O que faz um profissional de Eletrônica

O profissional de eletrônica é uma das profissões da indústria que possui salários acima da média. Sua atuação está ligada ao planejamento, produção e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos, como no comando e controle industrial, laboratórios de desenvolvimento de equipamentos eletrônicos e eletrônica embarcada, sendo possível uma atuação ampla no mercado.

De acordo com o Relatório do Desempenho Setorial, edição Dezembro/2024[DB1] , da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a previsão de faturamento em eletroeletrônicos ao fechar 2024 será de R$ 226,7 bilhões, ultrapassando 11% acima do faturamento de 2023, uma elevação superior a projeção anterior, que previa um aumento de 7%. Por sua vez, as exportações e as importações deverão alcançar, respectivamente, US$ 7.5 bi e US$ 47.875 bi, 4% e 12% acima do último ano. A pesquisa também destaca um expressivo acréscimo de 18,7 mil postos de trabalho no setor, aumentando de 265,5 mil funcionários diretos, em dezembro de 2023, para 284,2 mil em dezembro de 2024.

Para 2025, as projeções da Abinee para o setor eletroeletrônico apontam um acréscimo ainda maior de postos de trabalho, chegando a 290 mil em dezembro. O faturamento seguirá em alta, com um crescimento de 6%, somando R$ 241 bilhões. As exportações devem elevar 3% e as importações 2%.

Assim, vê-se a necessidade de profissionais com formação em eletrônica para acompanhar o ritmo crescente do setor. Mas, você sabe o que é eletrônica e o que faz um profissional de eletrônica? Confira a seguir.

O que é Eletrônica?

Eletrônica é a área que trabalha com circuitos formados por componentes eletrônicos e elétricos para controle, manipulação, armazenamento e processamento de informações através de fluxos de baixa e alta potência.

Os circuitos eletrônicos e elétricos se diferenciam, principalmente, pelo meio e pela potência em que se propagam. Os eletrônicos circundam em baixa potência por meio de materiais semicondutores, condutores e no vácuo, enquanto os elétricos, em alta potência e apenas por condutores elétricos.

A área da eletrônica divide-se em dois ramos: eletrônica analógica e eletrônica digital. A eletrônica analógica trabalha com sinais análogos à informação que representa, considerados sinais mais complexos, e baseia-se nos princípios da Lei de Ohm. A eletrônica digital, por sua vez, trabalha com sinais digitais, considerados mais simplificados do que os analógicos, porém, com maior capacidade de transmissão de informações; funciona por linguagem binária e transforma as informações em bits.

Importância de um profissional capacitado no setor

A eletrônica é uma área vasta, oferecendo diversas possibilidades de atuação. Desta forma, o profissional de eletrônica cumpre importante papel nos processos industriais de diferentes segmentos tecnológicos. O profissional de eletrônica poderá atuar no desenvolvimento, assistência técnica, controle de qualidade, manutenção de equipamentos eletrônicos industriais, residenciais ou comerciais, empresas integradoras e prestadoras de serviço, escritórios de vendas, suporte, design e engenharia e indústria.

Alguns dos segmentos que este profissional pode atuar são empresas de telecomunicações, empresas de energia elétrica, empresas de projetos e consultoria e assistência tecnológica, empresas de manufatura e montadoras, empresas de equipamentos eletroeletrônicos, empresas que trabalham com processos contínuos, indústrias em geral, como alimentícia e têxtil, centros de desenvolvimento e pesquisa, setor de comércio e serviços, setor de saúde e instituições de ensino, entre tantos outros.

Formação técnica

O Curso Técnico em Eletrônica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para desenvolver circuitos eletrônicos e realizar a montagem e a manutenção de circuitos e sistemas eletrônicos, seguindo normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e segurança no trabalho.

O curso proporciona aos alunos a vivência de situações de aprendizagens que envolvam os princípios, normas e atitudes do Sistema de Gestão da Qualidade e gerenciamento de tarefas. São desenvolvidos projetos e atividades desafiadoras, a percepção e incorporação consciente e crítica da estética e da ética nas relações humanas envolvidas em situações profissionais. Entre as aulas previstas estão Montagem de Sistemas Eletrônicos, Desenho de Circuitos Eletrônicos e Programação de Dispositivos e Sistemas Eletrônicos.

Saiba mais e  matricule-se aqui.

O que faz um profissional de Eletroeletrônica

Em 2023, o setor de eletroeletrônica alcançou o faturamento de R$ 204,6 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), totalizando US$ 7,2 bilhões em exportações, o que representa o aumento de 8% em relação a 2022. Houve crescimento de vendas de +34% em bens de Automação Industrial, +33% em bens de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) e +24% em Material Elétrico de Instalação. Os principais destinos das exportações são Estados Unidos e países da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração), que representaram 70% do total.

As importações alcançaram US$ 42,7 bilhões, de acordo com a Associação. Sendo que a importação de módulos fotovoltaicos atingiu seu recorde histórico em unidades, crescendo de 146 milhões de módulos, em 2022, para 164 milhões, em 2023, um aumento de 13%.  Estes módulos chegaram à 4ª posição no total geral das importações do Brasil, totalizando um valor de US$ 3,8 bilhões.

Como funciona a área de eletroeletrônica

A eletroeletrônica é a área que mistura conhecimentos de elétrica e eletrônica, dois setores que se fundem na indústria pela proximidade que têm, visto que a primeira se relaciona a fluxos de alta potência, e a segunda a fluxos de baixa. Outra diferença entre elas é o meio que cada corrente se propaga no vácuo ou em material semicondutor: a de alta potência, elétrica, não se propaganda nesses meios, enquanto a baixa, eletrônica, se propaga. Desta forma, cada uma tende a ter usabilidade em diferentes aplicações.

Os profissionais formados em eletroeletrônica têm possibilidade de atuar em diversos segmentos, os principais são os de energia elétrica (produção, transmissão e distribuição), telecomunicações, informática, mecatrônica e materiais elétricos. Podem trabalhar diretamente nas empresas ou como autônomos, neste caso, prestando serviço e somando experiência em diferentes setores ou focando o atendimento a um nicho. Também podem vir a trabalhar em âmbito científico, contribuindo em projetos de pesquisa e desenvolvimento para as indústrias.

Importância de um profissional capacitado no setor

Nós vivemos cercados de eletroeletrônica, desde os aparelhos que usamos, como celulares e televisores, aos ambientes que passamos, que necessitam de instalações, automações e integrações para que possamos utilizar, principalmente, energia e iluminação. A própria demanda em desenvolvimento de produtos eletroeletrônicos torna necessário ao mercado termos profissionais capacitados para o setor. É um trabalho que exige grande responsabilidade e atenção à segurança, tanto sua, quanto de outros à volta.

O técnico em eletroeletrônica tornou-se um profissional muito versátil e requisitado, combinando conhecimentos sólidos em eletricidade, eletrônica e automação, com habilidades práticas de instalação, manutenção e reparo de sistemas.  O perfil de um técnico em Eletroeletrônica costuma ser de uma pessoa curiosa, que gosta de compreender o funcionamento de aparelhos, com raciocínio lógico e maior aptidão para matemática e física. Geralmente, ainda é criativa para resolução de problemas, gosta de desafios, e tem interesse em tecnologia e inovação.

As demandas do mundo do trabalho para a área de eletroeletrônica exigem profissionais qualificados capazes de integrar tecnologias avançadas como IoT, inteligência artificial e automação em processos industriais, ao mesmo tempo que se adaptam à crescente transição para fontes de energia renováveis, como solar e eólica. Temos também outro segmento muito requisitado: a automação predial, que demanda habilidades, principalmente, na instalação de novos dispositivos para automação residencial e sistemas de controle e segurança.

Formação técnica

O Curso Técnico em Eletroeletrônica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para projetar, implementar, fazer manutenções e coordenar implementações de sistemas eletroeletrônicos prediais e industriais, analógicos e de potência e digitais. Os egressos do curso estarão aptos a atender às demandas funcionais destes sistemas, seguindo as especificações dos fabricantes, das necessidades do cliente e das características do contexto, cumprindo normas e procedimentos de saúde e segurança, qualidade e meio ambiente.

Ao longo do Curso Técnico em Eletroeletrônica, os alunos terão a oportunidade de aprender os componentes eletroeletrônicos e os fundamentos técnicos e científicos básicos de eletricidade e dos princípios da análise de circuitos. Aprenderão, ainda, ferramentas e instrumentos de trabalho, inclusive os específicos para testes e medições, bem como a organizar projetos de implementação eletroeletrônica, montar protótipos e integrar sistemas.

O que faz um profissional de Vestuário

O mercado de vestuário é um dos mais dinâmicos, com tendências que mudam ano a ano, exigindo novas tecnologias e constante adaptabilidade das empresas do setor e movimentando bilhões de dólares ao redor do mundo. De acordo com o grupo japonês Brother, fabricante de máquinas para o setor, as principais tendências da indústria têxtil para 2024 têm foco na sustentabilidade, com a inovação e reciclagem de materiais, com a circularidade da moda, com o uso de tecnologias e técnicas que garantam destaque da área de vestuário.

Inclusive, a descarbonização, uma das quatro missões da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), trouxe às indústrias o desafio de controlar a quantidade de emissão de carbono por peça de roupa, com o objetivo de até 2050 ser Net Zero, isto é, emitir apenas as frações inevitáveis de acordo com as possibilidades tecnológicas até aquele momento. O mercado brasileiro tem um público consumidor crescente e diversificado e uma forte indústria que tem apresentado boas perspectivas em 2024, de acordo com a previsão apresentada pelo Sindilojas de São Paulo.

Ainda conforme o Sindicato, a redução de inflação e de juros e a renovação de carteiras de créditos nos bancos estão possibilitando maior investimento para as indústrias nacionais e gerando crescimento para o setor.

Como funciona a área de vestuário?

A área de vestuário é um setor amplo e abrangente que engloba diversas atividades, desde a criação e design de peças, passando pela produção, e chegando à venda e à distribuição, tanto B2B, para as empresas que irão revender, quanto B2C, direto ao consumidor. Sendo assim, há oportunidade para criativos, técnicos, compradores, financeiros, marketing, comercial, vendas, entre outras áreas necessárias em uma empresa e a cada fase de sua expansão.

O profissional de vestuário poderá trabalhar como designer de moda, modelista, ser responsável pela seleção de materiais a serem comprados para a produção, confecção das peças cortando e costurando, gestar equipes na fábrica ou mesmo abrir e gestar seu próprio negócio. Pode, ainda, trabalhar com pesquisa e desenvolvimento de materiais e processos, buscando diferenciação de marca, como sustentabilidade, qualidade de tecido, entre outros que ampliem a competitividade.

Importância de um profissional capacitado no setor

Há grande necessidade de profissionais capacitados e especializados que compreendam as necessidades e acompanhem a grande dinâmica do setor de vestuário. As constantes inovações apresentam desafios para quem deseja trabalhar na área, especialmente com pesquisa e desenvolvimento e na produção, com o surgimento de equipamentos modernos, automatizados, que acompanhem a transformação digital em toda a indústria.

Independente do porte, há demanda por profissionais com conhecimento para aplicar essas novas tecnologias nos processos produtivos e com competência para realizar atividades. Entre os benefícios de ter um profissional capacitado no setor de vestuário estão o aumento da produtividade e da eficiência, com consequente otimização de processos e redução de custos; a melhoria da qualidade dos produtos; o aumento das vendas e lucros, a partir de estratégias de marketing e vendas eficazes; e, ainda, repassar uma boa imagem de marca, a partir da confiabilidade de seus profissionais. Assim, a formação no curso técnico em vestuário passa a ter uma importância cada vez maior para o desenvolvimento das indústrias desse segmento de mercado.

Formação técnica

O Curso Técnico em Vestuário do SENAI-RS tem como objetivo formar profissionais com sólidos conhecimentos para implementar e supervisionar o processo produtivo do vestuário e participar do processo de desenvolvimento do produto, de acordo com os padrões estabelecidos pela empresa, seguindo normas técnicas, de saúde e segurança do trabalho, princípios de gestão da qualidade e de preservação ambiental.

Os egressos do curso serão, ainda, capazes de atuar em grupos de trabalho da área técnica da empresa com a finalidade de propor melhorias nos produtos, multiplicando tecnologias da área e com capacidade de autogestão e coordenação de equipe, sendo resolutivo às situações sob sua responsabilidade. Algumas das unidades curriculares presentes ao longo do curso são:  Modelagem Industrial do Vestuário, Sistema CAD na Confecção e Planejamento de Controle da Produção.

Ensino técnico é um dos pontos fortes da educação brasileira

O ensino técnico tem se mostrado cada vez mais eficaz na qualificação de novos profissionais, oferecendo a formação focada em uma área de atuação, com uma metodologia voltada à prática e duração de aproximadamente dois anos de curso.  

A partir de uma entrevista realizada com 1.001 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias sobre a educação no país, realizada pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI) em 2023, o ensino técnico recebeu avaliações positivas e foi reconhecido como um importante caminho para o futuro profissional do Brasil. 

Conheça os principais resultados da pesquisa: 

  • O ensino técnico foi apontado como o principal ponto forte da educação pública; 
  • Avaliado pelos empresários com 55% de bom e ótimo; 
  • Citado como a segunda prioridade para educação nos próximos anos, com 21%. A primeira foi o ensino fundamental, com 33%. 

Mais do que analisar os aspectos gerais da educação brasileira, a pesquisa também traz avaliações específicas da modalidade. Vejas os principais pontos: 

  • 45% dos entrevistados consideram que a formação técnica prepara melhor para o mercado de trabalho; 
  • 28% acreditam que os cursos são mais focados; 
  • 22% avaliam como cursos mais práticos; 
  • 18% entendem que há uma boa aceitação no mercado de trabalho. 

Além disso, 9 em cada 10 executivos entendem que os cursos técnicos permitem um ingresso mais rápido no mercado de trabalho e também concordam que é mais fácil conseguir um emprego com um curso técnico: 

  • 85% acreditam que os cursos técnicos permitem concorrer a uma oferta maior de vagas de emprego; 
  • 92% concordam que os cursos técnicos permitem um ingresso mais rápido no mercado de trabalho; 
  • 75% avaliam que os cursos técnicos estão mais ligados às necessidades do mercado do que o ensino superior. 

O objetivo da pesquisa foi de entender a percepção da indústria sobre a educação brasileira, avaliando todas as modalidades do ensino público e privado. Consulte a pesquisa completa aqui.

Uma oportunidade profissional 

O SENAI conta com diversos cursos técnicos voltados para o setor industrial, contemplando as principais áreas para o desenvolvimento de uma indústria tecnológica e mais competitiva. Além de um ensino de excelência e de oferecer uma metodologia reconhecida, possui uma avaliação positiva da comunidade conforme a Pesquisa SAPES F2 – Egressos 2021-2023

  • 98% dos ex-alunos dos cursos técnicos indicam o SENAI; 
  • 8 em cada 10 ex-alunos dos cursos técnicos fariam um segundo curso no SENAI; 
  • 9 em cada 10 empresas dão preferência às pessoas que fizeram curso no SENAI;
  • 84% dos estudantes do SENAI estão empregados em até um ano após concluírem o ensino técnico.

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O Ensino Técnico e o Futuro Profissional dos Jovens no Rio Grande do Sul

No cenário em constante evolução do mercado de trabalho, é fundamental discutir a importância do ensino técnico para o futuro profissional dos jovens no Rio Grande do Sul. A busca por um futuro promissor e bem-sucedido requer uma base sólida de conhecimentos práticos e habilidades específicas.

Antes de destacar a relevância do ensino técnico, é imprescindível compreender o atual panorama do mercado de trabalho no estado. Segundo dados recentes, a economia gaúcha tem demonstrado sinais de recuperação após desafios econômicos enfrentados em anos anteriores. Entretanto, esse cenário também se caracteriza por uma crescente demanda por profissionais altamente qualificados.

De acordo com pesquisas, setores como indústria, tecnologia e serviços estão em franca expansão, mas enfrentam uma escassez de mão de obra especializada. Essa carência de profissionais preparados pode limitar o desenvolvimento desses segmentos, criando um gargalo para o crescimento econômico e a geração de empregos no estado.

Nesse contexto desafiador, o ensino técnico surge como uma alternativa valiosa para os jovens que buscam construir uma carreira sólida e competitiva no mercado de trabalho. Ao contrário da ideia ultrapassada de que apenas o ensino superior pode garantir uma trajetória profissional bem-sucedida, os cursos técnicos oferecem uma formação mais ágil e focada nas demandas do setor produtivo.

O ensino técnico do SENAI

As instituições de ensino técnico, em particular o SENAI, têm se destacado por fornecer uma educação de qualidade, alinhada às necessidades do mercado de trabalho. Com uma abordagem prática e dinâmica, os alunos adquirem habilidades específicas para exercer funções técnicas em diversos setores industriais, tecnológicos e de serviços, tornando-os profissionais mais requisitados e valorizados pelas empresas.

Dentre as instituições de ensino técnico presentes no Estado, o SENAI se destaca como uma referência. Com uma trajetória consolidada ao longo de décadas, a instituição tem se mostrado comprometida em oferecer cursos atualizados e em sintonia com as demandas do mercado. Além disso, conta com uma infraestrutura moderna, laboratórios bem equipados e corpo docente altamente qualificado, fatores que contribuem para a formação de profissionais preparados e aptos a enfrentar os desafios do mundo do trabalho, com as competências necessárias para os jovens se tornarem protagonistas de suas carreiras e contribuírem para o desenvolvimento econômico do estado.

O ensino técnico é uma poderosa ferramenta para impulsionar o futuro profissional dos jovens no Rio Grande do Sul. Diante do dinamismo do mercado de trabalho e das exigências crescentes das empresas, é fundamental que os jovens estejam preparados para os desafios que os esperam.

Investir na educação técnica é investir no futuro do Rio Grande do Sul, criando uma sociedade mais próspera e preparada para os desafios que estão por vir. Afinal, o conhecimento técnico é a chave para abrir portas e construir uma carreira de sucesso em um mundo cada vez mais competitivo.

Portanto, é responsabilidade das instituições de ensino, do poder público e da sociedade em geral incentivar e apoiar a expansão do ensino técnico no estado. Medidas como o aumento de investimentos, a criação de parcerias entre empresas e escolas técnicas, bem como a promoção de programas de capacitação e estágio, são essenciais para garantir que os jovens tenham acesso a uma formação de qualidade e estejam preparados para os desafios do mercado de trabalho.

Além disso, é preciso combater estereótipos e preconceitos em relação ao ensino técnico, mostrando que essa modalidade de educação é tão valiosa e respeitável quanto o ensino superior. Afinal, ambos desempenham papéis complementares na construção de uma sociedade mais próspera e desenvolvida.

Contribuições do ensino técnico

Ao proporcionar oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional, o ensino técnico contribui diretamente para a redução do desemprego, o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade de vida da população. Jovens capacitados têm mais chances de se destacarem no mercado, ingressarem em carreiras promissoras e, consequentemente, contribuírem para o crescimento econômico do estado.

Em síntese, o ensino técnico é uma ferramenta crucial para preparar os jovens para os desafios do mercado de trabalho e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Com um olhar atento às necessidades do setor produtivo e o compromisso de oferecer uma educação de excelência, é possível construir um futuro promissor para toda a sociedade.

O investimento no ensino técnico é uma aposta no progresso, na inovação e no crescimento do estado, possibilitando que os jovens se tornem protagonistas de suas próprias histórias e contribuam significativamente para o avanço da região e do país como um todo.

Por: Alexandre Stein – Gerência de Educação Profissional e Superior do SENAI-RS

O que faz um profissional de Mecânica

A mecânica é uma área fundamental para o movimento de tudo que conhecemos. Na indústria, é responsável pela evolução das máquinas, o desenvolvimento dos processos produtivos e, de modo geral, pelo bom funcionamento de uma organização. 

Essa área está relacionada a sistemas mecânicos, pneumáticos, eletrônicos, hidráulicos e outros, sendo considerada transversal – já que está presente em diversas áreas da indústria e nos processos de produção. Por isso, a área de trabalho é ampla e oferece diversas possibilidades de atuação: planejamento, criação, fabricação e manutenção de equipamentos mecânicos.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED 2022, a mecânica foi o segundo segmento industrial com maior saldo de empregos formais no Rio Grande do Sul. Além disso, é um dos setores com salários acima da média industrial.

O que é a mecânica?

A mecânica é o ramo da física que estuda os movimentos dos corpos, bem como a ação de forças. Por meio dela, pode-se explicar, por exemplo, o funcionamento de equipamentos fabris, sendo a mecânica responsável pelo planejamento e criação desses equipamentos.

O bom funcionamento de processos industriais está atrelado ao planejamento e a criação de pequenas peças com alta precisão, como parafusos e pinos. A mecânica faz parte dessa construção, além de planejar, desenvolver protótipos e realizar a montagem e a manutenção de máquinas.

Importância do profissional capacitado no setor

A modernização industrial exige profissionais com conhecimentos para atuar com novas tecnologias, desenvolver projetos mecânicos e implementar processos de produção modernos. Dessa forma, o profissional técnico em mecânica está ligado à otimização de processos e à qualidade produtiva da indústria.

Uma das habilidades do profissional da área é ser detalhista. Uma formação técnica capacita o profissional para apoiar a gestão da manutenção mecânica de máquinas e equipamentos, implementar processos de produção relativos a projetos mecânicos, atuar no desenvolvimento de projetos mecânicos e na automação de máquinas, equipamentos e processos mecânicos.

Quem busca qualificação no setor vai estar em atualização constante, trabalhando com novas tecnologias, já que o segmento acompanha as evoluções da Indústria 4.0.

Formação técnica

O curso técnico vai instruir o profissional para processos de fabricação e instalação de equipamentos mecânicos e, ainda, gerar documentação técnica validando os serviços de manutenção.

O currículo do curso conta com módulos que envolvem planejamento e controle de produção e da manutenção, processos de fabricação mecânica e otimização de processos, desenvolvimento de sistemas de automação mecânica, introdução a controladores lógicos programáveis e outros temas necessários para um conhecimento abrangente.

Graduação Tecnológica: diferenciais e vantagens

Entrar no mercado de trabalho ou evoluir na jornada profissional exige qualificação e aperfeiçoamento constante. Conhecer novas tecnologias, técnicas e experiências são diferenciais na hora de pleitear oportunidades na profissão.

Bons cargos necessitam de conhecimento e experiência na área de atuação. Também é muito importante ter seu conhecimento específico validado por instituições de ensino para evoluir em processos de seleção. Ter essa validação feita por instituições de ensino com credibilidade e reconhecidas pelo Ministério da Educação no currículo abre portas.

Crescimento na carreira

O nível de escolaridade costuma impactar em diferentes âmbitos da vida profissional: quanto mais estudo, mais chance de empregabilidade.

Além disso, o impacto também está no valor do profissional para o mercado. Para cada ano a mais de estudo, o brasileiro ganha um acréscimo de 15% no salário (Dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD). De acordo com a Pesquisa SAPES do SENAI Nacional (painel 2020-2022), comparando a renda média mensal enquanto concluinte e depois, quando egresso, um diploma de graduação tecnológica corresponde a um aumento de renda 20,2%.

Se você está pensando ou já considerou a possibilidade de optar por essa modalidade, mas ainda não entende as reais vantagens, descubra como o título de tecnólogo pode te diferenciar como profissional:

Um diferencial na jornada profissional

A graduação tecnológica é considerada uma formação de nível superior e sua abordagem acadêmica tem foco em uma determinada área de conhecimento, cumprindo uma necessidade do mercado de trabalho e titulando o formando como tecnólogo.

Então, diferente dos cursos de bacharelado ou licenciatura, as grades curriculares são enxutas e dão preferência a disciplinas mais específicas e práticas. Por conta disso, o tempo de duração é reduzido, de até três anos, possibilitando o ingresso de profissionais qualificados de forma mais rápida no mercado de trabalho.

A graduação pode ser um passo na jornada de conhecimento de um profissional com formação técnica, complementando e ampliando sua expertise na área e, também, abrindo portas em outras áreas de atuação. O ingresso na graduação tecnológica requer o certificado de conclusão do ensino médio e exige uma prova que teste os conhecimentos prévios do estudante em áreas básicas como português e matemática, por exemplo.

No mercado de trabalho, o tecnólogo é uma excelente opção para acesso a melhores oportunidades de trabalho e salários no mercado de trabalho.

O SENAI oferece cursos de graduação tecnológica voltados à área de tecnologia, como Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas Embarcados, Automação Industrial, Redes de Computadores e Telecomunicações. Todos os cursos são desenvolvidos de acordo com as necessidades do mercado de trabalho, construídos em conjunto com a indústria e são reconhecidos e conceituados pelo Ministério da Educação.

Jovem Aprendiz: tudo o que você precisa saber sobre o programa

O Programa Jovem Aprendiz Industrial é uma oportunidade para jovens entre 14 e 24 anos se prepararem profissionalmente de forma gratuita e remunerada para o mercado de trabalho.  É ideal para os jovens que buscam qualificação profissional durante a experiência do primeiro emprego. 

A obrigatoriedade para participar é estar matriculado e frequentando a escola regular, caso não tenha concluído o ensino médio.  

A partir do programa, os participantes têm a oportunidade de inclusão social com o primeiro emprego e de desenvolver competências para o mundo do trabalho. Já os empresários têm a oportunidade de contribuir para a formação dos futuros profissionais do país, difundindo os valores e cultura de sua empresa, bem como instruir para o mundo profissional. 

O contrato de trabalho pode durar até dois anos e, durante esse período, o jovem recebe formação técnico-profissional por meio atividades teóricas e práticas de complexidade progressiva desenvolvidas pela entidade formadora e vivência profissional nas empresas.  Os jovens podem ser indicados e contratados pelas indústrias do Rio Grande do Sul para realizarem cursos que conectam a formação profissional e o mundo do trabalho, conforme legislação vigente.  

Além disso, a validade do contrato de aprendizagem está atrelada à matrícula e frequência na escola regular, caso não tenha concluído o ensino médio, e matrícula em cursos de aprendizagem desenvolvidos pelos Serviços Nacionais de Aprendizagem como o SENAI, que é o responsável pelo programas de  aprendizagem voltados para a indústria. 

Como participar do Jovem Aprendiz? 

Há mais de uma forma de participar do programa de Aprendizagem Industrial: 

  1. A empresa pode selecionar os jovens e encaminhá-los com a Carta de Indicação do aprendiz para que realizem a matrícula no curso de interesse em todas as áreas que o SENAI atende; 
  2. O aprendiz também pode se inscrever através de editais de cadastro que ficam disponíveis para as indústrias que desejam contratar aprendizes. Os editais podem ser acompanhados no site do SENAI/RS. Ao selecionar a região desejada, é possível visualizar se existem editais em aberto. Os candidatos aprovados no edital são selecionados pela indústria para ingressar no programa do SENAI. 

Quais as Empresas são obrigadas a contratar Jovem Aprendiz?  

Conforme determina o art. 429 da CLT, empresas de qualquer natureza, com pelo menos sete funcionários, são obrigados a contratar e matricular jovem aprendiz. Estas empresas devem reservar no mínimo 5% e no máximo 15% do quadro de funcionários para a função de aprendiz. Órgãos públicos e sociedades de economia mista também são obrigadas a contratar jovem aprendiz. 

O contrato de aprendizagem deve ser ajustado por escrito e por prazo determinado não superior a dois anos. No caso de pessoas com deficiência, o contrato de trabalho poderá ter prazo maior de duração, mesmo quando já ultrapassados os 24 anos. 

Benefícios que o Jovem Aprendiz tem acesso 

  • Salário: a remuneração do aprendiz é calculada com base no salário mínimo hora da carreira; 
  • Jornada: a carga horária diária pode ser de 4h, 6h ou 8h, a depender da escolaridade do jovem; 
  • Férias: as férias do aprendiz devem coincidir com as férias escolares para os menores de 18 anos; 
  • FGTS: a contribuição do FGTS corresponderá a 2% da remuneração paga ou devida no mês anterior; 
  • 13° salário: deve ser pago anualmente, de acordo com a lei, em dezembro ou de forma parcelada; 
  • Vale-transporte: benefício para que o profissional possa se locomover com transporte público para chegar ao trabalho.