecnologia é fundamental. 

Formação técnica 

O profissional técnico em mecatrônica vai atuar no desenvolvimento e implementação de circuitos, componentes e sistemas automatizados de manufatura, bem como na sua manutenção. 

O curso técnico vai prepará-lo de forma direcionada para atuar na área, introduzindo o estudante à diferentes contextos, como a eletrônica e mecânica, além de disciplinas específicas como acionamentos eletroeletrônicos, sistemas lógicos programáveis, processos de manufatura e tecnologias da informação e comunicação aplicadas à Indústria 4.0

Grand Prix SENAI de Inovação: uma experiência maker 

Um dos principais valores da educação profissional do SENAI é o “aprender na prática”, que incentiva uma metodologia de visualizar e aplicar conhecimentos teóricos em desafios reais. Essa metodologia perpassa todas as modalidades de ensino que são oferecidas pelo SENAI: desde jovem aprendiz à pós-graduação. 

Aprender na prática não é apenas um conceito, é um método que exige uma infraestrutura preparada para atender às necessidades desse tipo de aprendizado e agregar à experiência do aluno. 

É por isso que o SENAI promove experiências para além da sala de aula, envolvendo estudantes e empresas parceiras para solucionar desafios reais da indústria. Uma dessas experiências é o Grand Prix de Inovação

O que é o Grand Prix 

O Grand Prix é uma corrida de inovação aberta em que equipes multidisciplinares, chamadas “escuderias”, criam ideias que solucionam os problemas apresentados por empresas da sua região, em áreas como mobilidade, sustentabilidade, inclusão, segurança e outros. 

Após a fase de ideação, as escuderias desenvolvem e prototipam suas soluções. Para essa prototipação, combina-se métodos de inovação aberta e criatividade, conceitos de empreendedorismo, redes colaborativas e profissionais multidisciplinares, com a utilização de materiais diversos e softwares para prototipagem em 2D e 3D. 

Dessa forma, a construção dessas soluções torna-se dinâmica e apresenta uma diversidade de produtos que possuem potencial para implementação. 

Cada escuderia pode ter até cinco integrantes e são orientadas por um professor ou instrutor. As escuderias são categorizadas em três níveis: 

  • Júnior, para alunos do ensino médio; 
  • Avançado, para estudantes de cursos técnicos, de qualificação, aperfeiçoamento ou de aprendizagem;  
  • Sênior, composto por alunos da graduação. 

Ao final da etapa de prototipação, as equipes podem elaborar um Business Model Canvas e, por último, acontece o pitch no qual a proposta é apresentada ao público e uma banca de avaliadores técnicos. 

O GP pode ser realizado em nível escolar, regional e nacional, de forma presencial ou virtual. Além disso, o projeto pode integrar escolas do SENAI junto de outras escolas e instituições de ensino do estado e município. Um evento de GP tem de 8 horas a até dois dias de duração, conforme os desafios e o número de escuderias envolvidas. 

O Grand Prix em 2022 

Neste ano, o projeto MoviTec, da escuderia “4. Innovators” dos alunos do Instituto SENAI de Tecnologia em Mecatrônica, de Caxias do Sul, conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Júnior no tema Indústria 4.0. O desafio foi o de buscarem solução para um sistema de manutenção preditiva de máquinas, proposto pela empresa SKA, que desenvolve softwares para engenharia e soluções tecnológicas para diversos segmentos. 

Escuderia 4. Innovators: Eduarda Gabriela Menegotto, Mateus Gabriel Hillebrand, Samuel Martins Brauner e Rafael Dos Santos Machado, do Instituto SENAI de Tecnologia em Mecatrônica​ – 1º lugar nível Junior.

Com recorde de inscrições, o GP de 2022 teve a participação de 6.095 competidores em nível nacional, divididos em 1.450 escuderias, com desafios propostos em cinco áreas temáticas: Alimentos e Bebidas, Automação, Construção Civil, Indústria 4.0 e Tecnologia da Informação. 

Além da etapa nacional, escolas do SENAI-RS realizaram etapas locais e regionais fomentando a integração dos alunos e a inovação tecnológica 

SAGA SENAI 

O Grand Prix faz parte da SAGA SENAI de Inovação, que contempla três momentos, sendo o GP o primeiro. O próximo passo é o Desafio SENAI de Projetos Integradores, que é uma competição com duração de seis meses em que equipes multidisciplinares desenvolvem soluções e protótipos funcionais para os problemas estudados no GP. 

Por último, o Inova SENAI é o momento em que os projetos serão apresentados às empresas e a banca examinadora, com a intenção de que os alunos interajam com profissionais da indústria e, até mesmo, investidores interessados nos protótipos. Esse é o momento em que os projetos com maior destaque recebem o Prêmio Inova SENAI durante o Mundo SENAI

Assim, a SAGA SENAI de Inovação inspira ações empreendedoras que colaboram na preparação dos estudantes para os desafios contemporâneos e promove a criatividade, a inovação e o empreendedorismo na educação e tecnologia. 

A importância da cultura maker no processo de aprendizagem 

A cultura maker, que incentiva o “faça você mesmo”, propõe o aprendizado na prática, embasado na busca por soluções criativas, experimentais, inovadoras e colaborativas. O aprendizado na prática inclui o acesso ao conhecimento e a ferramentas certas, oportunizando, assim, o ambiente compatível para que essa solução se desenvolva. 

Tecnologias como a de impressoras 3D, máquinas de corte à laser, kits de robótica e o acesso à internet são algumas das ferramentas que impulsionam a cultura do faça-você-mesmo. Além disso, esse tipo de aprendizado incentiva o engajamento e a colaboração dos estudantes, já que o modelo tradicional de ensino tem como um de suas principais dificuldades promover o engajamento e o protagonismo. 

Nesse contexto, fomentar metodologias ativas como a maker transforma a realidade do estudante e dá a eles possibilidades de desenvolver mais habilidades para a vida profissional. 

Como construir um bom plano de carreira na indústria?

Diante das novas exigências do mercado de trabalho, é preciso oferecer um bom plano de carreira, pois é ele que vai garantir a ascensão dos trabalhadores na empresa. 

Além disso, os avanços tecnológicos têm representado um impacto direto sobre o futuro do trabalho, com a reconfiguração de funções.

Nesse cenário, é preciso criar estratégias para conciliar as competências esperadas pela indústria, com as necessidades dos seus trabalhadores, buscando sempre o aprendizado contínuo da equipe, para que eles estejam atualizados e de acordo com as tendências de mercado.

Ao longo desta leitura, trazemos para você dicas de como construir um bom plano de carreira na indústria. Acompanhe:

Características do plano de carreira

O plano de carreira pode ser individual ou elaborado por setor, caracterizado como uma estruturação que consta os objetivos, as metas e as expectativas de cada cargo. Em suma, ele serve para mostrar aos empregados exatamente onde estão e o que precisam fazer para conquistar cargos mais altos.

Com isso, todos se sentem mais estimulados a permanecer na empresa e a oferecer as suas melhores entregas, pois sabem o caminho que têm que percorrer para alcançar os objetivos pessoais e da própria corporação.

Quando bem-fundamentado e estruturado, o plano de carreira consegue esboçar os rumos da vida profissional dos trabalhadores, fazendo com que eles saibam o que esperar do futuro.

Quando a indústria conta com um bom plano de carreira, ela garante profissionais mais comprometidos e entusiasmados a acompanhar os avanços tecnológicos que permeiam esse mercado, mantendo-os atualizados sobre tudo o que acontece.

A tecnologia e as mudanças no mercado de trabalho

É possível perceber uma grande mudança no mercado de trabalho nos últimos anos. Se você olhar para as gerações anteriores, dos seus pais, tios ou mesmo avós, perceberá que eles permaneciam muito mais tempo nos empregos. Aliás, um profissional bem-sucedido até a década de 70 e 80 era aquele que conquistava o seu primeiro emprego e permanecia nele até se aposentar.

Com o passar dos anos, esse quadro foi se modificando e, hoje, é possível perceber que as novas gerações de trabalhadores não têm receio de mudar de emprego e traçar a sua própria história.

Esse fato é decorrente também dos avanços da tecnologia, que deixaram as informações mais acessíveis e próximas de todos, a exemplo da popularização da internet e dos smartphones.

Na indústria, os avanços tecnológicos também já são uma realidade, impactando diretamente na forma de trabalho e nas competências esperadas dos profissionais atuantes no mercado. Para o trabalhador, é preciso ter atenção a essa realidade para garantir a sua empregabilidade, pois as máquinas já fazem parte do cotidiano de trabalho de todo o universo corporativo e industrial.

E é justamente por esse motivo que as empresas procuram contratar candidatos familiarizados com as novas tecnologias. Isso porque esses recursos representam um importante diferencial competitivo, não só em termos de aumento de produção, mas também de qualidade dos produtos e serviços ofertados.

Nesse cenário, tanto empresas quanto funcionários devem estar preparados para o fenômeno da Indústria 4.0, pois esse já é um caminho sem volta.

No entanto, isso não significa que as máquinas tomarão o lugar dos trabalhadores. O que acontece é que os profissionais da indústria passam a exercer funções de comando e otimização de processos. Para isso, utilizam as ferramentas tecnológicas de automação, que ajudam na inovação, fator fundamental para a competitividade de qualquer negócio.

Como construir ou rever um plano de carreira na indústria

Construir um plano de carreira requer estar por dentro das exigências do mercado, a fim de potencializar o crescimento do negócio e também dos funcionários.

Separamos para você os principais tópicos para construir ou rever um plano de carreira na indústria. Veja:

Conheça e liste as competências adquiridas

Ao longo da trajetória profissional, somam-se competências importantes e que podem ser aproveitadas como diferenciais competitivos para a sua permanência no mercado, promoções e até mesmo uma transição de carreira dentro da empresa.

Mapeie as novas competências exigidas pelo mercado

Estar atualizado sobre as novas exigências do mercado é fundamental para garantir a competitividade da empresa. Por isso, pesquise entre os concorrentes do seu segmento quais são as habilidades e competências esperadas para os cargos mais importantes para o negócio.

Invista na atualização do conhecimento da equipe

Os avanços tecnológicos acontecem com muita rapidez, por isso, é preciso ter atenção e procurar a atualização de conhecimento dos trabalhadores, que pode ser feita por meio de:

  • cursos;
  • palestras;
  • workshops.

Assim, você também consegue entender como as ferramentas tecnológicas estão impactando nas funções.

Tenha atenção às competências e habilidades comportamentais

Apesar de as competências técnicas serem muito importantes, principalmente para acompanhar os avanços da Indústria 4.0, também é preciso ter atenção às competências comportamentais dos seus empregados. São exemplos dessas competências:

  • capacidade de trabalhar em equipe;
  • boa comunicação interpessoal;
  • liderança;
  • resiliência;
  • capacidade de trabalhar sob pressão.

Isso porque as empresas têm contratado pelas competências técnicas e demitido por falta de habilidades comportamentais. Logo, considere desenvolvê-las em sua equipe para garantir os resultados esperados.

Defina e revise constantemente metas e objetivos

Em qual posição você quer ver seus trabalhadores daqui a 5 ou 10 anos? É preciso visualizar e definir metas e, ainda, revisá-las com frequência, a fim de manter todos atualizado sobre tudo o que acontece na sua empresa e no mercado de trabalho.

Logo, não tenha medo de revisar as metas e os objetivos junto com os seus colaboradores e fazer as adequações necessárias para alcançar as aspirações profissionais desejadas por eles.

Como vimos ao longo deste artigo, construir um plano de carreira na indústria requer estar atualizado sobre as tendências, principalmente àquelas relacionadas à tecnologia e à inovação, e também estar de olho no mercado. Com isso, é possível formar equipes de alta performance.

Se você gostou deste artigo sobre plano de carreira na indústria, confira também como utilizar a análise preditiva no setor para se destacar no mercado!

O que faz um profissional de Automação Industrial 

O mercado está empenhado em incorporar mais recursos tecnológicos às rotinas de trabalho. Novas tecnologias implementadas na indústria que, associadas à robótica, manutenção inteligente, redes industriais, sensores inteligentes, entre outras, têm aberto novas oportunidades. 

Por isso, de acordo com o Mapa do Trabalho de 2022, existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Automação para os próximos anos. Ou seja, é um setor em ampla ascensão. É essa área que tem impulsionado o crescimento da indústria brasileira nos últimos anos, já que a automação tem impacto na eficiência produtiva e econômica. 

A formação em automação industrial costuma atrair profissionais que já atuam em linhas de produção industrial e buscam qualificação para crescer profissionalmente conforme novos processos tecnológicos avançam e a Indústria 4.0 se estabelece. 

O que é automação industrial? 

A automação vem como uma forma de otimizar o trabalho operacional, utilizando de técnicas, softwares, hardwares, programação e equipamentos para tornar uma linha de produção automática e menos dependente de esforço braçal. 

Dessa forma, o espaço de trabalho se torna mais inteligente e ágil, seguindo processos definidos que dão fluidez e independência à produção. Assim, é possível diminuir o consumo de energia, os custos de produção, os erros de fabricação, resíduos e materiais investidos e, por outro lado, aumentar a velocidade e a segurança do ambiente. 

Importância do profissional capacitado no setor 

Se por um lado a automação industrial diminui a dependência de atividades braçais, por outro ela exige mais profissionais capacitados para trabalhar com a tecnologia. Nesse cenário, o profissional de automação deve ser habilidoso em entender, instalar, adaptar e realizar a manutenção de linhas e processos automatizados. Também se faz necessário estar em constante atualização com as novidades tecnológicas que impactam a linha de produção da indústria. 

O profissional técnico em automação é habilitado a realizar a integração de sistemas automatizados, empregando softwares e programação, além de realizar testes e calibrações de equipamentos elétricos, bem como procedimentos de controle de qualidade e gestão. A formação técnica tem foco em um preparo prático para atender de maneira assertiva e rápida a demanda de trabalho operacional. 

O perfil de um profissional tecnólogo possui um aprofundamento teórico na área, desenvolvendo uma visão estratégica para atuar no desenvolvimento e gestão, projetando e gerenciando sistemas automatizados de controle. O tecnólogo ainda pode atuar supervisionando a implantação e operação de redes industriais, sistemas supervisórios, sensores e controladores programáveis, emitindo laudos e pareceres técnicos na área. 

Curso técnico ou graduação tecnológica: qual optar? 

Você busca uma inserção mais rápida no mundo do trabalho? Neste caso, a escolha por um curso técnico é assertiva. Ele pode ser cursado ainda frequentando o ensino médio e tem como foco principal preparar profissionais para atuar no mercado de trabalho em um curto período de tempo, de um a dois anos. 

Já a graduação tecnológica também é uma boa opção para quem busca se preparar para áreas específicas, com uma formação objetiva, voltada à prática. Assim como a modalidade de curso técnico, seu propósito é que o estudante desenvolva habilidades que permitam a sua rápida inserção no mercado. Seu diferencial está em ser reconhecido como curso superior e, por isso, para iniciá-lo é exigida a conclusão do ensino médio. Sua duração, em média, é de dois a três anos.