O que faz um profissional de Curtimento

O profissional de curtimento é aquele responsável por realizar as tarefas de preparação da pele animal para a produção do couro. O couro devidamente tratado é repassado às indústrias para o desenvolvimento de calçados, bolsas, roupas, acessórios, entre outros.

Inclusive, somente no primeiro semestre de 2024, os curtumes brasileiros exportaram 40% de sua produção para a China, foram 39,17 milhões de metros quadrados de couros e peles demandados à indústria automotiva chinesa para estofados de veículos, de acordo com o canal Globo Rural. Essa exportação representou 29,9% do faturamento em exportações e um aumento de 33,3% em relação ao mesmo período de 2023.

Os dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) nos apresentam em números esse crescimento, as exportações de couro ultrapassaram U$ 1,2 bi em 2024, um crescimento de 12,5% em relação a 2023. Os três principais destinos foram: China, Estados Unidos e Itália.

O que é curtimento?

O curtimento de couro é um processo industrial que, com o trabalho do profissional de curtimento e a partir de preparações químicas e mecânicas, transforma, em diferentes etapas, peles de animais em couro utilizável e durável. O processamento do couro passa por três fases: ribeira, recurtimento e acabamento.

Resumidamente, na fase de ribeira é feita a limpeza da pele, onde ocorrem os processos de remolho, depilação, caleiro, descarne, divisão, desencalagem, purga, píquel e curtimento, sendo este o processo que estabiliza a pele, transformando-a em couro, através da adição de produtos químicos curtentes. Na fase de recurtimento, propriamente, o profissional aplica produtos químicos visando atribuir ao couro características como cor, elasticidade e maciez. Na última fase é realizado o acabamento, com o objetivo de embelezar, proteger, proporcionar resistência e durabilidade; nela são feitas a pigmentação, a aplicação de efeitos, estampagem, entre outros.

Em meio às fases principais vão ocorrendo outras operações com a finalidade de melhor preparar ou finalizar a peça para a fase seguinte. O processo também é alterado conforme o tipo de couro a ser produzido, o Wet Blue, por exemplo, recebe cromo durante o processo de curtimento, fase que é chamada de acabamento molhado e que não dispensa o acabamento para finalizar. Ao longo de sua produção, o couro passa por diferentes estágios: salgado, wet-blue, crust (semiacabado) e acabado.

Importância de um profissional capacitado no setor

A capacitação de profissionais é fundamental para garantir a qualidade e a sustentabilidade do produto final e para assegurar a segurança dos trabalhadores, a eficiência econômica do processo e a capacidade da indústria de inovar e se adaptar às exigências do mercado moderno coureiro. Ao realizar sua formação, o profissional de curtimento aprende na prática cada fase de processamento do couro junto às normas relativas ao trabalho seguro e sustentável.

Entre as funções que um profissional de curtimento poderá ter, estão: a coordenação das etapas, a coleta de amostras e o trabalho específico a cada fase do processamento do couro. Além disso, também pode exercer outras funções relacionadas ao setor coureiro, como controle de qualidade, assistência técnica, pesquisa em couro, análise ambiental, dentro de indústrias químicas, nas vendas, entre outros.

Desta forma, para suprir o mercado coureiro, faz-se necessário profissionais de curtimento com a formação adequada e em constante qualificação para o conhecimento atualizado das melhores práticas em níveis nacionais e internacionais.

Formação técnica

O Curso Técnico em Curtimento do SENAI-RS prepara profissionais aptos a supervisionar processos de produção em todas suas etapas, desenvolver produtos e processos visando a sustentabilidade, otimizar o desempenho ambiental dos processos, atuar em equipes de trabalho de forma ética, além de desenvolver habilidades comportamentais voltadas às relações sociais de trabalho.

Entre as competências presentes no Curso Técnico em Curtimento do SENAI-RS, constam: Operação de máquinas e equipamentos; Normalização e requisitos técnicos; Reações químicas aplicáveis aos processos da ribeira ao curtimento; e Análises biológicas (microbiologia e histologia) em peles e couros.
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O que faz um profissional de Eletrônica

O profissional de eletrônica é uma das profissões da indústria que possui salários acima da média. Sua atuação está ligada ao planejamento, produção e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos, como no comando e controle industrial, laboratórios de desenvolvimento de equipamentos eletrônicos e eletrônica embarcada, sendo possível uma atuação ampla no mercado.

De acordo com o Relatório do Desempenho Setorial, edição Dezembro/2024[DB1] , da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a previsão de faturamento em eletroeletrônicos ao fechar 2024 será de R$ 226,7 bilhões, ultrapassando 11% acima do faturamento de 2023, uma elevação superior a projeção anterior, que previa um aumento de 7%. Por sua vez, as exportações e as importações deverão alcançar, respectivamente, US$ 7.5 bi e US$ 47.875 bi, 4% e 12% acima do último ano. A pesquisa também destaca um expressivo acréscimo de 18,7 mil postos de trabalho no setor, aumentando de 265,5 mil funcionários diretos, em dezembro de 2023, para 284,2 mil em dezembro de 2024.

Para 2025, as projeções da Abinee para o setor eletroeletrônico apontam um acréscimo ainda maior de postos de trabalho, chegando a 290 mil em dezembro. O faturamento seguirá em alta, com um crescimento de 6%, somando R$ 241 bilhões. As exportações devem elevar 3% e as importações 2%.

Assim, vê-se a necessidade de profissionais com formação em eletrônica para acompanhar o ritmo crescente do setor. Mas, você sabe o que é eletrônica e o que faz um profissional de eletrônica? Confira a seguir.

O que é Eletrônica?

Eletrônica é a área que trabalha com circuitos formados por componentes eletrônicos e elétricos para controle, manipulação, armazenamento e processamento de informações através de fluxos de baixa e alta potência.

Os circuitos eletrônicos e elétricos se diferenciam, principalmente, pelo meio e pela potência em que se propagam. Os eletrônicos circundam em baixa potência por meio de materiais semicondutores, condutores e no vácuo, enquanto os elétricos, em alta potência e apenas por condutores elétricos.

A área da eletrônica divide-se em dois ramos: eletrônica analógica e eletrônica digital. A eletrônica analógica trabalha com sinais análogos à informação que representa, considerados sinais mais complexos, e baseia-se nos princípios da Lei de Ohm. A eletrônica digital, por sua vez, trabalha com sinais digitais, considerados mais simplificados do que os analógicos, porém, com maior capacidade de transmissão de informações; funciona por linguagem binária e transforma as informações em bits.

Importância de um profissional capacitado no setor

A eletrônica é uma área vasta, oferecendo diversas possibilidades de atuação. Desta forma, o profissional de eletrônica cumpre importante papel nos processos industriais de diferentes segmentos tecnológicos. O profissional de eletrônica poderá atuar no desenvolvimento, assistência técnica, controle de qualidade, manutenção de equipamentos eletrônicos industriais, residenciais ou comerciais, empresas integradoras e prestadoras de serviço, escritórios de vendas, suporte, design e engenharia e indústria.

Alguns dos segmentos que este profissional pode atuar são empresas de telecomunicações, empresas de energia elétrica, empresas de projetos e consultoria e assistência tecnológica, empresas de manufatura e montadoras, empresas de equipamentos eletroeletrônicos, empresas que trabalham com processos contínuos, indústrias em geral, como alimentícia e têxtil, centros de desenvolvimento e pesquisa, setor de comércio e serviços, setor de saúde e instituições de ensino, entre tantos outros.

Formação técnica

O Curso Técnico em Eletrônica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para desenvolver circuitos eletrônicos e realizar a montagem e a manutenção de circuitos e sistemas eletrônicos, seguindo normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e segurança no trabalho.

O curso proporciona aos alunos a vivência de situações de aprendizagens que envolvam os princípios, normas e atitudes do Sistema de Gestão da Qualidade e gerenciamento de tarefas. São desenvolvidos projetos e atividades desafiadoras, a percepção e incorporação consciente e crítica da estética e da ética nas relações humanas envolvidas em situações profissionais. Entre as aulas previstas estão Montagem de Sistemas Eletrônicos, Desenho de Circuitos Eletrônicos e Programação de Dispositivos e Sistemas Eletrônicos.

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O que faz um profissional de Sistemas Embarcados

O profissional tecnólogo em Sistemas Embarcados é o profissional especializado em desenvolver, implementar e gerenciar sistemas que incorporam hardware e software para desempenhar funções específicas em dispositivos. É um profissional a cada dia mais procurado na Indústria 5.0, que conta com a vanguarda humana e sua capacidade cognitiva, somada às máquinas e todas as tecnologias que já envolviam a Indústria 4.0, como: Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), Aprendizado de máquina, Robótica avançada, Computação de Borda (Edge Computing), entre outros.

Uma das tendências para 2025, de acordo com Marcelo João Bortolini, Gerente de Pesquisa da Selgron, empresa especializada em soluções de automação industrial, será os equipamentos virem com tecnologias embarcadas mais modernas. O tecnólogo em Sistemas Embarcados é quem projeta e instala nos equipamentos essas tecnologias, permitindo a automação da máquina e, inclusive, a conexão entre máquinas (IoT).

Conforme estudo da Frost & Sullivan, até 2027 a Internet das Coisas deve crescer em quase 20% ao ano no Brasil, prevendo chegar a 700 milhões de dispositivos vendidos e representando praticamente a metade de toda a América Latina. A projeção de Marcus Pinheiro, executivo do Gartner, vai além, e estima 20 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo até 2032, sendo o Brasil, a terceira região de maior crescimento, com uma taxa de 13,5% ao ano.

No entanto, o presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), Paulo Spaccaquerche, aponta alguns fatores impedem que a IoT seja plenamente desenvolvida e consolidada no Brasil: a viabilidade de compra de equipamentos e ferramentas, o fator cultural – causado pela falta de interoperabilidade, gerenciamento de mudanças e segurança – e a falta de mão de obra qualificada. Por isso, para alavancar o Brasil no mercado de sistemas embarcados e todas as tecnologias que se relacionam, como IoT, é necessário maior investimento das empresas e profissionais que queiram convergir suas qualificações para a área.

O que são sistemas embarcados

Sistemas embarcados consistem na integração de hardware e software projetados para funcionar de maneira coordenada, desempenhando funções específicas dentro de um sistema maior. Estão presentes, ainda, em grande maioria dos equipamentos que utilizamos em nosso dia a dia, como celulares, máquinas de lavar, automóveis, sistemas de segurança, sistemas de rastreamento e de geolocalização, entre muitos outros. Esses sistemas buscam desempenhar funções dedicadas, predefinidas e limitadas, geralmente em tempo real, para controlar ou monitorar equipamentos e processos, desta forma, são bastante úteis na automação industrial, onde atuam em diferentes níveis.

Ao pensar em uma pirâmide, teríamos os sistemas em nível de campo na base, em nível de controle logo acima e em nível de informação no topo. Em nível de campo, os sistemas embarcados coletam dados – de pressão, temperatura, velocidade – para ajudar o tomador de decisão a gerenciar a fábrica, otimizando processos. Em nível de controle, são programados para manter as máquinas funcionando em sincronia e com eficiência. Em nível de informação, os sistemas embarcados são considerados de alto desempenho e monitoram todo o sistema abaixo dele, de forma a gerar relatórios de produção e medir o processo como um todo a fim de juntar dados para análise e tomadas de decisões.

Importância de um profissional capacitado no setor

Conforme as tecnologias avançam com automações, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, entre outras, há maior necessidade de profissionais especialistas em sistemas embarcados, sendo esse fundamental para a realização efetiva das integrações e implementações.

Entre as principais atividades do tecnólogo em Sistemas Embarcados, podemos destacar: o desenvolvimento tanto de software controlador de dispositivos, quanto do hardware o sustenta; a criação, testagem e validação de sistemas embarcados para garantia do funcionamento; a garantia do atendimento a padrões de qualidade e segurança; a integração de componentes eletrônicos, sensores e atuadores para operação como um sistema único; manutenção de sistemas embarcados, solucionando problemas e otimizando o desempenho dos dispositivos; estudos de viabilidade técnica e econômica para projetos de sistemas embarcados, avaliando custos e benefícios; criação e manutenção de documentações técnicas relativas ao funcionamento dos sistemas e aos processos de desenvolvimento.

O profissional em sistemas embarcados pode atuar em empresas que desenvolvam produtos como microcontroladores, placas de circuito e dispositivos eletrônicos; em projetos de sistemas embarcados para controle de processos industriais e robótica; em empresas que desenvolvem equipamentos de comunicação (modems, roteadores e dispositivos móveis); no desenvolvimento de sistemas embarcados para veículos (incluindo controles de motor, sistemas de segurança e entretenimento); na criação e manutenção de dispositivos médicos e equipamentos que utilizam sistemas embarcados (como monitores de pacientes e equipamentos de diagnóstico); no desenvolvimento de sistemas embarcados para aeronaves, drones e equipamentos militares; em institutos e centros de pesquisa; em instituições de ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente, entre outros.

Formação técnica

O curso superior de tecnologia em Sistemas Embarcados do SENAI-RS forma profissionais capacitados para desenvolver, projetar e implementar soluções tecnológicas inovadoras voltadas a sistemas embarcados, aplicando conhecimentos avançados de engenharia de software, eletrônica e design de produtos.

A formação busca preparar o egresso para atuar de forma crítica e ética em diferentes setores da economia, capacitando-o a solucionar problemas complexos por meio de técnicas modernas de desenvolvimento e de gestão de projetos. Além disso, visa fomentar competências como inovação, empreendedorismo e responsabilidade socioambiental, formando um profissional apto a liderar equipes multidisciplinares e a contribuir para o avanço tecnológico da área. Entre seus componentes curriculares, constam: Análise de Circuitos; Sistemas Microprocessados; Programação Orientada a Objetos; Banco de Dados; Internet das coisas; Sistemas de Controle; entre outros.

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O que faz um profissional técnico em Soldagem

O Técnico em Soldagem é o profissional que trabalha na área de metalmecânica, tanto de forma operacional, na função de soldador, quanto na gestão de processos e pessoas. E a metalmecânica é um mercado que há anos demanda por profissionais qualificados, mas não encontra o suficiente para preenchimento de todas as vagas.

Como consequência, surgiu uma lacuna e viu-se a oportunidade – principalmente durante a pandemia da Covid-19, onde foi necessário poupar as vidas de pessoas – para as indústrias investirem em automação e aderirem à transformação digital e à Indústria 4.0. A 2ª edição do Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) da Manufatura, estudo de 2024 da TOTVS em parceria com a H2R Insights e Trends, aponta que houve um crescimento no índice voltado ao setor Metalmecânico & Plástico, de 0,55 – em 2019 – para 0,78 – em 2024, de uma escala de 0 a 1, sendo um dos três melhores desempenhos da pesquisa, realizada com 8 setores: Bens de Consumo, Bens Duráveis, Extrativismo e Beneficiamento, Metalmecânico e Plástico, Papel e Celulose, Química e Reciclagem, Têxtil e Vestuário e Bens de Capital.

Por sua vez, a partir do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, o Observatório Nacional da Indústria estima a criação de 609 mil novas vagas no setor industrial, com destaque para cargos de nível técnico e superior, com crescimento de, respectivamente, 4,4% e 5,0%, sendo que a área de Metalmecânica consta em 4º lugar por demanda de formação profissional, com um total de 1.175.052, sendo 175.449 por formação inicial e 999.603 por treinamento e desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, especificamente, há uma demanda total por formação profissional de 957.791, sendo 147.028 por formação inicial e 810.763 por treinamento e desenvolvimento.

Desta forma, leva-se a crer que o melhor caminho para o mercado de soldagem é a formação e a qualificação de mais profissionais, de forma que haja o trabalho mútuo entre humanos e máquinas, conforme se visualiza na Indústria 5.0, uma evolução da Indústria 4.0.

O que é soldagem?

Soldagem é o processo união de partes metálicas, resultando na união entre elas. Atualmente existem mais de 50 processos de soldagem utilizados industrialmente, porém quatro deles são utilizados em maior escala, são eles: solda oxigás, solda de eletrodo revestido – também chamada de MMA -, solda MIG/MAG e solda TIG.

A oxigás, contendo oxigênio e gás combustível, é feita com auxílio de um maçarico. Diferentemente dela, que depende de uma chama para o aquecimento, quando o profissional técnico em Soldagem utiliza a solda de eletrodo revestido (ou MMA), forma um arco elétrico entre o eletrodo consumível e a peça capaz de unir as peças por fusão. O revestimento tem funções específicas que melhoram as propriedades da solda, além de proteger o metal de solda de contaminação e estabilizar o arco elétrico.

A solda MIG/MAG é semiautomática, utiliza um arame consumível e, assim como a técnica anterior também necessita de uma proteção para a poça de fusão, mas neste processo está proteção depende de um gás que gera uma atmosfera protetora no entorno da zona fundida. A diferença entre a MIG e a MAG é que a primeira é indicada para materiais não ferrosos e a segunda para os ferrosos. E a solda TIG também forma um arco elétrico, porém o eletrodo não consumível é de tungstênio.

Importância de um profissional capacitado no setor

Ainda que com a Indústria 4.0 tenhamos soldas robotizadas que aceleram a produção, a soldagem humana pode trazer um melhor detalhamento para certos trabalhos. Além do mais, o técnico em Soldagem é necessário para as tomadas de decisão no chão de fábrica, como a escolha da técnica correta de soldagem em determinado uso e a configuração das máquinas, atuando na gestão de processos e pessoas, na qualidade, e na preparação de projetos.

Em grande parte dos setores da indústria o técnico em Soldagem pode vir a trabalhar, como na construção civil, na automobilística, na naval, com maquinaria, na fabricação de partes e peças, como chapas, tubos e dutos, e até mesmo em nichos como a soldagem subaquática. Somente um profissional qualificado terá conhecimento e experiência para aplicar as medições e as técnicas voltadas ao trabalho técnico em soldagem, permitindo que um resultado de qualidade, forte e com durabilidade.

Formação técnica

Para iniciar na área, o indicado é a escolha de um curso que una teoria e prática, como um curso técnico, que possibilita aos alunos vivenciarem e adquirem rápido a experiência na função, além de entenderem se é o que buscam.

O curso técnico em Soldagem do SENAI-RS oferece a oportunidade de aprender as mais variadas técnicas de soldagem em diferentes materiais, como aço e alumínio, essenciais para a construção de estruturas metálicas e equipamentos. A formação é direcionada para as demandas do mercado industrial, que busca profissionais especializados e com alto nível técnico. Possibilita, ainda, que o profissional estabeleça relações entre a química, a física, a elétrica e outras áreas do conhecimento, aprendendo a respeitar os procedimentos e as normas técnicas, ambientais, de qualidade, de saúde e de segurança.

Entre as unidades curriculares que constam na grade do curso, o aluno irá aprender Processos Convencionais de Soldagem; Processos de Corte e Processos Especiais de Soldagem; Controle de Qualidade dos Processos de Corte e Solda; Suporte Técnico em Elaboração e Implementação de Projetos; entre outros. Com um currículo focado em segurança, inovação e eficiência, o profissional estará pronto para atuar em projetos de grande porte, desde a construção civil até o setor naval e aeronáutico.

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O que faz um profissional de Eletroeletrônica

Em 2023, o setor de eletroeletrônica alcançou o faturamento de R$ 204,6 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), totalizando US$ 7,2 bilhões em exportações, o que representa o aumento de 8% em relação a 2022. Houve crescimento de vendas de +34% em bens de Automação Industrial, +33% em bens de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) e +24% em Material Elétrico de Instalação. Os principais destinos das exportações são Estados Unidos e países da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração), que representaram 70% do total.

As importações alcançaram US$ 42,7 bilhões, de acordo com a Associação. Sendo que a importação de módulos fotovoltaicos atingiu seu recorde histórico em unidades, crescendo de 146 milhões de módulos, em 2022, para 164 milhões, em 2023, um aumento de 13%.  Estes módulos chegaram à 4ª posição no total geral das importações do Brasil, totalizando um valor de US$ 3,8 bilhões.

Como funciona a área de eletroeletrônica

A eletroeletrônica é a área que mistura conhecimentos de elétrica e eletrônica, dois setores que se fundem na indústria pela proximidade que têm, visto que a primeira se relaciona a fluxos de alta potência, e a segunda a fluxos de baixa. Outra diferença entre elas é o meio que cada corrente se propaga no vácuo ou em material semicondutor: a de alta potência, elétrica, não se propaganda nesses meios, enquanto a baixa, eletrônica, se propaga. Desta forma, cada uma tende a ter usabilidade em diferentes aplicações.

Os profissionais formados em eletroeletrônica têm possibilidade de atuar em diversos segmentos, os principais são os de energia elétrica (produção, transmissão e distribuição), telecomunicações, informática, mecatrônica e materiais elétricos. Podem trabalhar diretamente nas empresas ou como autônomos, neste caso, prestando serviço e somando experiência em diferentes setores ou focando o atendimento a um nicho. Também podem vir a trabalhar em âmbito científico, contribuindo em projetos de pesquisa e desenvolvimento para as indústrias.

Importância de um profissional capacitado no setor

Nós vivemos cercados de eletroeletrônica, desde os aparelhos que usamos, como celulares e televisores, aos ambientes que passamos, que necessitam de instalações, automações e integrações para que possamos utilizar, principalmente, energia e iluminação. A própria demanda em desenvolvimento de produtos eletroeletrônicos torna necessário ao mercado termos profissionais capacitados para o setor. É um trabalho que exige grande responsabilidade e atenção à segurança, tanto sua, quanto de outros à volta.

O técnico em eletroeletrônica tornou-se um profissional muito versátil e requisitado, combinando conhecimentos sólidos em eletricidade, eletrônica e automação, com habilidades práticas de instalação, manutenção e reparo de sistemas.  O perfil de um técnico em Eletroeletrônica costuma ser de uma pessoa curiosa, que gosta de compreender o funcionamento de aparelhos, com raciocínio lógico e maior aptidão para matemática e física. Geralmente, ainda é criativa para resolução de problemas, gosta de desafios, e tem interesse em tecnologia e inovação.

As demandas do mundo do trabalho para a área de eletroeletrônica exigem profissionais qualificados capazes de integrar tecnologias avançadas como IoT, inteligência artificial e automação em processos industriais, ao mesmo tempo que se adaptam à crescente transição para fontes de energia renováveis, como solar e eólica. Temos também outro segmento muito requisitado: a automação predial, que demanda habilidades, principalmente, na instalação de novos dispositivos para automação residencial e sistemas de controle e segurança.

Formação técnica

O Curso Técnico em Eletroeletrônica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para projetar, implementar, fazer manutenções e coordenar implementações de sistemas eletroeletrônicos prediais e industriais, analógicos e de potência e digitais. Os egressos do curso estarão aptos a atender às demandas funcionais destes sistemas, seguindo as especificações dos fabricantes, das necessidades do cliente e das características do contexto, cumprindo normas e procedimentos de saúde e segurança, qualidade e meio ambiente.

Ao longo do Curso Técnico em Eletroeletrônica, os alunos terão a oportunidade de aprender os componentes eletroeletrônicos e os fundamentos técnicos e científicos básicos de eletricidade e dos princípios da análise de circuitos. Aprenderão, ainda, ferramentas e instrumentos de trabalho, inclusive os específicos para testes e medições, bem como a organizar projetos de implementação eletroeletrônica, montar protótipos e integrar sistemas.

O que faz um profissional de Eletromecânica

A aplicação da eletromecânica está no nosso dia a dia, sendo uma das principais responsáveis pelo funcionamento de eletrodomésticos. Apesar da complexidade que pode demonstrar, essa especialidade está em todo tipo de aparelhos e equipamentos elétricos (como geladeira, máquina de lavar e ventilador) e transportes (trem e veículos elétricos).

Isso acontece porque a eletromecânica combina conhecimentos das áreas de eletrotécnica e da mecânica, ocupando-se de dispositivos que têm a capacidade de converter energia elétrica em energia mecânica utilizando um sistema de engrenagens e campos magnéticos.

Os sistemas elétricos podem ser alimentados por diferentes fontes de corrente como baterias, inversores e redes elétricas, por exemplo. O avanço tecnológico tem modificado a composição e o funcionamento de dispositivos na busca de mais eficiência, colocando o setor eletromecânico em um constante desafio de evoluir seus componentes e processos, tornando-os cada vez mais inovadores e sustentáveis.

Importância do profissional capacitado em eletromecânica

A área de eletromecânica é fundamental para a indústria, englobando dos processos manuais até os mais tecnológicos. O profissional técnico é capacitado para dominar os dois campos: a eletricidade e a mecânica.

Dessa forma, a formação abre muitas possibilidades de atuação no mercado de trabalho coordenando, planejando, executando, operando e desenvolvendo sistemas elétricos e mecânicos. Além disso, a eletromecânica é parte fundamental da automação de processos, cumprindo um importante papel em segmentos como segmentos tecnológicos, como o de metalmecânica, alimentação, automotivo, logística, petroquímica, bebidas, couro e calçados, construção civil e energia.

Por isso, a indústria é o principal ambiente do profissional de eletromecânica. Hoje, com a implementação de tecnologias da indústria 4.0, independente do porte, o setor industrial demanda de profissionais com competência para realizar atividades relacionadas à automação e controle. Assim, a formação em Eletromecânica passa a ter uma importância cada vez maior para o desenvolvimento da indústria.

O profissional de eletromecânica é altamente requisitado no mercado atual. De acordo com Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, a área de controle de produção – da qual a eletromecânica faz parte – tem uma demanda de aperfeiçoamento de 11,6 mil profissionais de nível técnico. Ou seja, existe uma grande necessidade de formação para atuar nesse setor industrial do Rio Grande do Sul. Com a alta demanda de trabalho, o setor de eletromecânica oferece salários acima da média na indústria do Estado (conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2020).

Formação técnica

O segmento de eletromecânica busca um perfil profissional dinâmico e versátil que, durante o curso técnico, vai ser qualificado para apoiar a gestão da produção de peças e componentes, da montagem e manutenção de sistemas mecânicos, elétricos e automatizados e atuar no desenvolvimento de projetos de sistemas eletromecânicos de máquinas e equipamentos industriais, atendendo as normas e padrões técnicos, de qualidade, saúde e segurança e de meio ambiente.

O curso técnico em Eletromecânica do SENAI é organizado em quatro módulos, totalizando 1.440 horas de formação, compostos por conhecimentos sobre fabricação mecânica aplicada à manutenção e à montagem, montagem de sistemas elétricos e mecânicos, planejamento e controle da manutenção, manutenção de sistemas automatizados e controladores lógicos programáveis.

O que faz um profissional de Vestuário

O mercado de vestuário é um dos mais dinâmicos, com tendências que mudam ano a ano, exigindo novas tecnologias e constante adaptabilidade das empresas do setor e movimentando bilhões de dólares ao redor do mundo. De acordo com o grupo japonês Brother, fabricante de máquinas para o setor, as principais tendências da indústria têxtil para 2024 têm foco na sustentabilidade, com a inovação e reciclagem de materiais, com a circularidade da moda, com o uso de tecnologias e técnicas que garantam destaque da área de vestuário.

Inclusive, a descarbonização, uma das quatro missões da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), trouxe às indústrias o desafio de controlar a quantidade de emissão de carbono por peça de roupa, com o objetivo de até 2050 ser Net Zero, isto é, emitir apenas as frações inevitáveis de acordo com as possibilidades tecnológicas até aquele momento. O mercado brasileiro tem um público consumidor crescente e diversificado e uma forte indústria que tem apresentado boas perspectivas em 2024, de acordo com a previsão apresentada pelo Sindilojas de São Paulo.

Ainda conforme o Sindicato, a redução de inflação e de juros e a renovação de carteiras de créditos nos bancos estão possibilitando maior investimento para as indústrias nacionais e gerando crescimento para o setor.

Como funciona a área de vestuário?

A área de vestuário é um setor amplo e abrangente que engloba diversas atividades, desde a criação e design de peças, passando pela produção, e chegando à venda e à distribuição, tanto B2B, para as empresas que irão revender, quanto B2C, direto ao consumidor. Sendo assim, há oportunidade para criativos, técnicos, compradores, financeiros, marketing, comercial, vendas, entre outras áreas necessárias em uma empresa e a cada fase de sua expansão.

O profissional de vestuário poderá trabalhar como designer de moda, modelista, ser responsável pela seleção de materiais a serem comprados para a produção, confecção das peças cortando e costurando, gestar equipes na fábrica ou mesmo abrir e gestar seu próprio negócio. Pode, ainda, trabalhar com pesquisa e desenvolvimento de materiais e processos, buscando diferenciação de marca, como sustentabilidade, qualidade de tecido, entre outros que ampliem a competitividade.

Importância de um profissional capacitado no setor

Há grande necessidade de profissionais capacitados e especializados que compreendam as necessidades e acompanhem a grande dinâmica do setor de vestuário. As constantes inovações apresentam desafios para quem deseja trabalhar na área, especialmente com pesquisa e desenvolvimento e na produção, com o surgimento de equipamentos modernos, automatizados, que acompanhem a transformação digital em toda a indústria.

Independente do porte, há demanda por profissionais com conhecimento para aplicar essas novas tecnologias nos processos produtivos e com competência para realizar atividades. Entre os benefícios de ter um profissional capacitado no setor de vestuário estão o aumento da produtividade e da eficiência, com consequente otimização de processos e redução de custos; a melhoria da qualidade dos produtos; o aumento das vendas e lucros, a partir de estratégias de marketing e vendas eficazes; e, ainda, repassar uma boa imagem de marca, a partir da confiabilidade de seus profissionais. Assim, a formação no curso técnico em vestuário passa a ter uma importância cada vez maior para o desenvolvimento das indústrias desse segmento de mercado.

Formação técnica

O Curso Técnico em Vestuário do SENAI-RS tem como objetivo formar profissionais com sólidos conhecimentos para implementar e supervisionar o processo produtivo do vestuário e participar do processo de desenvolvimento do produto, de acordo com os padrões estabelecidos pela empresa, seguindo normas técnicas, de saúde e segurança do trabalho, princípios de gestão da qualidade e de preservação ambiental.

Os egressos do curso serão, ainda, capazes de atuar em grupos de trabalho da área técnica da empresa com a finalidade de propor melhorias nos produtos, multiplicando tecnologias da área e com capacidade de autogestão e coordenação de equipe, sendo resolutivo às situações sob sua responsabilidade. Algumas das unidades curriculares presentes ao longo do curso são:  Modelagem Industrial do Vestuário, Sistema CAD na Confecção e Planejamento de Controle da Produção.

O que faz um técnico em Refrigeração e Climatização 

O Técnico em Refrigeração e Climatização é o profissional capacitado para instalar com segurança equipamentos voltados a refrigeração e climatização de diversos tipos ambientes: comerciais, industriais, em nichos específicos, entre outros. 

A Revista da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), ressalta que a demanda por tecnologias de resfriamento voltadas a data centers, chega a investimentos de R$ 350 milhões em equipamentos para esse fim. Sendo este um nicho bastante importante devido ao exponencial crescimento de data centers causado pelo armazenamento em nuvem.  

Para 2024, é previsto um faturamento de R$ 41 bilhões no setor de refrigeração e climatização, um crescimento de 12% sobre 2023, considerando fatores como as altas temperaturas, novas tecnologias, novos empreendimentos comerciais, avanço das construções e a recuperação gradual no consumo das famílias, conforme o ABRAVA de Portas Abertas, evento realizado em janeiro. O evento baseia-se em pesquisas e estudos do Departamento de Economia e Estatística da Associação e nas atividades dos comitês e departamentos nacionais da área e neste ano trouxe o tema “Perspectivas e Oportunidades para o Setor AVAC-R em 2024”. 

O setor de refrigeração e climatização também é considerado um forte aliado para a Transição Energética ao buscar tecnologias que prezem pela eficiência e pelo baixo consumo no uso de energia, com a utilização de fontes renováveis que possibilitem a redução nas emissões de dióxido de carbono, marcando uma trajetória em prol da sustentabilidade. 

Como funciona a área de refrigeração e climatização? 

Também chamado de HVAC-R (do inglês “Heating, Ventilation, Air Conditioning & Refrigeration”), o setor de refrigeração e climatização apresenta forte crescimento devido às mudanças climáticas, que têm trazido temperaturas extremas, e à presença cada vez mais frequente produtos e equipamentos que exigem refrigeração. 

Além disso, as soluções em climatização proporcionam maior conforto térmico para as pessoas presentes nos espaços, reduzindo ainda riscos de contaminação por agentes prejudiciais à saúde.   

Desta forma, a área de refrigeração e climatização pode ser bem vasta, exigindo profissionais aptos a implementar projetos variados, de acordo com as especificidades técnicas de cada ambiente, mas proporcionando boa empregabilidade.  

Importância de um profissional capacitado no setor 

O profissional em refrigeração e climatização é capacitado para fazer serviços de reparos, limpezas e manutenções dentro das normas e práticas de segurança. As manutenções preventivas e corretivas permitem maior longevidade para os próprios equipamentos de refrigeração e climatização, bem como, consequentemente, para os demais equipamentos que eles protegem, evitando superaquecimento e perdas de materiais.  

Por tais responsabilidades, é muito importante formarmos profissionais com as competências técnicas para implementações em refrigeração e climatização sem riscos e acompanhar a demanda de serviços conforme o setor vai expandido. 

Formação técnica 

O Curso Técnico em Refrigeração e Climatização do SENAI-RS prepara profissionais com sólidos conhecimentos para projetar, sob supervisão, a instalação e a manutenção de sistemas de refrigeração e climatização. O egresso do curso também poderá vir a coordenar estas execuções, realizando estudos de viabilidade técnica e financeira, seguindo legislação e as normas técnicas, ambientais, de saúde e segurança no trabalho.  

O itinerário formativo do nosso Curso Técnico em Refrigeração e Climatização conta com um total de 1200 horas, com opções de modalidade EAD ou Presencial, e algumas das unidades curriculares do curso são: Instalação, Operação e Manutenção de Sistemas de Climatização, Manutenção de compressores e Automação Aplicada à Refrigeração e à Climatização.  

O que faz um profissional da área de Calçados

A Indústria Calçadista brasileira exportou U$ 1.310 Mi em 2022, conforme o Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil 2023. Desta forma, ultrapassando, inclusive, o número de exportações ocorridas em 2019, previamente à pandemia de Covid-19, que foi de U$ 972 Mi.  

Para 2024, a indústria calçadista está otimista, prevê alcançar U$ 1.196,1 Mi e 132,4 mi de pares de calçados em exportações. E, de acordo com os dados do último BFSHOW (Brazilian Footwear Show), divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), é prevista uma produção de 857,8 milhões de pares, um crescimento de 2,2% em comparação a 2023. 

Como funciona a área de calçados? 

A fabricação de calçados funciona a partir de 4 principais etapas, seguidas por processos específicos, que vão sendo feitos em diferentes setores da fábrica: 

Pesquisa & Desenvolvimento 

  1. Design: momento de idealização do calçado conforme o seu público-alvo, desde o seu estilo e formato a cores e materiais; 
  1. Desenvolvimento de Materiais e Seleção de Fornecedores: são preparados a matéria prima, o artigo e as combinações de cores, e desenvolvidos outros materiais e componentes para cada parte do calçado, conforme fase de idealização durante o design.  

Modelagem

Nesta etapa ocorre a prototipação da ideia para avaliar a viabilidade de produção em maior escala. Há a criação de moldes e um primeiro modelo.

  1. Modelagem criativa: confecção de maquete/mockup para teste de calce; 
  1. Modelagem de produção: confecção de teste de escala, relacionada à grade de numeração, e confecção de teste de cores. Produzido 1 a 2 pares de cada número, para verificação de cores. 

Preparação de materiais 

  1. Corte: após testes, ajustes e aprovação final do protótipo e seus moldes inicia-se o corte em escala industrial. Primeiro há o corte das peças separadas, como cabedal e tiras, que podem ser de couro, sintético ou tecido, e passa-se à preparação;
  1. Dublagem: a dublagem é uma técnica que une e adesiva tecidos para aumentar a durabilidade e proporcionar impermeabilização e maior conforto;
  1. Preparação: Na preparação, as peças ganham maior detalhamento, são aparadas, perfuradas e chanfradas, com rebaixamento ou afinamento nas bordas com finalidade de melhorar o aspecto visual e deixando-as prontas para a costura e a montagem;
  1. Pré-fabricação: o setor de pré-fabricado é responsável pela construção da parte inferior do calçado: solados, palmilha externa, entressola, pinturas de solado, saltos e forração do salto.  

 Montagem

  1. Costura: etapa em que o cabedal é costurado, unindo as partes anteriormente cortadas e chanfradas. Essa fase pode ser manual com auxílio de máquina de costura ou automatizada utilizando-se de máquinas específicas;
  1. Montagem: nesta fase o cabedal, o solado e a palmilha são unidos formando o calçado. Podem ser usados métodos como costura, colagem e prensagem, geralmente associado a um maquinário de montagem, como de bico (frente do calçado) enfranque (meio do calçado) e traseiro (calcanhar do calçado);
  1. Acabamento: o calçado recebe os detalhamentos finais com polimento, atacador (popularmente conhecidos como “cadarços”), palmilha de montagem, limpeza de cabedal e solado, brilho, entre outros retoques necessários;
  1. Controle de Qualidade: Durante todo o processo de acabamento vai sendo feito o controle de qualidade relativo aos detalhes de fabricação e para garantir a qualidade prevista durante o projeto inicial;
  1. Embalagem e armazenamento: momento final em que os pares são embalados em caixas que os indiquem modelo, cor, tamanho e outras características importantes para sua identificação, e armazenados para posterior transporte.  

Importância de um profissional capacitado no setor de calçados 

Devido à grande competitividade do setor de calçados, as indústrias buscam por profissionais capacitados e que se mantêm atualizados com as tendências da moda calçadista. Esses profissionais devem ser capazes de levar inovações em design e materiais que permitam destaque da marca no mercado.  

A área ainda busca profissionais engajados na redução de impactos ambientais, explorando maneiras de ampliar a sustentabilidade durante os processos de produção, ampliando a excelência dos produtos e na identificação da marca.  

Os avanços tecnológicos e investimentos na indústria calçadista, principalmente devido à perspectiva de crescimento de 2,2% na produção deste ano, demandam profissionais altamente qualificados, capazes de atuar na operação de equipamentos automatizados e tecnologias de processamento computadorizadas. 

Formação técnica em calçados

A Metodologia SENAI de Educação Profissional do Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS prepara profissionais capacitados para produzir e gerir a produção de calçados, respeitando procedimentos e normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança e de meio ambiente. 

Nossa metodologia está de acordo com as expectativas de empresários e de representantes da indústria calçadista quanto às competências profissionais necessárias para o atendimento das exigências do meio produtivo. 

O Curso Técnico em Calçados do SENAI-RS possui carga horária de 1.272 horas e algumas das unidades curriculares que constam no curso são: Introdução à Qualidade e Produtividade, Desenvolvimento Digital de Calçados, Planejamento e Controle da Produção e Coordenação de Equipes.

O que faz um profissional de Química e de Petroquímica

Os profissionais de Química e Petroquímica desempenham papéis essenciais na indústria. Suas atividades contribuem para a produção e desenvolvimento de uma ampla gama de produtos químicos que impactam diretamente a nossa vida cotidiana. Apesar das classificações oficiais da indústria química não utilizam em separado o conceito “petroquímica”, devido as especificidades do setor, tanto a química quanto a petroquímica possuem cursos de formações distintos. 

A Indústria Química Brasileira, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), é a 6ª maior do mundo. Fechou 2023 com um faturamento líquido de USD 167,4 bilhões, representando também o 3º maior setor industrial do PIB brasileiro. É considerada ainda a mais sustentável, pois possui uma matriz elétrica composta por 82,9% de fontes renováveis – enquanto no mundo a média é de 28,6% – e emite de 5% a 51% menos CO2, em relação às indústrias internacionais, para cada tonelada de químicos produzida. 

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há uma expectativa de crescimento na produção e na força de trabalho na indústria como um todo ao longo de 2024, visto que o indicador de expectativa sobre quantidades exportadas chegou a 53,8 pontos em janeiro, um avanço de 2,9 pontos em comparação com dezembro de 2023. E para acompanhar essa demanda, é fundamental a formação de profissionais nas áreas de química e petroquímica. 

O que são Química e Petroquímica 

A Química, como ciência, engloba o estudo das propriedades, composição e reatividade da matéria. Suas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos químicos inorgânicos, orgânicos, farmacêuticos, explosivos, defensivos agrícolas, produtos de higiene e limpeza, tintas, plásticos, entre outros.  

A Petroquímica concentra-se na transformação de matérias-primas obtidas da indústria de energia como derivadas do petróleo (Nafta) e gás natural em uma variedade de produtos (solventes, polímeros, etc). Essas indústrias são responsáveis pela fabricação de produtos petroquímicos básicos, intermediários de reações químicas, resinas termoplásticas, termofixas e elastômeros. Essas indústrias estão em constante preocupação com a sustentabilidade e a necessidade de reduzir a dependência de recursos não renováveis como petróleo, e investem fortemente na pesquisa e utilização de fontes alternativas de matérias-primas.  

Aliás, um dos grandes esforços atuais da indústria é a transição energética, que busca o uso de matérias-primas renováveis com foco na redução e, idealmente, neutralização das emissões de carbono na atmosfera, impactando positivamente contra o aquecimento global. Os profissionais que trabalham neste setor acabam colaborando ativamente com essas transformações. 

Importância de profissionais capacitados nos setores 

Profissionais capacitados em química e petroquímica desempenham um papel crucial na garantia da segurança, eficiência e inovação nessas áreas. Suas habilidades são essenciais para o desenvolvimento e para a operação de processos químicos, controle de qualidade, pesquisa e inovação, contribuindo para o avanço tecnológico e a sustentabilidade dessas indústrias. Além disso, a expertise desses profissionais é fundamental para lidar com desafios ambientais e de segurança, garantindo práticas responsáveis e conformidade regulatória. 

E, para quem quiser se transformar em um profissional em química ou em petroquímica, é preferencial ter alguma facilidade para aprender matérias exatas. Compreender os princípios básicos de química, física e matemática e/ou ter disponibilidade de se atualizar sobre esses conceitos é importante para aprofundar-se nas especificidades de cada formação e escalar conhecimentos ao longo de sua carreira profissional.

Formação técnica 

Com o objetivo de aliar teoria e prática, a Metodologia SENAI de Educação Profissional permite aos alunos passarem por diferentes situações de vivência, aprendizagem e trabalho que lhe conferem uma prática profissional intrínseca ao currículo de suas formações.  

O Curso Técnico em Química do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para realizar amostragens, análises químicas, físico-químicas, instrumentais e microbiológicas, operar processos químicos, atuar no desenvolvimento de produtos e serviços e realizar a gestão técnica dos processos químicos, zelando por padrões de qualidade e pela integridade de pessoas, do meio ambiente e das instalações. O curso é oferecido na modalidade presencial e semi-presencial e algumas das unidades curriculares que constam são: Análises Químicas e Química aplicada a processos químicos. 

O Curso Técnico em Petroquímica do SENAI-RS forma profissionais com sólidos conhecimentos para operar e controlar os sistemas petroquímicos, seguindo padrões técnicos, de qualidade, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. Entre suas unidades curriculares estão: Processos da Industria Petroquímica e Instrumentação e Controle Aplicados nos Processos Petroquímicos. 

Além de hard skills, nossos cursos técnicos também possibilitam o desenvolvimento de capacidades socioemocionais que se relacionam à criatividade, promoção da inovação, estudo de forças e fragilidades, capacidade de análise, engajamento em equipe, ética, comportamento social e cidadania. Habilidades, essas, que são fundamentais para a formação de profissionais com os perfis desejados pelo mercado.