O que faz um profissional de Curtimento

O profissional de curtimento é aquele responsável por realizar as tarefas de preparação da pele animal para a produção do couro. O couro devidamente tratado é repassado às indústrias para o desenvolvimento de calçados, bolsas, roupas, acessórios, entre outros.

Inclusive, somente no primeiro semestre de 2024, os curtumes brasileiros exportaram 40% de sua produção para a China, foram 39,17 milhões de metros quadrados de couros e peles demandados à indústria automotiva chinesa para estofados de veículos, de acordo com o canal Globo Rural. Essa exportação representou 29,9% do faturamento em exportações e um aumento de 33,3% em relação ao mesmo período de 2023.

Os dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) nos apresentam em números esse crescimento, as exportações de couro ultrapassaram U$ 1,2 bi em 2024, um crescimento de 12,5% em relação a 2023. Os três principais destinos foram: China, Estados Unidos e Itália.

O que é curtimento?

O curtimento de couro é um processo industrial que, com o trabalho do profissional de curtimento e a partir de preparações químicas e mecânicas, transforma, em diferentes etapas, peles de animais em couro utilizável e durável. O processamento do couro passa por três fases: ribeira, recurtimento e acabamento.

Resumidamente, na fase de ribeira é feita a limpeza da pele, onde ocorrem os processos de remolho, depilação, caleiro, descarne, divisão, desencalagem, purga, píquel e curtimento, sendo este o processo que estabiliza a pele, transformando-a em couro, através da adição de produtos químicos curtentes. Na fase de recurtimento, propriamente, o profissional aplica produtos químicos visando atribuir ao couro características como cor, elasticidade e maciez. Na última fase é realizado o acabamento, com o objetivo de embelezar, proteger, proporcionar resistência e durabilidade; nela são feitas a pigmentação, a aplicação de efeitos, estampagem, entre outros.

Em meio às fases principais vão ocorrendo outras operações com a finalidade de melhor preparar ou finalizar a peça para a fase seguinte. O processo também é alterado conforme o tipo de couro a ser produzido, o Wet Blue, por exemplo, recebe cromo durante o processo de curtimento, fase que é chamada de acabamento molhado e que não dispensa o acabamento para finalizar. Ao longo de sua produção, o couro passa por diferentes estágios: salgado, wet-blue, crust (semiacabado) e acabado.

Importância de um profissional capacitado no setor

A capacitação de profissionais é fundamental para garantir a qualidade e a sustentabilidade do produto final e para assegurar a segurança dos trabalhadores, a eficiência econômica do processo e a capacidade da indústria de inovar e se adaptar às exigências do mercado moderno coureiro. Ao realizar sua formação, o profissional de curtimento aprende na prática cada fase de processamento do couro junto às normas relativas ao trabalho seguro e sustentável.

Entre as funções que um profissional de curtimento poderá ter, estão: a coordenação das etapas, a coleta de amostras e o trabalho específico a cada fase do processamento do couro. Além disso, também pode exercer outras funções relacionadas ao setor coureiro, como controle de qualidade, assistência técnica, pesquisa em couro, análise ambiental, dentro de indústrias químicas, nas vendas, entre outros.

Desta forma, para suprir o mercado coureiro, faz-se necessário profissionais de curtimento com a formação adequada e em constante qualificação para o conhecimento atualizado das melhores práticas em níveis nacionais e internacionais.

Formação técnica

O Curso Técnico em Curtimento do SENAI-RS prepara profissionais aptos a supervisionar processos de produção em todas suas etapas, desenvolver produtos e processos visando a sustentabilidade, otimizar o desempenho ambiental dos processos, atuar em equipes de trabalho de forma ética, além de desenvolver habilidades comportamentais voltadas às relações sociais de trabalho.

Entre as competências presentes no Curso Técnico em Curtimento do SENAI-RS, constam: Operação de máquinas e equipamentos; Normalização e requisitos técnicos; Reações químicas aplicáveis aos processos da ribeira ao curtimento; e Análises biológicas (microbiologia e histologia) em peles e couros.
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O que faz um profissional técnico em Soldagem

O Técnico em Soldagem é o profissional que trabalha na área de metalmecânica, tanto de forma operacional, na função de soldador, quanto na gestão de processos e pessoas. E a metalmecânica é um mercado que há anos demanda por profissionais qualificados, mas não encontra o suficiente para preenchimento de todas as vagas.

Como consequência, surgiu uma lacuna e viu-se a oportunidade – principalmente durante a pandemia da Covid-19, onde foi necessário poupar as vidas de pessoas – para as indústrias investirem em automação e aderirem à transformação digital e à Indústria 4.0. A 2ª edição do Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) da Manufatura, estudo de 2024 da TOTVS em parceria com a H2R Insights e Trends, aponta que houve um crescimento no índice voltado ao setor Metalmecânico & Plástico, de 0,55 – em 2019 – para 0,78 – em 2024, de uma escala de 0 a 1, sendo um dos três melhores desempenhos da pesquisa, realizada com 8 setores: Bens de Consumo, Bens Duráveis, Extrativismo e Beneficiamento, Metalmecânico e Plástico, Papel e Celulose, Química e Reciclagem, Têxtil e Vestuário e Bens de Capital.

Por sua vez, a partir do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, o Observatório Nacional da Indústria estima a criação de 609 mil novas vagas no setor industrial, com destaque para cargos de nível técnico e superior, com crescimento de, respectivamente, 4,4% e 5,0%, sendo que a área de Metalmecânica consta em 4º lugar por demanda de formação profissional, com um total de 1.175.052, sendo 175.449 por formação inicial e 999.603 por treinamento e desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, especificamente, há uma demanda total por formação profissional de 957.791, sendo 147.028 por formação inicial e 810.763 por treinamento e desenvolvimento.

Desta forma, leva-se a crer que o melhor caminho para o mercado de soldagem é a formação e a qualificação de mais profissionais, de forma que haja o trabalho mútuo entre humanos e máquinas, conforme se visualiza na Indústria 5.0, uma evolução da Indústria 4.0.

O que é soldagem?

Soldagem é o processo união de partes metálicas, resultando na união entre elas. Atualmente existem mais de 50 processos de soldagem utilizados industrialmente, porém quatro deles são utilizados em maior escala, são eles: solda oxigás, solda de eletrodo revestido – também chamada de MMA -, solda MIG/MAG e solda TIG.

A oxigás, contendo oxigênio e gás combustível, é feita com auxílio de um maçarico. Diferentemente dela, que depende de uma chama para o aquecimento, quando o profissional técnico em Soldagem utiliza a solda de eletrodo revestido (ou MMA), forma um arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça capaz de unir as peças por fusão. O revestimento tem funções específicas que melhoram as propriedades da solda, além de proteger o metal de solda de contaminação e estabilizar o arco elétrico.

A solda MIG/MAG é semiautomática, utiliza um arame consumível e, assim como a técnica anterior também necessita de uma proteção para a poça de fusão, mas neste processo está proteção depende de um gás que gera uma atmosfera protetora no entorno da zona fundida. A diferença entre a MIG e a MAG é que a primeira é indicada para materiais não ferrosos e a segunda para os ferrosos. E a solda TIG também forma um arco elétrico, porém o eletrodo não consumível é de tungstênio.

Importância de um profissional capacitado no setor

Ainda que com a Indústria 4.0 tenhamos soldas robotizadas que aceleram a produção, a soldagem humana pode trazer um melhor detalhamento para certos trabalhos. Além do mais, o técnico em Soldagem é necessário para as tomadas de decisão no chão de fábrica, como a escolha da técnica correta de soldagem em determinado uso e a configuração das máquinas, atuando na gestão de processos e pessoas, na qualidade, e na preparação de projetos.

Em grande parte dos setores da indústria o técnico em Soldagem pode vir a trabalhar, como na construção civil, na automobilística, na naval, com maquinaria, na fabricação de partes e peças, como chapas, tubos e dutos, e até mesmo em nichos como a soldagem subaquática. Somente um profissional qualificado terá conhecimento e experiência para aplicar as medições e as técnicas voltadas ao trabalho técnico em soldagem, permitindo que um resultado de qualidade, forte e com durabilidade.

Formação técnica

Para iniciar na área, o indicado é a escolha de um curso que una teoria e prática, como um curso técnico, que possibilita aos alunos vivenciarem e adquirem rápido a experiência na função, além de entenderem se é o que buscam.

O curso técnico em Soldagem do SENAI-RS oferece a oportunidade de aprender as mais variadas técnicas de soldagem em diferentes materiais, como aço e alumínio, essenciais para a construção de estruturas metálicas e equipamentos. A formação é direcionada para as demandas do mercado industrial, que busca profissionais especializados e com alto nível técnico. Possibilita, ainda, que o profissional estabeleça relações entre a química, a física, a elétrica e outras áreas do conhecimento, aprendendo a respeitar os procedimentos e as normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e de segurança.

Entre as unidades curriculares que constam na grade do curso, o aluno irá aprender Processos Convencionais de Soldagem; Processos de Corte e Processos Especiais de Soldagem; Controle de Qualidade dos Processos de Corte e Solda; Suporte Técnico em Elaboração e Implementação de Projetos; entre outros. Com um currículo focado em segurança, inovação e eficiência, o profissional estará pronto para atuar em projetos de grande porte, desde a construção civil até o setor naval e aeronáutico.

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SENAI e Delegação Gaúcha se destacam na WorldSkills 2024

O Brasil brilhou mais uma vez na WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo, realizada em 2024 em Lyon, na França. Com mais de 1.400 competidores de 72 países, a delegação brasileira mostrou sua força e competência, conquistando o segundo lugar no ranking geral de pontos. Foram 01 medalha de ouro, 04 de prata, 03 de bronze e 23 certificados de excelência, reconhecimentos que refletem a preparação robusta oferecida pelas unidades do SENAI.

A delegação gaúcha também teve um papel fundamental nesse resultado, com competidores que superaram as expectativas e mostraram a qualidade da educação profissional oferecida no estado. Entre eles, destacam-se os jovens que receberam a Medalha de Excelência, uma premiação dada àqueles que, embora não tenham subido ao pódio, alcançaram uma pontuação acima da média internacional, mostrando que estão no topo das habilidades técnicas e emocionais exigidas pelo mercado global.

Esses reconhecimentos simbolizam muito mais do que um resultado técnico: eles são uma prova de que os competidores gaúchos atingiram o padrão mundial em suas ocupações, superando expectativas e sendo reconhecidos como profissionais de excelência em suas áreas.

A competição e os resultados para a Indústria

A WorldSkills não é apenas uma celebração de talentos. Ela é uma vitrine das habilidades que definirão o futuro da indústria. A conquista do Brasil, com destaque para os competidores do SENAI, reflete diretamente a importância da educação profissional na preparação de uma mão de obra altamente qualificada e inovadora. Esse resultado está em sintonia com os pilares da nova gestão da FIERGS, que foca na inovação e competitividade.

Ao garantir que seus alunos estejam entre os melhores do mundo, o SENAI não só promove a valorização da mão de obra brasileira, mas também contribui para o aumento da competitividade industrial. A modernização tecnológica e a introdução de novas práticas e conhecimentos nos cursos, impulsionadas por competições como a WorldSkills, criam uma base sólida para que as indústrias gaúchas e brasileiras continuem a prosperar em um mercado global cada vez mais desafiador.

Um futuro promissor para o SENAI-RS

Os competidores gaúchos que participaram da WorldSkills 2024 são exemplos do futuro que o SENAI está construindo: jovens preparados para os desafios da nova era industrial, capazes de inovar e competir no mais alto nível. Essa conquista, tanto das medalhas quanto dos certificados de excelência, é um sinal claro de que a educação profissional é um pilar essencial para o desenvolvimento industrial do Brasil.

Quadro de Medalhas na WorldSkills 2024

Confira os medalhistas da Delegação Brasil na WorldSkills 2024:

🥇Medalhas de Ouro
#29 Cabeleireiro – Bruna Pimentel Martins (RJ)

🥈Medalhas de Prata
#07 Fresagem a CNC – André Luis Dono (SP)
#59 Tecnologia em Design Industrial – Victor Rodrigo de Freitas Ferreira (MG)
#06 Tornearia a CNC – João Lucas Gomes Guimarães (SP)
#41 Cuidados de Saúde – Estéfany Mariana dos Santos Marengoni (PR)

🥉Medalhas de Bronze
#01 Mecânica Industrial – João Luiz Diniz Carvalho (MG)
#60 Optoeletrônica – Nathan Crepaldi Rodrigues (SP)
#51 Logística e Envios Internacionais – Samuel França dos Santos (SP)

Medalhas de Excelência na WorldSkills 2024 – Competidores Gaúchos

🏅 Enrique da Silva Silveira
Ocupação: Sistema de Drywall
🏅 Eduarda Gabriela Menegotto
Ocupação: Mecatrônica
🏅 Mateus Gabriel Hillebrand
Ocupação: Mecatrônica
🏅 Matheus Kern Eichhner
Ocupação: Robótica Móvel
🏅 Matheus Maus Gassen
Ocupação: Robótica Móvel

O que faz um profissional de Eletromecânica

A aplicação da eletromecânica está no nosso dia a dia, sendo uma das principais responsáveis pelo funcionamento de eletrodomésticos. Apesar da complexidade que pode demonstrar, essa especialidade está em todo tipo de aparelhos e equipamentos elétricos (como geladeira, máquina de lavar e ventilador) e transportes (trem e veículos elétricos).

Isso acontece porque a eletromecânica combina conhecimentos das áreas de eletrotécnica e da mecânica, ocupando-se de dispositivos que têm a capacidade de converter energia elétrica em energia mecânica utilizando um sistema de engrenagens e campos magnéticos.

Os sistemas elétricos podem ser alimentados por diferentes fontes de corrente como baterias, inversores e redes elétricas, por exemplo. O avanço tecnológico tem modificado a composição e o funcionamento de dispositivos na busca de mais eficiência, colocando o setor eletromecânico em um constante desafio de evoluir seus componentes e processos, tornando-os cada vez mais inovadores e sustentáveis.

Importância do profissional capacitado em eletromecânica

A área de eletromecânica é fundamental para a indústria, englobando dos processos manuais até os mais tecnológicos. O profissional técnico é capacitado para dominar os dois campos: a eletricidade e a mecânica.

Dessa forma, a formação abre muitas possibilidades de atuação no mercado de trabalho coordenando, planejando, executando, operando e desenvolvendo sistemas elétricos e mecânicos. Além disso, a eletromecânica é parte fundamental da automação de processos, cumprindo um importante papel em segmentos como segmentos tecnológicos, como o de metalmecânica, alimentação, automotivo, logística, petroquímica, bebidas, couro e calçados, construção civil e energia.

Por isso, a indústria é o principal ambiente do profissional de eletromecânica. Hoje, com a implementação de tecnologias da indústria 4.0, independente do porte, o setor industrial demanda de profissionais com competência para realizar atividades relacionadas à automação e controle. Assim, a formação em Eletromecânica passa a ter uma importância cada vez maior para o desenvolvimento da indústria.

O profissional de eletromecânica é altamente requisitado no mercado atual. De acordo com Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, a área de controle de produção – da qual a eletromecânica faz parte – tem uma demanda de aperfeiçoamento de 11,6 mil profissionais de nível técnico. Ou seja, existe uma grande necessidade de formação para atuar nesse setor industrial do Rio Grande do Sul. Com a alta demanda de trabalho, o setor de eletromecânica oferece salários acima da média na indústria do Estado (conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2020).

Formação técnica

O segmento de eletromecânica busca um perfil profissional dinâmico e versátil que, durante o curso técnico, vai ser qualificado para apoiar a gestão da produção de peças e componentes, da montagem e manutenção de sistemas mecânicos, elétricos e automatizados e atuar no desenvolvimento de projetos de sistemas eletromecânicos de máquinas e equipamentos industriais, atendendo as normas e padrões técnicos, de qualidade, saúde e segurança e de meio ambiente.

O curso técnico em Eletromecânica do SENAI é organizado em quatro módulos, totalizando 1.440 horas de formação, compostos por conhecimentos sobre fabricação mecânica aplicada à manutenção e à montagem, montagem de sistemas elétricos e mecânicos, planejamento e controle da manutenção, manutenção de sistemas automatizados e controladores lógicos programáveis.

O que faz um profissional de Desenvolvimento de Sistemas

A área de desenvolvimento de sistemas é uma das que mais tem crescido e ganhado notoriedade nos últimos anos. Inclusive, o período de isolamento, causado pela pandemia, aumentou a necessidade de desenvolvedores de sistemas a partir do momento que grande parte das relações sociais e mercadológicas mundiais se voltaram para o ambiente virtual.  

Assim, algumas tecnologias que já existiam passaram a ganhar maior atenção e ter o desenvolvimento ampliado, como foi o caso do aprendizado de máquina e da inteligência artificial. De acordo com a Gartner, consultoria internacional que oferece insights e ferramentas para decisões corporativas, até 2028, devido à escassez de mão de obra, haverá mais robôs inteligentes do que trabalhadores na linha de frente em manufatura, varejo e logística, o que demonstra a rápida expansão do setor. 

Já o estudo Panorama de talentos em tecnologia, realizado e publicado em 2023 pelo Google com apoio da Abstartups e da Box1824, demonstra uma realidade brasileira que abre oportunidade para profissionais da área: um déficit de 530 mil profissionais de tecnologia, considerando a demanda das empresas e a escassez de profissionais capacitados entre 2021 e 2025.  

O que é Desenvolvimento de Sistemas 

De acordo com o próprio nome, o profissional desta função é responsável por desenvolver softwares para diferentes hardwares, como computadores, celulares, TVs e outros dispositivos inteligentes, como os vestíveis, e ainda por integrá-los, formando sistemas automatizados. 

Os profissionais formados em desenvolvimento de sistemas podem se especializar em áreas específicas da tecnologia da informação, como engenharia de software, análise e administração de banco de dados, desenvolvimento de jogos digitais, segurança da informação, entre outros. Também poderão atuar em diversos segmentos, sejam eles comerciais, industriais ou governamentais. E, conforme o site de vagas e faixas salariais Glassdoor, o salário de um desenvolvedor de sistemas pode variar, no Brasil, de R$1 mil, para estágio, a R$13 mil, para um desenvolvedor sênior (pesquisa em 2024). Com pós-graduações e experiências específicas dentro da área, a remuneração pode chegar a valores ainda maiores. 

Importância de um profissional capacitado no setor 

O perfil de profissionais de desenvolvimento de sistemas está associado a competências que demonstram maior aptidão para o aprendizado e a rotina de trabalho na área. Muitas delas são soft skills passíveis de aperfeiçoamento em cursos individuais ou ao longo da experiência de trabalho.  

Uma delas, inclusive, é a compreensão do modelo de negócio, de seus objetivos, propósitos e necessidades. Profissionais que tenham essa compreensão conseguem representar um maior valor agregado à instituição contratante e podem tornar-se de grande importância neste mercado. 

Algumas outras competências indicadas a estes profissionais são: ter visão sistêmica; planejamento, organização e administração de seu trabalho e do tempo para realização de atividades; senso de atualização contínua; postura proativa e inovadora para resolução de problemas; responsabilidade com suas entregas; saber trabalhar e comunicar-se em equipes de trabalho; e respeito aos princípios e procedimentos técnicos. 

Formação técnica 

No SENAI-RS, oferecemos duas opções de cursos relacionados ao desenvolvimento de sistemas: o Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas e o Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Ambos orientados para que o egresso atenda as normas e o padrão de qualidade, usabilidade, integridade e segurança da informação.  

O Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para desenvolver e programar sistemas computacionais. Algumas das unidades curriculares que fazem parte da formação são: Fundamentos de Eletroeletrônica Aplicada; Programação de Aplicativos; Banco de Dados; e Teste de Sistemas. 

O Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas do SENAI-RS capacita o acadêmico para analisar, programar, testar e manter sistemas computacionais de informação, assim como gerenciar o processo de desenvolvimento por uma equipe. Algumas das unidades curriculares que constam na formação são: Banco de Dados Avançado; Infraestrutura Ágil e Integração Contínua; e Liderança e Gestão Organizacional.

O que faz um profissional de Química e de Petroquímica

Os profissionais de Química e Petroquímica desempenham papéis essenciais na indústria. Suas atividades contribuem para a produção e desenvolvimento de uma ampla gama de produtos químicos que impactam diretamente a nossa vida cotidiana. Apesar das classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito “petroquímica”, devido as especificidades do setor, tanto a química quanto a petroquímica possuem cursos de formações distintos. 

A Indústria Química Brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), é a 6ª maior do mundo. Fechou 2023 com um faturamento líquido de USD 167,4 bilhões, representando também o 3º maior setor industrial do PIB brasileiro. É considerada ainda a mais sustentável, pois possui uma matriz elétrica composta por 82,9% de fontes renováveis – enquanto no mundo a média é de 28,6% – e emite de 5% a 51% menos CO2, em relação às indústrias internacionais, para cada tonelada de químicos produzida. 

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há uma expectativa de crescimento na produção e na força de trabalho na indústria como um todo ao longo de 2024, visto que o indicador de expectativa sobre quantidades exportadas chegou a 53,8 pontos em janeiro, um avanço de 2,9 pontos em comparação com dezembro de 2023. E para acompanhar essa demanda, é fundamental a formação de profissionais nas áreas de química e petroquímica. 

O que são Química e Petroquímica 

A Química, como ciência, engloba o estudo das propriedades, composição e reatividade da matéria. Suas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos químicos inorgânicos, orgânicos, farmacêuticos, explosivos, defensivos agrícolas, produtos de higiene e limpeza, tintas, plásticos, entre outros.  

A Petroquímica concentra-se na transformação de matérias-primas obtidas da indústria de energia como derivadas do petróleo (Nafta) e gás natural em uma variedade de produtos (solventes, polímeros, etc). Essas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos petroquímicos básicos, intermediários de reações químicas, resinas termoplásticas, termofixas e elastômeros. Essas indústrias estão em constante preocupação com a sustentabilidade e a necessidade de reduzir a dependência de recursos não renováveis como petróleo, e investem fortemente na pesquisa e utilização de fontes alternativas de matérias-primas.  

Aliás, um dos grandes esforços atuais da indústria é a transição energética, que busca o uso de matérias-primas renováveis com foco na redução e, idealmente, neutralização das emissões de carbono na atmosfera, impactando positivamente contra o aquecimento global. Os profissionais que trabalham neste setor acabam colaborando ativamente com essas transformações. 

Importância de profissionais capacitados nos setores 

Profissionais capacitados em química e petroquímica desempenham um papel crucial na garantia da segurança, eficiência e inovação nessas áreas. Suas habilidades são essenciais para o desenvolvimento e para a operação de processos químicos, controle de qualidade, pesquisa e inovação, contribuindo para o avanço tecnológico e a sustentabilidade dessas indústrias. Além disso, a expertise desses profissionais é fundamental para lidar com desafios ambientais e de segurança, garantindo práticas responsáveis e conformidade regulatória. 

E, para quem quiser se transformar em um profissional em química ou em petroquímica, é preferencial ter alguma facilidade para aprender matérias exatas. Compreender os princípios básicos de química, física e matemática e/ou ter disponibilidade de se atualizar sobre esses conceitos é importante para aprofundar-se nas especificidades de cada formação e escalar conhecimentos ao longo de sua carreira profissional.

Formação técnica 

Com o objetivo de aliar teoria e prática, a Metodologia SENAI de Educação Profissional permite aos alunos passarem por diferentes situações de vivência, aprendizagem e trabalho que lhe conferem uma prática profissional intrínseca ao currículo de suas formações.  

O Curso Técnico em Química do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para realizar amostragens, análises químicas, físico-químicas, instrumentais e microbiológicas, operar processos químicos, atuar no desenvolvimento de produtos e serviços e realizar a gestão técnica dos processos químicos, zelando por padrões de qualidade e pela integridade de pessoas, do meio ambiente e das instalações. O curso é oferecido na modalidade presencial e semi-presencial e algumas das unidades curriculares que constam são: Análises Químicas e Química aplicada a processos químicos. 

O Curso Técnico em Petroquímica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para operar e controlar os sistemas petroquímicos, seguindo padrões técnicos, de qualidade, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. Entre suas unidades curriculares estão: Processos da Industria Petroquímica e Instrumentação e Controle Aplicados nos Processos Petroquímicos. 

Além de hard skills, nossos cursos técnicos também possibilitam o desenvolvimento de capacidades socioemocionais que se relacionam à criatividade, promoção da inovação, estudo de forças e fragilidades, capacidade de análise, engajamento em equipe, ética, comportamento social e cidadania. Habilidades, essas, que são fundamentais para a formação de profissionais com os perfis desejados pelo mercado. 

O que faz um profissional de Telecomunicações  

As Telecomunicações conectam, literalmente, muitas de nossas interações sociais, obrigações e lazer. Somos tão acostumados com elas que, por vezes, não paramos para pensar como funcionam os sistemas que permitem interagirmos em redes sociais e conversas instantâneas, assistir um programa na televisão, entre outras atividades on e offline por meios eletrônicos. 

Para termos percepção da imensidão do uso das Telecomunicações no Brasil, conforme a ANATEL, órgão que controla as Telecomunicações nacionais, em dezembro de 2023 havia 340.680.456 contratos fechados no setor. No entanto, é preciso ainda popularizar novas tecnologias, como o sinal 5G de Telefonia Móvel, até então utilizado somente em 8% dos acessos versus 75,8% por sinal 4G.  

O que são Telecomunicações?

Chamadas também de Telecom, as Telecomunicações tratam de um conjunto de tecnologias que permitem a comunicação à distância a partir de meios eletrônicos. Inicialmente estavam relacionadas ao rádio, à televisão e ao telefone fixo, e, com o tempo e as inovações tecnológicas, passou à internet, abrindo uma extensão de possibilidades comunicativas. Assim, todo o sistema de hardwares utilizados com a finalidade prover comunicação por meios eletrônicos faz parte das Telecomunicações, desde os cabos (como fibra ótica), que percorrem as ruas até as propriedades, aos satélites, que do espaço repassam os sinais com os dados transmitidos. 

Porém, para que se possa ampliar o acesso da população às mais recentes tecnologias, como o sinal 5G, também é preciso suprir a carência de profissionais capacitados para implementação de redes neste mercado. Um estudo da Brascom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, em 2022, apontou 331 mil empregados de Telecom no Brasil, sendo 35,7% de nível técnico. 

Importância de um profissional capacitado no setor 

Com a própria rapidez da comunicação, as informações chegam e se transformam mais rápido, por isso é muito importante manter-se atualizado, principalmente em nossa área de trabalho.  

Da mesma forma, as constantes inovações do setor de Telecomunicações demandam que os profissionais não somente qualifiquem-se, mas estejam em constantes capacitações para acompanhá-las.  

Assim, para alcançar a demanda por profissionais, torna-se fundamental entender quais são as habilidades e os diferenciais destes profissionais para a área. 

Formação técnica 

Um profissional de Telecomunicações, seja Técnico ou Tecnólogo, apresenta as competências necessárias para implantar e operar equipamentos de redes e sistemas de telecomunicações, mantendo-os em funcionamento de acordo com o projeto, adotando normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança do trabalho e preservação ambiental.  

O curso Técnico do SENAI-RS possui um total de 1.200 horas e é subdividido em 3 módulos, que contam com Unidades Curriculares, como: Configuração e Manutenção de Equipamentos de Redes e Sistemas de Telecomunicações, Monitoração de Redes e Metodologia de Análise e Resolução de Problemas.  

Diferencia-se o Tecnólogo por estar apto também a gerenciar operações, coordenar equipes, emitir certificações com laudos técnicos e desenvolver soluções, desde a concepção do projeto, com o estabelecimento de logísticas e plano de ação, à execução. Com um total de 2.590 horas, algumas das Unidades Obrigatórias que constam no currículo de graduação do SENAI-RS são: Análise de Circuitos, Liderança e Gestão Organizacional e Empreendedorismo.

Ensino técnico é um dos pontos fortes da educação brasileira

O ensino técnico tem se mostrado cada vez mais eficaz na qualificação de novos profissionais, oferecendo a formação focada em uma área de atuação, com uma metodologia voltada à prática e duração de aproximadamente dois anos de curso.  

A partir de uma entrevista realizada com 1.001 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias sobre a educação no país, realizada pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI) em 2023, o ensino técnico recebeu avaliações positivas e foi reconhecido como um importante caminho para o futuro profissional do Brasil. 

Conheça os principais resultados da pesquisa: 

  • O ensino técnico foi apontado como o principal ponto forte da educação pública; 
  • Avaliado pelos empresários com 55% de bom e ótimo; 
  • Citado como a segunda prioridade para educação nos próximos anos, com 21%. A primeira foi o ensino fundamental, com 33%. 

Mais do que analisar os aspectos gerais da educação brasileira, a pesquisa também traz avaliações específicas da modalidade. Vejas os principais pontos: 

  • 45% dos entrevistados consideram que a formação técnica prepara melhor para o mercado de trabalho; 
  • 28% acreditam que os cursos são mais focados; 
  • 22% avaliam como cursos mais práticos; 
  • 18% entendem que há uma boa aceitação no mercado de trabalho. 

Além disso, 9 em cada 10 executivos entendem que os cursos técnicos permitem um ingresso mais rápido no mercado de trabalho e também concordam que é mais fácil conseguir um emprego com um curso técnico: 

  • 85% acreditam que os cursos técnicos permitem concorrer a uma oferta maior de vagas de emprego; 
  • 92% concordam que os cursos técnicos permitem um ingresso mais rápido no mercado de trabalho; 
  • 75% avaliam que os cursos técnicos estão mais ligados às necessidades do mercado do que o ensino superior. 

O objetivo da pesquisa foi de entender a percepção da indústria sobre a educação brasileira, avaliando todas as modalidades do ensino público e privado. Consulte a pesquisa completa aqui.

Uma oportunidade profissional 

O SENAI conta com diversos cursos técnicos voltados para o setor industrial, contemplando as principais áreas para o desenvolvimento de uma indústria tecnológica e mais competitiva. Além de um ensino de excelência e de oferecer uma metodologia reconhecida, possui uma avaliação positiva da comunidade conforme a Pesquisa SAPES F2 – Egressos 2021-2023

  • 98% dos ex-alunos dos cursos técnicos indicam o SENAI; 
  • 8 em cada 10 ex-alunos dos cursos técnicos fariam um segundo curso no SENAI; 
  • 9 em cada 10 empresas dão preferência às pessoas que fizeram curso no SENAI;
  • 84% dos estudantes do SENAI estão empregados em até um ano após concluírem o ensino técnico.

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O Ensino Técnico e o Futuro Profissional dos Jovens no Rio Grande do Sul

No cenário em constante evolução do mercado de trabalho, é fundamental discutir a importância do ensino técnico para o futuro profissional dos jovens no Rio Grande do Sul. A busca por um futuro promissor e bem-sucedido requer uma base sólida de conhecimentos práticos e habilidades específicas.

Antes de destacar a relevância do ensino técnico, é imprescindível compreender o atual panorama do mercado de trabalho no estado. Segundo dados recentes, a economia gaúcha tem demonstrado sinais de recuperação após desafios econômicos enfrentados em anos anteriores. Entretanto, esse cenário também se caracteriza por uma crescente demanda por profissionais altamente qualificados.

De acordo com pesquisas, setores como indústria, tecnologia e serviços estão em franca expansão, mas enfrentam uma escassez de mão de obra especializada. Essa carência de profissionais preparados pode limitar o desenvolvimento desses segmentos, criando um gargalo para o crescimento econômico e a geração de empregos no estado.

Nesse contexto desafiador, o ensino técnico surge como uma alternativa valiosa para os jovens que buscam construir uma carreira sólida e competitiva no mercado de trabalho. Ao contrário da ideia ultrapassada de que apenas o ensino superior pode garantir uma trajetória profissional bem-sucedida, os cursos técnicos oferecem uma formação mais ágil e focada nas demandas do setor produtivo.

O ensino técnico do SENAI

As instituições de ensino técnico, em particular o SENAI, têm se destacado por fornecer uma educação de qualidade, alinhada às necessidades do mercado de trabalho. Com uma abordagem prática e dinâmica, os alunos adquirem habilidades específicas para exercer funções técnicas em diversos setores industriais, tecnológicos e de serviços, tornando-os profissionais mais requisitados e valorizados pelas empresas.

Dentre as instituições de ensino técnico presentes no Estado, o SENAI se destaca como uma referência. Com uma trajetória consolidada ao longo de décadas, a instituição tem se mostrado comprometida em oferecer cursos atualizados e em sintonia com as demandas do mercado. Além disso, conta com uma infraestrutura moderna, laboratórios bem equipados e corpo docente altamente qualificado, fatores que contribuem para a formação de profissionais preparados e aptos a enfrentar os desafios do mundo do trabalho, com as competências necessárias para os jovens se tornarem protagonistas de suas carreiras e contribuírem para o desenvolvimento econômico do estado.

O ensino técnico é uma poderosa ferramenta para impulsionar o futuro profissional dos jovens no Rio Grande do Sul. Diante do dinamismo do mercado de trabalho e das exigências crescentes das empresas, é fundamental que os jovens estejam preparados para os desafios que os esperam.

Investir na educação técnica é investir no futuro do Rio Grande do Sul, criando uma sociedade mais próspera e preparada para os desafios que estão por vir. Afinal, o conhecimento técnico é a chave para abrir portas e construir uma carreira de sucesso em um mundo cada vez mais competitivo.

Portanto, é responsabilidade das instituições de ensino, do poder público e da sociedade em geral incentivar e apoiar a expansão do ensino técnico no estado. Medidas como o aumento de investimentos, a criação de parcerias entre empresas e escolas técnicas, bem como a promoção de programas de capacitação e estágio, são essenciais para garantir que os jovens tenham acesso a uma formação de qualidade e estejam preparados para os desafios do mercado de trabalho.

Além disso, é preciso combater estereótipos e preconceitos em relação ao ensino técnico, mostrando que essa modalidade de educação é tão valiosa e respeitável quanto o ensino superior. Afinal, ambos desempenham papéis complementares na construção de uma sociedade mais próspera e desenvolvida.

Contribuições do ensino técnico

Ao proporcionar oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional, o ensino técnico contribui diretamente para a redução do desemprego, o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade de vida da população. Jovens capacitados têm mais chances de se destacarem no mercado, ingressarem em carreiras promissoras e, consequentemente, contribuírem para o crescimento econômico do estado.

Em síntese, o ensino técnico é uma ferramenta crucial para preparar os jovens para os desafios do mercado de trabalho e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Com um olhar atento às necessidades do setor produtivo e o compromisso de oferecer uma educação de excelência, é possível construir um futuro promissor para toda a sociedade.

O investimento no ensino técnico é uma aposta no progresso, na inovação e no crescimento do estado, possibilitando que os jovens se tornem protagonistas de suas próprias histórias e contribuam significativamente para o avanço da região e do país como um todo.

Por: Alexandre Stein – Gerência de Educação Profissional e Superior do SENAI-RS