O que faz um profissional de Redes de Computadores 

O profissional de redes de computadores é a pessoa responsável por configurar e manter as estruturas de rede de ambientes físico e virtual, para que seja possível o acesso seguro e por pessoas autorizadas. Diferencia-se do desenvolvedor de sistemas, pois este é responsável pelo desenvolvimento de softwares, isto é, programas, aplicativos, sites, entre outros. 

De acordo com o portal de infraestrutura e registros Locaweb, em 2024 o mercado de computação em nuvem deve faturar mais de US$ 700 bilhões globalmente, um crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior, com investimentos principais em segurança e backup de dados, otimização de recursos e monitoramento em tempo real.  

A Gartner, consultoria internacional que oferece insights e ferramentas para decisões corporativas, em dezembro de 2023 publicou o artigo Principais previsões estratégicas da Gartner a partir de 2024. Nele, apontou que até 2026, 30% das grandes empresas terão uma unidade de negócios dedicada ou canais de vendas para acesso a mercados de clientes-máquina de rápido crescimento, devido ao aumento de trabalhadores-máquina e clientes-máquina. E até 2027, 45% das competências do diretor de segurança da informação expandirão além da segurança cibernética devido à crescente pressão regulatória e expansão da superfície de ataque, causadas pelas mudanças trazidas na adoção de IA Generativa, e que pode ser um motivador para reconhecimento e aumento salarial do profissional da área.  

Como funciona a área de redes de computadores?  

As redes são um conjunto de computadores e outros dispositivos conectados, que permitem a comunicação entre si, a transferência de dados e a conexão com a internet local. Toda empresa que possua uma equipe trabalhando ao computador, por menor que seja essa equipe, ainda assim precisa de um profissional de redes de computadores para garantir a eficácia nos processos ao que tange às interligações de rede.  

Este profissional é responsável por calcular o fluxo de uso da rede e disponibilizar “largura de banda” o suficiente para permitir o tráfego de dados em uma velocidade que supra os tipos de uso. Por exemplo, uma empresa de contabilidade precisa de uma largura de banda muito menor do que uma empresa de desenvolvimento de jogos digitais, em que os jogos precisam ser testados, ocupando maior largura de banda.  

Importância de um profissional capacitado no setor 

Profissionais capacitados em redes de computadores e que tenham conhecimento global dos processos e fluxos que ocorrem na empresa são aqueles que permitem boas condições de trabalho em rede para os usuários. Estes profissionais projetam a arquitetura de rede necessária e acompanham o crescimento da empresa, ampliando a segurança e a capacidade da rede para comportar mais usuários e fazendo manutenções que acompanhem as inovações de mercado. Por estes motivos é muito importante tanto as empresas investirem em equipes de TI com profissionais capacitados em redes de computadores, quanto os interessados na área buscarem uma capacitação que lhes dê segurança em trabalhar no setor, assumindo as responsabilidades de sua área.  

Formação técnica 

O Curso Técnico em Redes de Computadores do SENAI-RS objetiva formar profissionais com sólidos conhecimentos para instalar e manter redes SOHO e corporativas e projetar e administrar redes de computadores, conforme normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança e de TI verde. Em suas 1.000 horas curriculares, o aluno terá aulas de: Lógica de Programação; Implementação e Integração de Redes de Computadores; Projeto de Redes de Computadores; entre outras.  

Disponibilizamos ainda o Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores, que tem como objetivo formar Tecnólogos com capacidade empreendedora, competências técnicas, socioemocionais e de gestão voltadas para o desenvolvimento da pesquisa e da inovação tecnológica, à difusão de tecnologias com foco na elaboração, implantação, gerenciamento e manutenção de sistemas lógicos e físicos de redes de comunicação de dados locais e de longa distância. 

Os profissionais formados pelo SENAI-RS como Tecnólogos em Rede de Computadores serão melhor preparados para desenvolver, coordenar, orientar e promover a integração de equipes de trabalho. O curso visa ainda instigar a organização, a produtividade, a segurança e a confiabilidade, também com respeito pelos procedimentos e normas técnicas, de qualidade, de saúde, de segurança e de meio ambiente. Algumas das unidades curriculares presentes nas 2.170 horas de curso são: Infraestrutura de Redes de Comunicação de Dados e Programação de Redes de Computadores. Além de incluir a participação nos Projetos Integradores: Gestão Financeira; Inovação, Criatividade e Gestão de Projeto; e Soluções Tecnológicas para Indústria 4.0. 

O que faz um profissional da área de Calçados

A Indústria Calçadista brasileira exportou U$ 1.310 Mi em 2022, conforme o Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil 2023. Desta forma, ultrapassando, inclusive, o número de exportações ocorridas em 2019, previamente à pandemia de Covid-19, que foi de U$ 972 Mi.  

Para 2024, a indústria calçadista está otimista, prevê alcançar U$ 1.196,1 Mi e 132,4 mi de pares de calçados em exportações. E, de acordo com os dados do último BFSHOW (Brazilian Footwear Show), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), é prevista uma produção de 857,8 milhões de pares, um crescimento de 2,2% em comparação a 2023. 

Como funciona a área de calçados? 

A fabricação de calçados funciona a partir de 4 principais etapas, seguidas por processos específicos, que vão sendo feitos em diferentes setores da fábrica: 

Pesquisa & Desenvolvimento 

  1. Design: momento de idealização do calçado conforme o seu público-alvo, desde o seu estilo e formato a cores e materiais; 
  1. Desenvolvimento de Materiais e Seleção de Fornecedores: são preparados a matéria prima, o artigo e as combinações de cores, e desenvolvidos outros materiais e componentes para cada parte do calçado, conforme fase de idealização durante o design.  

Modelagem

Nesta etapa ocorre a prototipação da ideia para avaliar a viabilidade de produção em maior escala. Há a criação de moldes e um primeiro modelo.

  1. Modelagem criativa: confecção de maquete/mockup para teste de calce; 
  1. Modelagem de produção: confecção de teste de escala, relacionada à grade de numeração, e confecção de teste de cores. Produzido 1 a 2 pares de cada número, para verificação de cores. 

Preparação de materiais 

  1. Corte: após testes, ajustes e aprovação final do protótipo e seus moldes inicia-se o corte em escala industrial. Primeiro há o corte das peças separadas, como cabedal e tiras, que podem ser de couro, sintético ou tecido, e passa-se à preparação;
  1. Dublagem: a dublagem é uma técnica que une e adesiva tecidos para aumentar a durabilidade e proporcionar impermeabilização e maior conforto;
  1. Preparação: Na preparação, as peças ganham maior detalhamento, são aparadas, perfuradas e chanfradas, com rebaixamento ou afinamento nas bordas com finalidade de melhorar o aspecto visual e deixando-as prontas para a costura e a montagem;
  1. Pré-fabricação: o setor de pré-fabricado é responsável pela construção da parte inferior do calçado: solados, palmilha externa, entressola, pinturas de solado, saltos e forração do salto.  

 Montagem

  1. Costura: etapa em que o cabedal é costurado, unindo as partes anteriormente cortadas e chanfradas. Essa fase pode ser manual com auxílio de máquina de costura ou automatizada utilizando-se de máquinas específicas;
  1. Montagem: nesta fase o cabedal, o solado e a palmilha são unidos formando o calçado. Podem ser usados métodos como costura, colagem e prensagem, geralmente associado a um maquinário de montagem, como de bico (frente do calçado) enfranque (meio do calçado) e traseiro (calcanhar do calçado);
  1. Acabamento: o calçado recebe os detalhamentos finais com polimento, atacador (popularmente conhecidos como “cadarços”), palmilha de montagem, limpeza de cabedal e solado, brilho, entre outros retoques necessários;
  1. Controle de Qualidade: Durante todo o processo de acabamento vai sendo feito o controle de qualidade relativo aos detalhes de fabricação e para garantir a qualidade prevista durante o projeto inicial;
  1. Embalagem e armazenamento: momento final em que os pares são embalados em caixas que os indiquem modelo, cor, tamanho e outras características importantes para sua identificação, e armazenados para posterior transporte.  

Importância de um profissional capacitado no setor de calçados 

Devido à grande competitividade do setor de calçados, as indústrias buscam por profissionais capacitados e que se mantêm atualizados com as tendências da moda calçadista. Esses profissionais devem ser capazes de levar inovações em design e materiais que permitam destaque da marca no mercado.  

A área ainda busca profissionais engajados na redução de impactos ambientais, explorando maneiras de ampliar a sustentabilidade durante os processos de produção, ampliando a excelência dos produtos e na identificação da marca.  

Os avanços tecnológicos e investimentos na indústria calçadista, principalmente devido à perspectiva de crescimento de 2,2% na produção deste ano, demandam profissionais altamente qualificados, capazes de atuar na operação de equipamentos automatizados e tecnologias de processamento computadorizadas. 

Formação técnica em calçados

A Metodologia SENAI de Educação Profissional do Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS prepara profissionais capacitados para produzir e gerir a produção de calçados, respeitando procedimentos e normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança e de meio ambiente. 

Nossa metodologia está de acordo com as expectativas de empresários e de representantes da indústria calçadista quanto às competências profissionais necessárias para o atendimento das exigências do meio produtivo. 

O Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS possui carga horária de 1.272 horas e algumas das unidades curriculares que constam no curso são: Introdução à Qualidade e Produtividade, Desenvolvimento Digital de Calçados, Planejamento e Controle da Produção e Coordenação de Equipes.

O que faz um profissional de Química e de Petroquímica

Os profissionais de Química e Petroquímica desempenham papéis essenciais na indústria. Suas atividades contribuem para a produção e desenvolvimento de uma ampla gama de produtos químicos que impactam diretamente a nossa vida cotidiana. Apesar das classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito “petroquímica”, devido as especificidades do setor, tanto a química quanto a petroquímica possuem cursos de formações distintos. 

A Indústria Química Brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), é a 6ª maior do mundo. Fechou 2023 com um faturamento líquido de USD 167,4 bilhões, representando também o 3º maior setor industrial do PIB brasileiro. É considerada ainda a mais sustentável, pois possui uma matriz elétrica composta por 82,9% de fontes renováveis – enquanto no mundo a média é de 28,6% – e emite de 5% a 51% menos CO2, em relação às indústrias internacionais, para cada tonelada de químicos produzida. 

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há uma expectativa de crescimento na produção e na força de trabalho na indústria como um todo ao longo de 2024, visto que o indicador de expectativa sobre quantidades exportadas chegou a 53,8 pontos em janeiro, um avanço de 2,9 pontos em comparação com dezembro de 2023. E para acompanhar essa demanda, é fundamental a formação de profissionais nas áreas de química e petroquímica. 

O que são Química e Petroquímica 

A Química, como ciência, engloba o estudo das propriedades, composição e reatividade da matéria. Suas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos químicos inorgânicos, orgânicos, farmacêuticos, explosivos, defensivos agrícolas, produtos de higiene e limpeza, tintas, plásticos, entre outros.  

A Petroquímica concentra-se na transformação de matérias-primas obtidas da indústria de energia como derivadas do petróleo (Nafta) e gás natural em uma variedade de produtos (solventes, polímeros, etc). Essas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos petroquímicos básicos, intermediários de reações químicas, resinas termoplásticas, termofixas e elastômeros. Essas indústrias estão em constante preocupação com a sustentabilidade e a necessidade de reduzir a dependência de recursos não renováveis como petróleo, e investem fortemente na pesquisa e utilização de fontes alternativas de matérias-primas.  

Aliás, um dos grandes esforços atuais da indústria é a transição energética, que busca o uso de matérias-primas renováveis com foco na redução e, idealmente, neutralização das emissões de carbono na atmosfera, impactando positivamente contra o aquecimento global. Os profissionais que trabalham neste setor acabam colaborando ativamente com essas transformações. 

Importância de profissionais capacitados nos setores 

Profissionais capacitados em química e petroquímica desempenham um papel crucial na garantia da segurança, eficiência e inovação nessas áreas. Suas habilidades são essenciais para o desenvolvimento e para a operação de processos químicos, controle de qualidade, pesquisa e inovação, contribuindo para o avanço tecnológico e a sustentabilidade dessas indústrias. Além disso, a expertise desses profissionais é fundamental para lidar com desafios ambientais e de segurança, garantindo práticas responsáveis e conformidade regulatória. 

E, para quem quiser se transformar em um profissional em química ou em petroquímica, é preferencial ter alguma facilidade para aprender matérias exatas. Compreender os princípios básicos de química, física e matemática e/ou ter disponibilidade de se atualizar sobre esses conceitos é importante para aprofundar-se nas especificidades de cada formação e escalar conhecimentos ao longo de sua carreira profissional.

Formação técnica 

Com o objetivo de aliar teoria e prática, a Metodologia SENAI de Educação Profissional permite aos alunos passarem por diferentes situações de vivência, aprendizagem e trabalho que lhe conferem uma prática profissional intrínseca ao currículo de suas formações.  

O Curso Técnico em Química do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para realizar amostragens, análises químicas, físico-químicas, instrumentais e microbiológicas, operar processos químicos, atuar no desenvolvimento de produtos e serviços e realizar a gestão técnica dos processos químicos, zelando por padrões de qualidade e pela integridade de pessoas, do meio ambiente e das instalações. O curso é oferecido na modalidade presencial e semi-presencial e algumas das unidades curriculares que constam são: Análises Químicas e Química aplicada a processos químicos. 

O Curso Técnico em Petroquímica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para operar e controlar os sistemas petroquímicos, seguindo padrões técnicos, de qualidade, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. Entre suas unidades curriculares estão: Processos da Industria Petroquímica e Instrumentação e Controle Aplicados nos Processos Petroquímicos. 

Além de hard skills, nossos cursos técnicos também possibilitam o desenvolvimento de capacidades socioemocionais que se relacionam à criatividade, promoção da inovação, estudo de forças e fragilidades, capacidade de análise, engajamento em equipe, ética, comportamento social e cidadania. Habilidades, essas, que são fundamentais para a formação de profissionais com os perfis desejados pelo mercado. 

O que faz um profissional de Manutenção Automotiva

O Técnico em Manutenção Automotiva virá a fazer parte de um dos setores mais importantes do mundo e que tem grande impacto na economia de diversos países: o setor automotivo. No Brasil, somente em 2023, foram produzidos mais de 2,32 bilhões de veículos montados, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA).  

Ainda, houve um crescimento de 12,02% na venda de veículos automotores, em comparação com 2022, somando mais de 4 milhões de unidades emplacadas, segundo balanço publicado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A previsão é que até 2032 haja um investimento de R$ 41,4 bilhões no Brasil pelas montadoras, sendo que, destes, R$ 16 bilhões já foram anunciados para 2024 pela GM e pela Volkswagen, de acordo com a Agência Gov

Quando falamos de carros seminovos e usados, 2023 foi o terceiro melhor resultado da série histórica, com 14,4 milhões automóveis, comerciais leves, pesados e motos vendidos. De acordo com as projeções da Federação dos Revendedores de Veículos Usados (Fenauto), a expectativa é que 2024 ultrapasse esses números, alcançando 15,2 milhões de veículos seminovos e usados vendidos e a melhor marca da história do mercado.  

Com essa movimentação constante da indústria e do mercado automotivo brasileiro, a demanda por profissionais qualificados, como um Técnico em Manutenção Automotiva, para atuar com manutenção é crescente. Nas montadoras, concessionárias e oficinas mecânicas, os profissionais precisam estar preparados para as novas tecnologias do setor, que se reinventa constantemente.  

O que é Manutenção Automotiva?

A frota brasileira possui mais de 122 milhões de veículos, conforme dados de março de 2024 da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (RENAVAM). A manutenção automotiva é fundamental para veículos mais seguros, econômicos e sustentáveis. Recomenda-se uma manutenção preventiva regular, ou seja, revisar a “saúde” do veículo de tempos em tempos para que esteja sempre em dia e evite surpresas no trânsito, inclusive acidentes.  

Com a atualização e o desenvolvimento de novos modelos todos os anos, a indústria automobilística se renova e testa novas tecnologias. Assim, a área de manutenção está sempre com uma demanda crescente e, cada vez mais, relacionada às novidades do setor, exigindo, desta forma, profissionais capacitados com o curso técnico em manutenção automotiva. A atuação envolve conhecimentos em mecânica e elétrica de sistemas veiculares como transmissão, eletroeletrônicos, freios, suspensão, direção, motores e funilaria, além da experiência em diversos componentes veiculares. 

Importância do profissional capacitado no setor

O setor automotivo envolve muita habilidade técnica, já que cada componente tem uma função específica no funcionamento de um veículo. Além disso, existe um grande mercado de acessórios e peças que podem ser adicionais em um automóvel, seja para reposição, trazer mais conforto, potência ou por questões estéticas.  

O técnico em manutenção automotiva é capacitado para efetuar processos básicos de manutenção e para realizar inspeções e diagnósticos avançados, além de vistoria de sinistros. Sua atuação pode ser generalista – seja em todas as frentes de trabalho com veículos – ou, ainda, de forma especializada – quando o profissional aprofunda sua experiência em uma das áreas da manutenção automotiva ou em tipos de veículos.  

Formação técnica

O Curso Técnico em Manutenção Automotiva do SENAI-RS prepara o profissional para realizar diagnósticos, coordenar a manutenção, apoiar tecnicamente o aprimoramento de sistemas veiculares e inspecionar veículos e seus sistemas.  Este profissional pode trabalhar em empresas de diferentes portes, segmentos e níveis tecnológicos, como:  

  • Montadoras automotivas;  
  • Concessionárias e revendas;  
  • Oficinas mecânicas;  
  • Empresas de fabricação e comercialização de equipamentos, acessórios e peças para automóveis; 
  • Empresas de fabricação e comercialização de implementos e máquinas agrícolas;  
  • Setor de manutenção de empresas da área agrícola em geral;  
  • Setor de instalação de equipamentos, dispositivos e acessórios em veículos automotivos; 
  • Organismos de vistorias, inspeção e certificação veicular. 

Para isso, o Curso Técnico em Manutenção Automotiva do SENAI-RS conta com módulos que tratam dos fundamentos da tecnologia automotiva, manutenção de diversos sistemas, gestão de serviços de manutenção veicular e diagnósticos avançados de sistemas automotivos.  

Qualificar-se para atuar no setor automotivo abre inúmeras possibilidades de trabalho, já que essa é uma das principais indústrias do mundo e, como percebemos com os dados apresentados, está em constante evolução e crescimento. 

A importância das Telecomunicações na Indústria 4.0

Você sabe qual é a relação entre a área de telecomunicações e a Indústria 4.0 em um mercado que avança a passos largos?

O conceito de Indústria 4.0 refere-se à quarta revolução industrial vivenciada atualmente com a automatização de processos produtivos, significando um passo importante no desenvolvimento da indústria. Essa revolução está ligada à digitalização dos processos e a implementação de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT), que geram um potencial disruptivo para o setor industrial.

Em um panorama geral, as tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 são:

  • Robótica avançada;
  • Simulações;
  • Big Data;
  • Realidade Aumentada;
  • Fabricação Aditiva;
  • Computação em nuvem (cloud computing);
  • Segurança cibernética;
  • Internet das coisas (IoT);
  • Integração de sistemas;
  • Inteligência artificial.

Relação entre o setor de Telecomunicações e a Indústria 4.0

A evolução das tecnologias que sustentam a troca de dados impacta diretamente no nível de conectividade das empresas. Basta observar, por exemplo, o papel da análise de dados e da cloud computing na Indústria 4.0. Nesse aspecto, as telecomunicações são um alicerce para esse novo modelo produtivo.

A tecnologia permite a implementação de sensores em fábricas para coletarem dados e, com o auxílio da Inteligência Artificial (IA) e do Machine Learning, por exemplo, forneçam insights relevantes para automatizar a tomada de decisões. O que isso significa na prática?

Com o monitoramento de indicadores de desempenho de um determinado equipamento (calor, velocidade, umidade, vibração, etc.), se têm muito mais controle e visão. Anomalias que indiquem falhas podem ser identificadas com antecedência, evitando que o equipamento chegue a falhar ou quebrar. Consequentemente, a intervenção corretiva é substituída por um trabalho preventivo, impactando nos custos.

Na prática, as tecnologias de telecomunicações facilitam os processos e promovem a conectividade necessária para integrar os sistemas. As redes devem permitir um alto nível de rastreabilidade e monitoramento.

Principais desafios

Um primeiro ponto a ser destacado é a falta de fornecedores capazes de atender às demandas empresariais, sobretudo das grandes empresas. Uma infraestrutura de nuvem que suporte o uso de Analytics, por exemplo, exige uma conexão confiável, segura e potente. Nesse sentido, o 5G é uma das tecnologias que despontam como fontes de grande potencial.

Esse tipo de rede permite conexões ponto a ponto sem a necessidade de uma gestão centralizada das trocas de dados. A validade dos registros é distribuída entre todos os dispositivos conectados, dando mais velocidade e segurança às operações em uma rede industrial fechada.

O Brasil ainda precisa de políticas de ampliação das redes de banda larga para que o alcance nacional seja satisfatório. Do contrário, muitas empresas ainda estarão limitadas a um sistema de troca de dados menos sofisticado.

Vale destacar a importância de que as empresas encontrem seu caminho em direção à transformação digital. A inserção estratégica da tecnologia é fundamental para que os métodos de produção alcancem o nível da Indústria 4.0.

Para isso, é essencial ter atenção às novas soluções e tendências, realizando estudos sobre os impactos que elas podem trazer à empresa no seu contexto específico para que, a partir disso, seja elaborado um plano de investimento.

Avanços e benefícios

A primeira grande vantagem é a otimização de processos, que traz consigo redução de custos, aumento da qualidade e mais eficiência à produção industrial. Ligado a isso, está a questão do potencial disruptivo que é inerente à cultura da inovação.

Quanto maior a maturidade digital de uma empresa, maior sua capacidade de produzir com alto nível de customização. Não são apenas os produtos que evoluem, mas a forma de criá-los e a própria relação com os clientes.

Conforme a empresa vai formando seu próprio modelo de Indústria 4.0, ela ganha em flexibilidade e capacidade de resposta às novas demandas do mercado. A partir de uma iniciativa inovadora, ela pode quebrar um paradigma e revolucionar o setor no qual atua.

Um bom exemplo disso é o que aconteceu com diversos serviços ao longo dos últimos anos, graças à adoção de aplicativos mobile para mediá-los. O vendedor e o cliente já tinham uma relação comercial, mas a disrupção tecnológica reinventou esses setores e obrigou todas as empresas a se adequarem.

São diferenciais que fazem da inovação uma questão de sobrevivência. Neste contexto, a relação entre telecomunicação e Indústria 4.0 é extremamente próxima. Por isso, profissionais qualificados em telecomunicações encontram um mercado em expansão com alta demanda para atuar.

Cursos de Telecomunicações no SENAI

O SENAI oferece cursos na área de telecomunicações: curso técnico e graduação tecnológica. Conheça mais sobre os cursos e se prepare para atuar nesse setor em crescimento constante.

4 tendências da Indústria 4.0 para se preparar

A Indústria 4.0 é um conceito que engloba o uso de tecnologias avançadas para proporcionar inovação, automação e melhorias nos processos de manufatura. Os robôs inteligentes fazem parte dessa revolução industrial e atuar em parceria com os homens.

Essa evolução está levando eficiência e lucratividade para os negócios. Assim, existe a necessidade dos profissionais se adaptarem e qualificarem para esse novo contexto, aprendendo a conciliar os seus conhecimentos e habilidades com a tecnologia.

Mantenha-se atualizado!

A maneira de trabalhar e de se comunicar com as outras pessoas mudou muito rápido nos últimos anos. O primeiro celular chegou ao Brasil em 1990 e só fazia ligações telefônicas. Em 2001, já foi criado um celular que enviava mensagens e fazia fotografias. A tecnologia avançou e hoje existem múltiplos modelos de aparelhos inteligentes, os famosos smartphones.

O que isso quer dizer? O profissional de 1990 precisou seguir as mudanças e passou das ligações para as conversas pelo WhatsApp. Da mesma forma, é preciso acompanhar as tendências do mercado para identificar quais serão as novas maneiras de trabalhar daqui para frente.

Cada vez mais, a tecnologia está fazendo parte do contexto social e toma proporções maiores a todo momento. Você pode observar pelos smartwatches, smart TV’s e outros dispositivos domésticos conectados à rede. Quem não se adapta a nova realidade e busca conhecer o funcionamento das novas tecnologias, fica para trás.

Principais tendências da Indústria 4.0

1. Conectividade

Equipamentos tecnológicos estão cada vez mais conectados para gerar automação nas fábricas. Alguns sensores são implantados nas máquinas para captar diferentes dados e logo encaminhados para a nuvem e sistemas inteligentes a fim de levar informações relevantes para o gestor.

Softwares, aplicativos e plataformas estão cada vez mais integrados para trazer automação e eficiência às fábricas. Os dados coletados têm a função de formular insights para alcançar melhorias na gestão do negócio.

2. Simulação digital

Hoje, uma das principais prioridades é diminuir a perda de recursos na elaboração de protótipos de produtos. A tecnologia da indústria 4.0 tem o papel de diminuir esses custos da empresa. O modelo de um avião, por exemplo, pode ser formado a partir de simulação digital.

Ainda é possível verificar como devem ficar os processos industriais sem a necessidade de parar toda a produção. Essa simulação digital facilita a identificação de erros e a correção deles antes mesmo de iniciar a fabricação dos produtos.

A Siemens é uma empresa que já investe nesse modelo de tecnologia: durante a Feira de Hannover, na Alemanha, o conceito foi apresentado para os demais empresários. Ela mostrou um case na indústria automotiva, unindo a tecnologia dos softwares para acompanhar a produção de um veículo a partir da criação de um protótipo digital.

3. Robôs em parceria com humanos

A indústria valoriza a colaboração entre os homens e os robôs. Essa tendência é denominada de “cobot”: equipamentos pequenos fazem algumas tarefas manuais, enquanto a gestão deles é feita pelos homens.

O investimento no cobot não é tão alto quanto em um robô que realiza todas as demandas. Por isso, acredita-se que essa é uma opção mais viável para as indústrias. Uma versão semelhante dessa funcionalidade pode ser observada nas cirurgias realizadas por robôs. Um médico acompanha o procedimento em vídeo, enquanto o equipamento faz o “trabalho braçal”.

A tecnologia, então, permite conciliar os movimentos sensitivos dos homens e a precisão e agilidade de um robô. Os cobots são utilizados nas indústrias para desenvolver atividades consideradas inseguras para as pessoas, complementando o desenvolvimento das tarefas.

4. Fábricas inteligentes

A computação em nuvem, a inteligência artificial e a internet das coisas (IoT) já integram os ambientes fabris e impactam diretamente na produtividade e eficiência das indústrias. Com esse avanço, as máquinas compartilham informações, registram estatísticas e promovem o desligamento automático de algum equipamento caso seja identificado um problema de segurança ou desempenho.

A conectividade das máquinas com a internet tem facilitado o rastreamento das peças, a análise da capacidade produtiva e a elaboração de planos de manutenção mais eficientes.

A IoT auxilia os gestores nos processos de tomada de decisão, pois disponibiliza as informações certas no momento em que são necessárias. Ela compara dados anteriores aos registrados no dia atual, gerando uma informação relevante para quem atua no segmento.

A computação em nuvem, por sua vez, tem o papel de armazenar os dados e permitir que eles sejam utilizados depois para criar análises sobre o negócio.

Como o profissional pode se preparar para elas

É possível notar que as principais tendências da Indústria 4.0 estão revolucionando a forma de trabalhar nesses ambientes. Logo, o profissional precisa estar atento às mudanças e avanços do setor.

A Ambev, por exemplo, implantou a automação nos seus processos para melhorar o controle no resfriamento da cerveja. A Volkswagen Brasil utiliza a tecnologia para simulação de projetos a fim de levar agilidade e flexibilidade ao seu ambiente. Ela também investe no treinamento da equipe para que todos saibam utilizar as novas ferramentas.

Sendo assim, a melhor maneira de se preparar para essas mudanças é incentivar a inovação na fábrica em que já atua para sair na frente dos concorrentes. É fundamental buscar cursos de formação continuada para aprender como lidar com as novas tecnologias que surgem.

Os cursos de pós-graduação também são importantes, pois eles estimulam a troca de experiências entre os participantes e integram os principais conceitos às práticas na indústria. Então, o estudante aprende a reduzir os erros e a aumentar a segurança na manufatura com o uso da tecnologia.

As tendências da Indústria 4.0 já revolucionam as fábricas com a implantação de processos mais inteligentes. Agora, cabe ao profissional buscar maneiras de se preparar para esse contexto e saber atuar nesse novo mercado.

A importância da Automação na produção industrial e como estimulá-la

Um dos principais motores que impulsiona o desempenho crescente das empresas é a automação na produção industrial. Em tempos de um mercado tão competitivo, investir em automação tornou-se imprescindível. Entretanto, é natural que alguns desafios surjam na hora de implementar estratégias de automação.

Afinal, por que é tão importante investir em automação? Qual é o papel da tecnologia nesse processo? Como fazer a automação na indústria? Veja:

Quais são os tipos de automação de processos na indústria?

O conceito de automação industrial se refere à adoção de soluções, como ferramentas físicas, mecanismos analógicos, softwares, entre outros, para automatizar processos produtivos. Porém, existem diferentes maneiras de fazer isso. Acompanhe quais são os três tipos de automação que você pode implementar na indústria:

Automação fixa

A principal característica desse modelo é a rigidez da configuração feita nos equipamentos. Em outras palavras, é criada uma lógica de execução específica que não se altera enquanto o trabalho é realizado, a não ser que seja elaborado um projeto totalmente novo.

A vantagem é o ganho de produtividade que essa técnica oferece, sobretudo para modelos de produção industrial em larga escala.

Automação programável

Uma forma de evolução da automação fixa é o tipo programável, que permite trabalhar com um leque mais amplo de possibilidades. Na prática, isso significa que diferentes lógicas de execução estão disponíveis para o equipamento, cada uma para um tipo diferente de mercadoria. Logo, uma mesma linha de produção pode gerar diferentes produtos ou partes para compô-los.

O sistema conta com um controlador, no qual são inseridas as configurações e é selecionada a lógica que deve ser aplicada para o próximo ciclo. Assim, é disparada a produção de um lote, cujas especificações e quantidades são predeterminadas.

Nesse caso, vale destacar que a configuração plural do equipamento toma um pouco mais de tempo. Por isso, é fundamental que o planejamento seja eficiente, evitando a necessidade de ajustes constantes nos parâmetros (de forma física ou digital).

Automação flexível

O tipo flexível, por sua vez, também opera com um leque de configurações distintas, mas pode ser ajustado por meio de comandos que alteram o design do material fabricado. Em geral, isso pode ser feito de maneira bem ágil pelo operador.

Consequentemente, não há uma perda de tempo tão grande com ajustes finos, facilitando a produção de lotes variados com um ritmo mais estável.

Qual é a relação entre automação e tecnologia?

A primeira Revolução Industrial é fruto direto de um processo de automação que, por sua vez, só foi possível devido à aplicação inteligente da tecnologia. Os primeiros modelos de produção em série e o domínio da força mecânica a vapor estão por trás desse momento histórico. De lá para cá, outras três Revoluções Industriais ocorreram e, em todos os casos, os avanços da tecnologia têm papel de protagonismo.

Do domínio da energia elétrica, passando pela adoção da computação lógica e chegando à Transformação Digital, a automação está sempre presente. A todo momento, são as novas tecnologias (e novos métodos) que permitem que ela ocorra a níveis cada vez mais altos.

Na Indústria 4.0, por exemplo, a automação vai além do processos produtivos e alcança as tomadas de decisão. Promovendo sensoriamento e conectividade com a Internet das Coisas (IoT), você pode transformar dados em insights relevantes que otimizam tomadas de decisões. A manutenção antecipa falhas; o marketing dispara automaticamente ações personalizadas para cada cliente; a produção é sob demanda.

Logo, as possibilidades se multiplicam, dependendo basicamente da criatividade da empresa e, é claro, das tecnologias que ela tem à disposição.

Como impulsionar a automação na produção industrial?

Existem diversas estratégias de aplicação da automação na produção industrial. Em geral, definir o caminho certo a seguir depende do mercado no qual a empresa atua, das demandas específicas do seu consumidor e, principalmente, da sua dinâmica própria de funcionamento. É sempre bom ter em mente que a Indústria 4.0 incentiva uma atuação inovadora, personalizada e criativa.

Tendo isso em mente, algumas ações mais específicas trazem benefícios pontuais e significativos para a indústria. A seguir, detalhamos um passo a passo para ajudar você a impulsionar a automação na sua empresa:

Planeje sua estratégia

Toda mudança estratégica exige compreender o cenário atual da empresa, traçar metas e monitorar as ações implementadas. Por isso, o primeiro passo é planejar sua estratégia. Verifique o que está sendo feito pela concorrência, pesquise o mercado, entenda as possibilidades de investimento em tecnologia na sua empresa e crie metas realistas de curto e longo prazo.

Conheça as tecnologias disponíveis

Manter-se atualizado é fundamental. A tecnologia é uma força propulsora da automação, assim como da evolução dos processos produtivos como um todo. Então, existem dois pontos de vista que você deve assumir:

  • Primeiramente, entenda quais tecnologias são tendências inevitáveis: todos os concorrentes adotaram e tudo indica que quem não se adaptar vai perder espaço no mercado. A computação na nuvem e a integração de dados, por exemplo, se tornaram pilares essenciais da infraestrutura de TI;
  • Para complementar, observe as oportunidades. Aqui estão as tecnologias que ainda não são consenso no seu nicho, mas têm potencial. Além da Internet das Coisas, podemos destacar o Big Data e a Inteligência Artificial (IA) em suas mais variadas formas, entre elas o Machine Learning.

Invista em tecnologia e capacitação

Um ponto crucial para o sucesso da automação na indústria é a presença de profissionais com capacitação de qualidade para lidar com processos desse tipo. Muitas vezes, vale a pena buscar um especialista ou mesmo uma consultoria para implementar uma tecnologia específica. Entretanto, geralmente é muito mais viável capacitar seus próprios funcionários e direcionar a formação às suas demandas específicas.

O investimento é menor, principalmente se considerarmos os custos de selecionar e contratar novos profissionais. Ainda assim, tudo isso deve ser medido de acordo com suas necessidades. Sua referência deve ser a qualidade. Se vai implementar um projeto tecnológico mais amplo, não abra mão de uma equipe capacitada para isso.

Por fim, lembre-se de planejar em curto e longo prazo para permitir a escalabilidade da automação. Isso significa abrir espaço para uma evolução constante, trazendo resultados melhores e garantindo um diferencial frente à concorrência.

Não há segredo: a automação na produção industrial é uma necessidade para todas as empresas e quem investe em inovação tecnológica está sempre um passo a frente. Então, coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor.

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O que faz um profissional de Mecatrônica 

A mecatrônica é uma área estratégica no contexto da Indústria 4.0, pois atua diretamente na automatização dos processos de manufatura. Combina diferentes áreas do conhecimento como: elétrica, eletrônica, mecânica, robótica e informática que alavancam o desenvolvimento de fábricas mais modernas e tecnológicas. 

O profissional da área de mecatrônica atua no desenvolvimento, implementação e manutenção de sistemas automatizados de produção, aplicando diferentes tecnologias – como modelagem virtual e prototipação de componentes mecânicos, eletropneumática, sistemas lógicos programáveis, interfaces de sistemas com usuários, gerenciamento de dados e indicadores de sistemas. 

Por isso, a mecatrônica é uma área de atuação com alta demanda profissional, já que está relacionada a todo tipo de produção industrial tecnológica. Existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Mecatrônica até 2025, conforme o Mapa do Trabalho de 2022 divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A mecatrônica é uma das áreas com expressivo crescimento na indústria. 

O que é a mecatrônica? 

O termo “mecatrônica” originou-se na década de 1960, quando os profissionais começaram a fundir os campos da engenharia mecânica e eletrônica, mas os recentes avanços em inteligência artificial (IA), blockchain, Internet das Coisas (IoT), robótica e outras novas tecnologias têm impulsionado a área. 

A mecatrônica envolve diferentes áreas do conhecimento e atua diretamente na automatização de processos produtivos, dentro dos mais diversos setores, como o alimentício, automobilístico, têxtil, farmacêutico e outros, sendo imprescindível no desenvolvimento da Indústria 4.0.

Importância do profissional capacitado no setor 

A crescente modernização das indústrias, exige a presença de profissionais capacitados para atuarem nas linhas de produção, bem como na aplicação e uso de diferentes tecnologias. A mecatrônica é uma base essencial para o crescimento e alavancagem da indústria e de seus processos produtivos.  

Ao realizar um curso técnico em mecatrônica, o profissional é preparado para atuar em diferentes contextos do processo produtivo, que envolvem a desde a manutenção dos sistemas, até a implementação e desenvolvimento de máquinas e equipamentos do setor industrial, com o uso de diferentes tecnologias como a pneumática, robótica, controladores programáveis – que compõem uma linha de produção automatizada. Portanto, ter afinidade com a tecnologia é fundamental. 

Formação técnica 

O profissional técnico em mecatrônica vai atuar no desenvolvimento e implementação de circuitos, componentes e sistemas automatizados de manufatura, bem como na sua manutenção. 

O curso técnico vai prepará-lo de forma direcionada para atuar na área, introduzindo o estudante à diferentes contextos, como a eletrônica e mecânica, além de disciplinas específicas como acionamentos eletroeletrônicos, sistemas lógicos programáveis, processos de manufatura e tecnologias da informação e comunicação aplicadas à Indústria 4.0

Como construir um bom plano de carreira na indústria?

Diante das novas exigências do mercado de trabalho, é preciso oferecer um bom plano de carreira, pois é ele que vai garantir a ascensão dos trabalhadores na empresa. 

Além disso, os avanços tecnológicos têm representado um impacto direto sobre o futuro do trabalho, com a reconfiguração de funções.

Nesse cenário, é preciso criar estratégias para conciliar as competências esperadas pela indústria, com as necessidades dos seus trabalhadores, buscando sempre o aprendizado contínuo da equipe, para que eles estejam atualizados e de acordo com as tendências de mercado.

Ao longo desta leitura, trazemos para você dicas de como construir um bom plano de carreira na indústria. Acompanhe:

Características do plano de carreira

O plano de carreira pode ser individual ou elaborado por setor, caracterizado como uma estruturação que consta os objetivos, as metas e as expectativas de cada cargo. Em suma, ele serve para mostrar aos empregados exatamente onde estão e o que precisam fazer para conquistar cargos mais altos.

Com isso, todos se sentem mais estimulados a permanecer na empresa e a oferecer as suas melhores entregas, pois sabem o caminho que têm que percorrer para alcançar os objetivos pessoais e da própria corporação.

Quando bem-fundamentado e estruturado, o plano de carreira consegue esboçar os rumos da vida profissional dos trabalhadores, fazendo com que eles saibam o que esperar do futuro.

Quando a indústria conta com um bom plano de carreira, ela garante profissionais mais comprometidos e entusiasmados a acompanhar os avanços tecnológicos que permeiam esse mercado, mantendo-os atualizados sobre tudo o que acontece.

A tecnologia e as mudanças no mercado de trabalho

É possível perceber uma grande mudança no mercado de trabalho nos últimos anos. Se você olhar para as gerações anteriores, dos seus pais, tios ou mesmo avós, perceberá que eles permaneciam muito mais tempo nos empregos. Aliás, um profissional bem-sucedido até a década de 70 e 80 era aquele que conquistava o seu primeiro emprego e permanecia nele até se aposentar.

Com o passar dos anos, esse quadro foi se modificando e, hoje, é possível perceber que as novas gerações de trabalhadores não têm receio de mudar de emprego e traçar a sua própria história.

Esse fato é decorrente também dos avanços da tecnologia, que deixaram as informações mais acessíveis e próximas de todos, a exemplo da popularização da internet e dos smartphones.

Na indústria, os avanços tecnológicos também já são uma realidade, impactando diretamente na forma de trabalho e nas competências esperadas dos profissionais atuantes no mercado. Para o trabalhador, é preciso ter atenção a essa realidade para garantir a sua empregabilidade, pois as máquinas já fazem parte do cotidiano de trabalho de todo o universo corporativo e industrial.

E é justamente por esse motivo que as empresas procuram contratar candidatos familiarizados com as novas tecnologias. Isso porque esses recursos representam um importante diferencial competitivo, não só em termos de aumento de produção, mas também de qualidade dos produtos e serviços ofertados.

Nesse cenário, tanto empresas quanto funcionários devem estar preparados para o fenômeno da Indústria 4.0, pois esse já é um caminho sem volta.

No entanto, isso não significa que as máquinas tomarão o lugar dos trabalhadores. O que acontece é que os profissionais da indústria passam a exercer funções de comando e otimização de processos. Para isso, utilizam as ferramentas tecnológicas de automação, que ajudam na inovação, fator fundamental para a competitividade de qualquer negócio.

Como construir ou rever um plano de carreira na indústria

Construir um plano de carreira requer estar por dentro das exigências do mercado, a fim de potencializar o crescimento do negócio e também dos funcionários.

Separamos para você os principais tópicos para construir ou rever um plano de carreira na indústria. Veja:

Conheça e liste as competências adquiridas

Ao longo da trajetória profissional, somam-se competências importantes e que podem ser aproveitadas como diferenciais competitivos para a sua permanência no mercado, promoções e até mesmo uma transição de carreira dentro da empresa.

Mapeie as novas competências exigidas pelo mercado

Estar atualizado sobre as novas exigências do mercado é fundamental para garantir a competitividade da empresa. Por isso, pesquise entre os concorrentes do seu segmento quais são as habilidades e competências esperadas para os cargos mais importantes para o negócio.

Invista na atualização do conhecimento da equipe

Os avanços tecnológicos acontecem com muita rapidez, por isso, é preciso ter atenção e procurar a atualização de conhecimento dos trabalhadores, que pode ser feita por meio de:

  • cursos;
  • palestras;
  • workshops.

Assim, você também consegue entender como as ferramentas tecnológicas estão impactando nas funções.

Tenha atenção às competências e habilidades comportamentais

Apesar de as competências técnicas serem muito importantes, principalmente para acompanhar os avanços da Indústria 4.0, também é preciso ter atenção às competências comportamentais dos seus empregados. São exemplos dessas competências:

  • capacidade de trabalhar em equipe;
  • boa comunicação interpessoal;
  • liderança;
  • resiliência;
  • capacidade de trabalhar sob pressão.

Isso porque as empresas têm contratado pelas competências técnicas e demitido por falta de habilidades comportamentais. Logo, considere desenvolvê-las em sua equipe para garantir os resultados esperados.

Defina e revise constantemente metas e objetivos

Em qual posição você quer ver seus trabalhadores daqui a 5 ou 10 anos? É preciso visualizar e definir metas e, ainda, revisá-las com frequência, a fim de manter todos atualizado sobre tudo o que acontece na sua empresa e no mercado de trabalho.

Logo, não tenha medo de revisar as metas e os objetivos junto com os seus colaboradores e fazer as adequações necessárias para alcançar as aspirações profissionais desejadas por eles.

Como vimos ao longo deste artigo, construir um plano de carreira na indústria requer estar atualizado sobre as tendências, principalmente àquelas relacionadas à tecnologia e à inovação, e também estar de olho no mercado. Com isso, é possível formar equipes de alta performance.

Se você gostou deste artigo sobre plano de carreira na indústria, confira também como utilizar a análise preditiva no setor para se destacar no mercado!

O que faz um profissional de Automação Industrial 

O mercado está empenhado em incorporar mais recursos tecnológicos às rotinas de trabalho. Novas tecnologias implementadas na indústria que, associadas à robótica, manutenção inteligente, redes industriais, sensores inteligentes, entre outras, têm aberto novas oportunidades. 

Por isso, de acordo com o Mapa do Trabalho de 2022, existe a perspectiva de crescimento em 46,9% de vagas para a área de Automação para os próximos anos. Ou seja, é um setor em ampla ascensão. É essa área que tem impulsionado o crescimento da indústria brasileira nos últimos anos, já que a automação tem impacto na eficiência produtiva e econômica. 

A formação em automação industrial costuma atrair profissionais que já atuam em linhas de produção industrial e buscam qualificação para crescer profissionalmente conforme novos processos tecnológicos avançam e a Indústria 4.0 se estabelece. 

O que é automação industrial? 

A automação vem como uma forma de otimizar o trabalho operacional, utilizando de técnicas, softwares, hardwares, programação e equipamentos para tornar uma linha de produção automática e menos dependente de esforço braçal. 

Dessa forma, o espaço de trabalho se torna mais inteligente e ágil, seguindo processos definidos que dão fluidez e independência à produção. Assim, é possível diminuir o consumo de energia, os custos de produção, os erros de fabricação, resíduos e materiais investidos e, por outro lado, aumentar a velocidade e a segurança do ambiente. 

Importância do profissional capacitado no setor 

Se por um lado a automação industrial diminui a dependência de atividades braçais, por outro ela exige mais profissionais capacitados para trabalhar com a tecnologia. Nesse cenário, o profissional de automação deve ser habilidoso em entender, instalar, adaptar e realizar a manutenção de linhas e processos automatizados. Também se faz necessário estar em constante atualização com as novidades tecnológicas que impactam a linha de produção da indústria. 

O profissional técnico em automação é habilitado a realizar a integração de sistemas automatizados, empregando softwares e programação, além de realizar testes e calibrações de equipamentos elétricos, bem como procedimentos de controle de qualidade e gestão. A formação técnica tem foco em um preparo prático para atender de maneira assertiva e rápida a demanda de trabalho operacional. 

O perfil de um profissional tecnólogo possui um aprofundamento teórico na área, desenvolvendo uma visão estratégica para atuar no desenvolvimento e gestão, projetando e gerenciando sistemas automatizados de controle. O tecnólogo ainda pode atuar supervisionando a implantação e operação de redes industriais, sistemas supervisórios, sensores e controladores programáveis, emitindo laudos e pareceres técnicos na área. 

Curso técnico ou graduação tecnológica: qual optar? 

Você busca uma inserção mais rápida no mundo do trabalho? Neste caso, a escolha por um curso técnico é assertiva. Ele pode ser cursado ainda frequentando o ensino médio e tem como foco principal preparar profissionais para atuar no mercado de trabalho em um curto período de tempo, de um a dois anos. 

Já a graduação tecnológica também é uma boa opção para quem busca se preparar para áreas específicas, com uma formação objetiva, voltada à prática. Assim como a modalidade de curso técnico, seu propósito é que o estudante desenvolva habilidades que permitam a sua rápida inserção no mercado. Seu diferencial está em ser reconhecido como curso superior e, por isso, para iniciá-lo é exigida a conclusão do ensino médio. Sua duração, em média, é de dois a três anos.